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McCarthy não; Nuremberg sim.

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Fernando Lopes - Iscas Politicrônicas -

Luis Fernando Veríssimo é lulista cinicamente disfarçado de isentão. O escritor descobriu ser esquerdista só depois do fim da ditadura militar, tempo em que ganhou muito, mas muito dinheiro mesmo, com seus livros. Quando descobriu-se lulista convicto, passou a reescrever suas ideias de forma suave, sua especialidade como mestre das palavras, camuflando seu esquerdismo caviar, de butique, através do qual defende o comunismo (mas só para os outros), enquanto usufrui das benesses do capitalismo sujo, decadente, desigual, selvagem, que ele tanto abomina da boca pra fora. Ou seja, a imagem perfeita do camarada padrão da esquerda, e obrigatório no lulismo, esse stalinismo moreno da vanguarda do atraso, que trata como “progressistas” dogmas derrubados no século XIX pela evidência do silogismo de sua fonte – e de seus resultados devastadores que deveriam ter sido derrubados junto com o muro de Berlim.

Em texto recente, Veríssimo seguiu essa modinha ridícula de tachar como nazista qualquer um que não se ajoelhe diante do altar de missa negra lulista: Alegou haver uma caça às bruxas ameaçando os pobres, inocentes e incorruptíveis lulistas infiltrados no governo e nas estatais satélites, num escandaloso cabidão de empregos que pode ultrapassar 25 mil vagas. Cinicamente, sob o disfarce de praticamente perseguido por defender os desvalidos de extrema esquerda, claras “vítimas” dos desmandos de um governo que nem ao menos começou (!), sugeriu que os vampiros reaças/nazistas, que aí vêm marchando com sede de sangue digna de Calígula, identifiquem suas pobres vítimas com uma estrela vermelha, alegando que isso já funcionou no passado. A referência pseudo-intelectual aos campos de concentração que vitimaram a inocente população judia durante a 2ª Guerra Mundial (com apoio entusiasmado da comunista URSS) é mais do que nojenta; é mentirosa, e já abordamos o caso aqui:  http://www.portalcafebrasil.com.br/iscas-intelectuais/sempre-sempre-godwin/

Outros coleguinhas “intelectuais” (aqui na Banânia “intelectual” é um título outorgado – muitas vezes auto outorgado – por mérito ideológico, não por intelecto), alimentados pelo mesmo cinismo, pretendem comparar um governo democraticamente eleito, que nem ao menos iniciou os trabalhos, com o Macarthismo dos anos 50 nos EUA; não sabem nem o que isso significa, mas acusam o governo eleito de criminoso e ponto final. Também fingem ignoram que não há caça às bruxas como o biruta McCarthy tentou fazer, mas sim uma identificação (necessária) dos ocupantes de lugares-chave do governo que usam seus cargos em benefício de si e de sua alucinada seita, desmoralizando o Brasil no exterior. Se querem dar um nome justo a essa procura, e se há que julgar essas pessoas pelo que fizeram no atacado e continuam fazendo no varejo, a lulada poderia lembrar-se de outro fato histórico; não há nada de Macarthismo, mas pode haver muito de Tribunal de Nuremberg (1945/1946), que identificou, prendeu, julgou e condenou muitos criminosos nazistas que tentavam se ocultar da justiça. Exagero? Foi a esquerda lulista, fragorosamente derrotada nas eleições, que começou com essa besteira.

O fato de os lulistas, capitaneados por sua entidade máxima enjaulada em Curitiba, se acreditarem acima do bem e do mal, não faz desaparecer magicamente os crimes cometidos por essa tigrada sob a desculpinha cafajeste de “proteger” o povo. Deus tá vendo, e as planilhas da Odebrecht também.

Joseph McCarthy era doido e usou seu mandato de senador (1947-1957) para acusar injustamente seus desafetos, acusando-os de serem comunistas. Diferentemente, o Tribunal de Nuremberg seguiu a lei para julgar e condenar monstros que brandiam o cinismo como principal arma para justificar ou negar seus crimes, alegando, por exemplo, que só cumpriam ordens, ou que apenas defendiam seu povo oprimido pelo inimigo. Qualquer semelhança não é mera coincidência, né, camaradas companheiros?

Ah sim, senhor Veríssimo: As pobres vítimas do nazismo foram obrigadas a usar as humilhantes estrelas amarelas para serem identificados e dizimados. Já seus amiguinhos lulistas ostentam orgulhosamente suas estrelas vermelhas, justamente para serem afrontosamente identificados, e se locupletar com essa seita pretensamente salvacionista que resulta apenas arrivista.

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