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Narrativa inconsistente

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Narrativa inconsistente

Desmascarando o discurso

“O argumento que não for capaz de explicar toda a evidência empírica disponível perde a plausibilidade.”

Pérsio Arida

Analisar a narrativa adotada pelas instituições é uma forma interessante de conhecer as ideias-chave dessas instituições para, a partir daí, examinar a coerência das mesmas com as ações praticadas por elas.

Uma boa narrativa (ou discurso) é aquela que se utiliza de uma retórica que possui elevado poder de persuasão, dando credibilidade às ideias e/ou ações da referida instituição.

Pérsio Arida, ex-presidente do Banco central e um dos principais formuladores dos Planos Cruzado e Real, é autor de um texto excelente a respeito, elaborado originalmente para ser discutido com seus alunos de pós-graduação na PUC-RJ. Revisado e com algumas adaptações, fez parte de uma coletânea sobre metodologia e história do pensamento econômico, organizada pelo Prof. José Marcio Rego e publicada pela Editora 34.

Isto posto, e considerando a narrativa utilizada à exaustão pelo governo da presidente Dilma Rousseff, sobretudo durante os últimos meses que precederam ao seu afastamento temporário, podemos sintetizá-la em duas partes: no plano político, a narrativa de que “o impeachment é golpe”; no plano econômico, a narrativa de que boa parte dos problemas enfrentados pela economia brasileira tinham origem no mau desempenho da economia mundial.

Desconstruir a primeira parte dessa narrativa não me parece difícil. Basta ver não apenas o resultado das votações pela admissibilidade do impeachment na Câmara dos Deputados e no Senado, quando o argumento do golpe foi facilmente rechaçado, mas também as manifestações da população em todo o País, amplamente majoritárias ao afastamento da presidente da República.

No que se refere ao aspecto econômico, permito-me lançar mão de um grupo de gráficos apresentados em dois almoços da Ordem dos Economistas do Brasil pelo Prof. Simão Silber, da FEA-USP, a quem agradeço por me ter autorizado sua utilização.

Como se pode observar pelos gráficos que se seguem, três dos principais atores da economia mundial têm apresentado – e deverão continuar apresentando, de acordo com as previsões do Fundo Monetário Internacional – desempenhos positivos, expressos em taxas positivas de crescimento de suas economias depois do duro golpe registrado com a crise econômico-financeira que teve origem em 2007/08 no sistema hipotecário norte-americano, repercutindo fortemente em toda a economia mundial.

1. Estados Unidos

Os Estados Unidos seguem no processo de consolidação da recuperação de sua economia, iniciada após a grave crise que teve origem no setor hipotecário em 2007/2008. A referida recuperação ocorre num ritmo constante, porém não acelerado, em razão das fragilidades remanescentes e da estagnação de importantes parceiros comerciais como a União Europeia e o Japão.

Os resultados apresentados pela economia norte-americana em 2015 foram considerados satisfatórios, superando inclusive a maior parte das expectativas, embora permaneça a preocupação decorrente do fato de que a recuperação observada até agora esteja em grande parte sustentada pelo consumo das famílias. De acordo com projeções do Fundo Monetário Internacional, a economia norte-americana deverá manter a trajetória de recuperação até 2017, com taxa de crescimento anual oscilando entre 2,5 e 3,0%, como se pode observar no gráfico 1.

Crescimento do PIB dos EUA

Gráfico 1
Crescimento anual do PIB dos Estados Unidos

2. China

Depois de suplantar o Japão como a segunda maior economia do planeta e de manter por mais de três décadas uma taxa de crescimento em torno de 9 a 10% ao ano, a China revela uma desaceleração do crescimento nos últimos quatro anos, tendo o mesmo se mantido em torno de 7,5%, como pode se ver no gráfico 2.

