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Winston Churchill, exasperado com algumas decisões de comando dos aliados no final da 2ª Guerra Mundial, disse que os americanos sempre optam pela solução correta – depois de tentar todas as erradas. O maior estadista do século XX não conhecia os brasileiros; depois de experimentar todas as soluções erradas, voltamos a insistir nelas. Inacreditável nossa tendência, quase um vício, de acreditar que para tudo há uma solução simples, fácil, sempre ao alcance da mão. E que basta “vontade política” para resolver tudo num passe de mágica – ou numa canetada.

Enfim; dois expoentes do lulismo (o comediante Gregório Duvivier e o deputado Jean Wyllys) são exemplos clássicos dessa panaceia inventiva, na qual basta uma ideia de boteco pra resolver uma tragédia de décadas. Ambos, por exemplo, desejam a liberação das drogas, com algumas diferenças em seus planos salvadores.

Duvivier defende não só a legalização das drogas, como também um sistema completo de impostos a serem cobrados do usuário. Um gênio da raça. Que ideia perfeita! Além de tudo, um cultor do vernáculo: inventou o verbo “impostar”, na frase do original “…legalizaria a maconha e impostaria o consumo..). Seu texto risível (chorável?) foi comentado por Reinaldo Azevedo em seu blog (http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/bolsonaro-e-duvivier-sao-dois-clowns-que-existem-para-referendar-a-ignorancia-de-seus-respectivos-publicos/ ).

Beleza. Então tá. Como todo lulista, defendendo drogas para todos e nutrindo ódio pela iniciativa privada, acreditando que uma estatal é sempre a melhor saída para tudo, certamente lançaria a pedra fundamental da Maconhabrás; um cabidão de empregos que abrigaria 27 presidentes, 490 vices, 8.555 diretores, 47.112 gerentes e mais uns 2 milhões de aspones, todos devidamente inebriados pela marofa. Que lindo. Cargos, salários, aviões, escritórios luxuosos, secretárias, orçamento liberado e muita, mas muita erva, numa semana de trabalho de apenas 2 dias, das 14:15 às 14:30, com quinze minutos de descanso pra enrolar unzinho. O laboratório de testes, então, ia ser uma festa sem fim! Todo sacrifício é pouco para o bem do brasileiro!

O bem-intencionadíssimo rapaz acredita que isso resolveria o problema e traria gordos lucros em impostos ao País. Aham. Claro. Como se essa ingenuidade doente fosse impedir o comércio ilegal, paralelo, exatamente como o dos cigarros contrabandeados dos paraguetas, ou das bebidas falsificadas em todo o Brasil. A droga não está no submundo apenas pela ilegalidade em si, mas, principalmente, pelo lucro imundo. Cobrar impostos dos usuários os empurraria ainda mais para a criminalidade, pelos preços inevitavelmente maiores, exatamente como ocorre no contrabando e na falsificação. Sem contar que, como tudo que é produzido por estatais, a marofa governamental ia ser um lixo. Mais uma propaganda grátis para os traficantes de sempre. Uma espécie de Petrobrás do capeta. Mas que jamais quebraria! Afinal, a gente insiste em tudo que é ruim.

Pior: do jeito que funcionam as estatais, faltaria maconha, e o governo ia financiar os traficantes via BNDES para aumentar a produção e impedir o racionamento e a fissura!

O deputado Wyllys tem uma visão mais, digamos, paternalista do comércio de drogas; ele chama o tráfico praticado por menores de idade de “atividade” – o eufemismo esquerdopata é de emocionar, olha que coisa mais linda, mais cheia de graça: https://www.facebook.com/nossobrasilonline/videos/923465047713165/ ). O nobre deputado alega que, legalizado o uso e o tráfico das drogas, tudo ficará muito bom para esses adolescentes!

Glória Stalin! Mais um milagre operado pela múmia de Lênin! Proletários do mundo, uni-vos e cheirai! Meu crack, minha vida! Vai ter bolsa-cocaína?        Como é lindo o raciocínio dessa gente… alegam que o tráfico é “impossível” de se combater, então legaliza-se todo o complexo criminoso e fica tudo bem! Não me consta que furto assassinato ou roubo sejam igualmente fáceis de eliminar, e nem por isso sugere-se a legalização destes. Ainda não, claro; é bom não dar a ideia. O lulismo é capaz de absolutamente qualquer coisa.

O mais engraçado é que, quando Lula resolveu financiar a produção de cocaína na Bolívia com grana do BNDES, ninguém disse nada; esse país vizinho responde por 85% da cocaína consumida aqui. Taí o resultado. Cobre imposto de importação de Evo Morales, Duvivier; ele não passa de um narcotraficante travestido de presidente de um narcoestado. Daria um ótimo dirigente para a sua estatal.

 

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