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Gustavo Bertoche - É preciso lançar pontes. -

Por que foi o Bolsonaro o escolhido pelos eleitores, e não o Alckmin, o Amoedo ou o Meirelles?

Pertenço ao grande campo das esquerdas e, para mim, é muito claro o porquê da ascensão da sua candidatura.

Nós não estamos conseguindo nos contrapor a ela – como também não conseguiram os outros candidatos anti-PT – porque não entendemos parte do problema.

Não é por meio de Foucault e Derrida que se pode compreender completamente o que está acontecendo; há um lado da questão que é mais simples e mais primal. Para lidar com ele, é preciso simplificar: urge voltarmos a um Hobbes.

Hobbes cria a doutrina do contratualismo ao notar que a razão essencial da vida em sociedade é a proteção física da própria vida.

Ele argumenta que, em nome da segurança, as pessoas estão dispostas a abrir mão de tudo – até de sua liberdade política. Em nome da preservação da vida – a sua e a da sua família -, os cidadãos tornar-se-ão, de bom grado, súditos de um tirano. Vimos isso acontecer há alguns anos em bairros da Zona Oeste do Rio de Janeiro, quando as milícias paramilitares expulsaram os assaltantes e traficantes e foram saudadas como forças libertadoras por parte da população.

Pois bem: nós, do campo das esquerdas, não percebemos que o problema fundamental de qualquer sociedade não é a educação, nem a saúde pública, o combate à corrupção, a economia, a igualdade civil ou as liberdades políticas: é, como diz Hobbes, a segurança.

Ora, todas as pesquisas de percepção da conjuntura indicam que o povo tem medo de andar nas ruas e considera que não há punição adequada para os crimes que sofre. Em qualquer lugar do Brasil, em todas as classes sociais. Ou seja: o povo acredita estar à beira da anomia.

O que permitiu a criação da onda Bolsonaro não foi, em primeiro lugar, o discurso (controverso) da incorruptibilidade nem a tríade machismo-rascismo-homofobia.

O que levantou a sua candidatura foi a promessa de aumentar a segurança – ou, no mínimo, a de permitir que cada um possa fazer a sua proteção armada. E o julgamento (correto ou não, o que importa neste momento?) de grande parte da população de que as políticas de segurança das esquerdas são as maiores responsáveis pelo aumento da violência urbana.

Em outras palavras: não adianta somente discutirmos economia, projetos educacionais, incentivo à ciência, privatização. Quem se percebe à beira da guerra civil não está preocupado com questões de longo prazo; o que importa é não correr o risco de ser preso ao dar um tiro em quem pretende sequestrá-lo ou invadir a casa em que mora a sua família.

Nessas horas mais brutas, não basta ler Foucault: é preciso ler Hobbes também.

O Bolsonaro percebeu isso, mas as esquerdas – assim como os outros candidatos anti-PT -, não. E isso pode levá-las a um retrocesso inimaginável pelos próximos anos.

* * *

Em tempo: hoje em dia, as milícias que “limparam” a Zona Oeste do Rio… pensando bem, deixa pra lá.

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