Crescimento do PIB da China (1)

Gráfico 2
Variação interanual do PIB trimestral chinês e tendência

Em 2015 a economia chinesa apresentou um crescimento de 6,9% do PIB, o que é considerado pelos analistas internacionais como uma desaceleração suave, frente a expectativas bem mais pessimistas que acenavam com a possibilidade de uma queda bem mais acentuada.

Para 2016, projeta-se um crescimento próximo deste patamar, numa realidade que está sendo chamada de “Novo Normal”, expressão cunhada pela McKinsey.

Apesar de todos os problemas recentes que o país vem enfrentando, a projeção do FMI para a economia chinesa aponta para a manutenção de um crescimento médio de 6% até 2017, conforme se observa no gráfico 3.

Crescimento anual do PIB da China (%)

Gráfico 3
Crescimento anual do PIB da China (%)

3. União Europeia

A União Europeia aparece como o mais débil entre os principais atores da economia mundial, embora apresente sinais de que “o pior já passou”. Prossegue, no entanto, percepção de certa desconfiança com relação à economia de diversos de seus países-membros. Além da Grécia, que corre o risco de se tornar a primeira baixa do projeto de unificação da Europa, Irlanda, Espanha e Portugal são países em que o nível de desemprego permanece em patamares elevados, em especial entre os jovens.

A taxa de desemprego segue próxima ao pico histórico (12,0%), limitando uma retomada mais sólida da demanda.

Problemas relacionados à imigração em massa de países fortemente afetados pela miséria e um volume crescente de ações separatistas pontuais também estão no radar das lideranças da União Europeia.

Apesar de todas essas dificuldades, a União Europeia tem obtido taxas positivas de crescimento desde 2014 e, segundo as projeções do FMI, deverá continuar crescendo a uma taxa entre 1,5 e 2% até 2017, como se observa no gráfico 4.

Crescimento anual do PIB (%) da área do Euro

Gráfico 4
Crescimento anual do PIB da área do Euro (%)

Portanto, apontar o mau desempenho da economia mundial para justificar o pífio desempenho da economia brasileira não faz o menor sentido, visto que além do crescimento positivo dos principais protagonistas, verificou-se um expressivo crescimento de grande parte dos países emergentes, com destaque para a Índia que foi o país que mais cresceu em 2015, ultrapassando a China. Essa situação já vinha sendo considerada pelos analistas, como se vê no gráfico 5, extraído de matéria da revista The Economist, em sua edição veiculada na Índia no início de fevereiro de 2015. O artigo, intitulado Catching the dragon, contém dados de estudos do Banco Mundial, do Fundo Monetário Internacional e do Banco Goldman Sachs.

China x Índia

Gráfico 5
Crescimento comparado da China e da Índia

4. Enquanto isso, no Brasil

O que se viu no Brasil foi uma dramática reversão da imagem positiva que havia sido duramente conquistada a partir da conquista da estabilidade econômica obtida a partir do Plano Real e que se deveu, em boa parte, à manutenção de uma política econômica que se baseava na combinação de três fatores, o regime de metas de inflação, a taxa de câmbio flutuante e o superávit primário, que passou a ser conhecida como tripé macroeconômico.

Essa espinha dorsal de política econômica foi gestada durante o governo FHC e mantida nos dois mandatos do governo Lula, que acrescentou a ela, como marca própria, a ênfase nos programas sociais, entre os quais a valorização do salário mínimo e o Programa Bolsa-Família.

Somado a isso, o bom desempenho da economia mundial e a intensificação do comércio internacional, impulsionado pela China, contribuíram para o bom desempenho da economia brasileira e o fortalecimento de sua imagem no exterior.

O gráfico 6, apresentado por Hugo Bethlem em reunião do Comitê de Avaliação de Conjuntura da Associação Comercial de São Paulo, reflete a melhora do padrão de vida médio da população brasileira em consequência dos bons resultados obtidos desde a conquista da estabilidade, porém intensificados no período 2014-2014.

