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A tragédia do edifício que pegou fogo e desabou no Largo do Paissandu, em São Paulo, desvendou mais um bem bolado golpe; e golpe, novamente, travestido de “movimento social”: A máfia das invasões de prédios na capital paulista.

Importante lembrar que o prédio de 24 andares não desabou, simplesmente. O incêndio provocado pelos invasores do prédio público federal (sim, o imóvel era nosso) foi tão violento que atingiu as estruturas do arranha-céu. Para piorar a tragédia, as saídas de emergência estavam bloqueadas por tapumes, cadeados e divisórias internas, impedindo livre trânsito de quem buscasse proteção. Deu no que deu. O prédio invadido transformou-se numa armadilha criminosamente mortal.

Noves-fora a imensa cara de pau dos mandantes da invasão, dirigentes de um tal MLSM – Movimento de Luta Social por Moradia – resolveram colocar a culpa da tragédia anunciada nos outros (como se eles próprios não tivessem causado o incêndio) e aproveitaram para denunciar o “pouco caso” do governo com os invasores. É o fim do mundo.

Na verdade, o notório MTST (movimento dos trabalhadores sem teto e “pai” dos demais grupelhos, invasores no varejo e baderneiros no atacado), comandado pelo ainda mais notório Guilherme Boulos, pré-candidato à presidência da República pelo PSOL, fez o que sempre faz: Tragédia ocorrida e corpos sendo procurados em meio ao entulho, correu a jogar a culpa em todo mundo – menos neles mesmos – óbvio. Afinal, a culpa é deles, e eles põem em quem quiserem, como diria o filósofo urbano Homer Simpson.

Porém, por mais que esses santinhos de araque e picaretas de ocasião gritassem, tentando desviar a atenção das autoridades, não deu pra ocultar a causa verdadeira dessa onde de invasões a prédios abandonados em São Paulo: Uma rede ilegal de cobrança (extorsão?) de “aluguéis” dos invasores, que se revelaram não apenas massa de manobra de movimentos que nada têm de sociais, mas também meio de vida de muitos dos dirigentes dessa linha auxiliar do lulismo. Só tomando calmante pra aturar essa gente.

Pois é. Os invasores, classificados pelos tais “movimentos” como vítimas da sociedade, eram, na verdade, vítimas de extorsão de gente (“gente” latu sensu, claro) que prega o comunismo apenas como meio de vida. E meio criminoso, como ficou claríssimo pelos depoimentos colhidos entre vítimas do incêndio, revelando histórias tão tétricas quanto interessantes do ponto de vista criminal: Não eram “invasões” coisíssima nenhuma; eram extorsões que variavam de duzentos e cinquenta a quinhentos reais para ficar (morar é coisa bem diferente) num prédio abandonado, sem água, sem esgoto, com fios expostos e um cheiro insuportável de fezes e lixo. E os responsáveis pelo crime chamavam isso de “justiça social”. Taspariu.

Resumo da ópera do pseudo malandro: Os pobres coitados se amontoavam pelos andares mais baixos do edifício, vivendo em condições degradantes, cobrados por uma máfia que ainda está sendo identificada pela polícia. Quem não pagasse era atirado fora do barraco verticalizado sem o menor dó. Artigo de Leandro Narloch publicado na Folha de S. Paulo dá conta da amplitude dessa máfia: De acordo com as vítimas, só no pardieiro incendiado essa máfia recolhia algo em torno de R$ 60 mil mensais. Considerando um universo de mais de 70 prédios-cortiço em igual estado na capital paulista, chega-se a um total de, ao menos, 4 milhões e duzentos mil reais/mês. Onde esse dinheiro está? Financiando moradia popular? Pelamor. Isso é a cara da extrema-esquerda brasileira, que se arroga o monopólio da honestidade e a bandeira de defesa dos pobres, mas nunca explica nada sobre a polpuda bufunfa que recolhe justamente dentre os miseráveis. Belíssima “justiça social” esta, hein, Marx?

Os responsáveis (piada, ok?) do tal movimento subdivisionário do MTST dizem que o dinheiro arrecadado ia para “limpeza e conservação” do prédio; enquanto isso, o poço dos dois elevadores desativados servia como fossa, repleto de urina, fezes e lixo. Ratos e baratas eram vizinhos constantes dos invasores, incluindo alguns foragidos da polícia. Ou seja, um buraco nojento, mantido somente para extorquir dinheiro de quem já não tinha; uma manobra sórdida que resultou em número ainda desconhecido de cadáveres. Gerava bons lucros a quem tem muito a explicar – e responder criminalmente pelas mortes causadas por essa monstruosidade travestida de amor ao próximo.

O mais engraçado – se graça houvesse – foi o tombamento do prédio incendiado justamente sobre a igreja luterana que ficava ao lado, destruindo-a quase por completo. Era uma bela obra ao estilo gótico com mais de um século, patrimônio histórico mantido pelos fiéis. A esses, nenhum apoio de “direitos humanos” ou de paladinos da “justiça social”. Afinal, são apenas trabalhadores honestos, pagadores de impostos que têm religião, cumprem seus deveres e não servem como massa de manobra da extrema-esquerda. Já viram alguém dessa turma de “direitos humanos” e “movimentos sociais” se abalar com tragédias de pessoas normais? A essas outras vítimas, só o descaso. De todos.

A prefeitura paulistana e a União também têm culpa ao permitir – ou ao menos tolerar – essa duradoura invasão suicida; mas pelo menos não demonstram o cinismo dos tais movimentos e seus defensores de pura conveniência. E conivência, certamente.

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