Transformação da pirâmide socioeconômica

Gráfico 6
A transformação na pirâmide socioeconômica

 Tudo isso se modifica rapidamente durante o governo da presidente Dilma Rousseff, em especial nos dois anos finais de seu primeiro mandato, 2013 e 2014, período em que se observam as seguintes mudanças:

Esgotamento da bonança externa

  • Economia mundial desacelerou
  • Liquidez internacional tende a se estreitar

Esgotamento da bonança interna

  • Diminuiu produtividade oriunda de reformas estruturais, que foram abandonadas
  • Caiu a ociosidade de fatores (excesso de capacidade produtiva e disponibilidade de mão de obra)

 Queda de confiança

  • Efeito dos erros de política econômica

Nesse contexto, chamam atenção os seguintes erros da política econômica:

  • Ênfase continuada na expansão do consumo
  • Ação política sobre o Banco Central (mudou)
  • Meta de inflação no teto. Ação sobre o índice
  • Banda informal na taxa de câmbio (mudou)
  • Contabilidade criativa na gestão fiscal (pedaladas)
  • Protecionismo

Em decorrência desses erros, alguns efeitos da nova matriz econômica merecem ser ressaltados:

  • Fragilização do tripé macroeconômico
  • Inflação pressionada (apesar dos artifícios)
  • Deterioração das contas externas
  • Perda de credibilidade da política econômica
  • Rebaixamento do rating do Brasil

Diante dessa reversão, causava preocupação a situação vivida pelo País ao longo de todo o ano de 2015, uma vez que todos os índices de confiança divulgados nos primeiros meses do novo mandato da presidente Dilma Rousseff revelavam queda acentuada, encontrando-se nos mais baixos patamares registrados em muitos anos.

O agravamento do quadro econômico do País à medida que o ano foi se aproximando do seu final, trazendo a certeza de que o crescimento do PIB seria negativo, que a inflação anual ficaria acima dos 10% e que o desemprego iria se acelerar rapidamente, favoreceu a continuidade da queda da confiança dos agentes dos diferentes segmentos de atividade econômica.

Consequência desse conjunto de desacertos: o Brasil encerrou 2015 com um dos piores cenários considerados pelos economistas, combinando crescimento negativo (-3,8%) e elevada inflação (10,67%), para a qual contribuíram significativamente as correções dos preços de energia elétrica e de combustíveis, que já tinham cumprido seu papel na corrida eleitoral.

Os primeiros meses de 2016, marcados por grandes manifestações pró e contra o afastamento da presidente, não apresentaram qualquer melhora significativa do cenário econômico.

4.1. Legado

Consumado o afastamento temporário de Dilma Rousseff, que legado fica para Michel Temer?

Entre os grandes desafios do presente, encontra-se a questão do emprego e da renda. Durante muito tempo, esse aspecto serviu como uma espécie de boia de salvação do governo, uma espécie de “metade cheia do copo”. Mesmo nos momentos em que era obrigado a enfrentar muitas críticas, o governo alegava que o País se encontrava praticamente em pleno emprego, com aumento real do salário mínimo e expansão considerável da classe média. Mais de dois anos, porém, sem crescimento econômico, já se fazem refletir também nesse aspecto, uma vez que os efeitos da estagnação, que eram pouco sentidos até o final de 2014 – a não ser apenas em alguns setores – já dão claros sinais de alastramento. Tal fenômeno já era de se esperar, porque nem tudo na economia ocorre no curto prazo. No que se refere ao emprego, o processo costuma se desencadear gradualmente, de tal forma que não deve causar surpresa a expansão do nível de desemprego, que passa a atingir um número cada vez maior de setores de atividade econômica.

Outro desafio de grande magnitude reside na dificuldade de conciliar a necessidade de correção da situação fiscal com a retomada de taxas mais expressivas de crescimento econômico. A realidade existente hoje em nosso país revela uma escolha extremamente complicada, pois se existe a inadiável necessidade de “pôr ordem na casa”, buscando ajustar as contas públicas, uma vez que as despesas governamentais vêm crescendo num ritmo muito mais acelerado do que o PIB desde o final da década de 1990, com um gap crescente nos últimos anos como se vê no gráfico 7.

Comparação entre crescimento da despesa e do PIB

Gráfico 7
Comparação entre o crescimento da despesa primária e do PIB de 1997 a 2015

Existe também a necessidade de retomar o crescimento econômico, já que as previsões dominantes no mercado apontam para um desempenho em 2016 tão ruim quanto o de 2015, o que resultaria num quadro recessivo jamais visto no País, apesar da melhora no campo da inflação (vide gráfico 8).

Projeção do mercado para PIB e inflação

Gráfico 8
Projeção do mercado (Focus) para crescimento PIB e inflação em 2016

O péssimo desempenho da economia brasileira em 2015 somado ao agravamento da crise política determinou o surgimento de um quadro de contornos dramáticos a partir do início de 2016, em que se combinavam, de um lado, a visível perda de governabilidade da presidente da República e, de outro, a intensificação das manifestações a favor de seu impeachment. Com essa perversa combinação, a crise de confiança que já se observava em meados de 2015 se aprofundou e passou a abranger todos os segmentos de atividade, como se vê no gráfico 9.

 Índice Nacional de Confiança

Gráfico 9
Índice Nacional de Confiança (INC) 

Tendo em vista essa verdadeira “herança maldita”, e diante da gravidade da situação e necessidade de ações imediatas que permitam o resgate de um mínimo de confiança dos agentes, não há como deixar de levar em conta uma preocupação: terá o governo de Michel Temer firmeza e respaldo suficientes para manter uma política econômica necessária, porém amarga, à medida que o tempo for passando?

Considerações finais

Ao contrário da narrativa “oficial”, o quadro geral da economia mundial apresenta-se moderadamente positivo, com recuperação gradual das nações avançadas e confirmação da expectativa de pouso suave na China.

O Brasil é que se apresenta como um ponto fora da curva, com crescimento abaixo da média mundial e inflação elevada, o que resultou no seu rebaixamento pelas agências de classificação de risco (gráfico 10).

Crescimento anual do PIB Mundial

Gráfico 10
Crescimento anual do PIB mundial

Se alguém ainda tiver alguma dúvida quanto à inconsistência do discurso do governo da presidente afastada, sugiro que dê uma olhada na recém-divulgada base de dados World Economic Outlook, publicação do Fundo Monetário Internacional, com projeções sobre o desempenho mundial em 2016. Contendo informações de 191 países, o referido relatório revela que apenas 17 países deverão ter crescimento negativo, dos quais apenas 5 com desempenho pior que o Brasil: Equador, Macau, Guiné Equatorial, Sudão do Sul e Venezuela (gráfico 11).

World Economic Outlook 2016

Gráfico 11
Os 17 países com crescimento negativo em 2016 segundo as projeções do FMI

 

Iscas para ir mais fundo no assunto

Referências e indicações bibliográficas e webgráficas

ARIDA, Pérsio. A história do pensamento econômico como teoria e retórica. Em REGO, José Marcio (org.). Retórica na economia. São Paulo, Editora 34, 1996, pp. 11-46.

CONSELHO Empresarial Brasil-China (CBCE). Visão de Futuro. Carta Brasil-China. Edição Especial, abril de 2015.

DANTAS, Roberto Dumas. Economia chinesa: transformações, rumos e necessidades de rebalanceamento do modelo econômico da China. São Paulo: Saint Paul Editora, 2014.

DRÈZE, Jean e SEN, Amartya. Glória incerta: a Índia e suas contradições. Tradução de Ricardo Doninelli Mendes e Laila Coutinho. São Paulo: Companhia das Letras, 2015.

INTERNATIONAL Monetary Fund. World Economic Outlook. Disponível em http://www.imf.org/external/pubs/ft/weo/2016/01/weodata/weoselgr.aspx.

 

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