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Godot chegou

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Fernando Lopes - Iscas Politicrônicas -

Era comum ouvir, em rodinhas de pseudointelectuais dos anos 80/90, digressões sobre a peça teatral Esperando Godot, de Samuel Beckett. Foi num tempo longínquo, quando ainda havia gente acreditando ser Gerald Thomas o ápice da intelectualidade; por sinal, faziam parte dos mesmos grupinhos que discutiam Fernando Pessoa ou Shakespeare, sem nunca ter lido um ou outro. O mais próximo que chegaram do último foi comendo uma fatia de pizza Romeu e Julieta. Mas isso não os impedia de continuar a masturbação literato-filosófica sobre o nada – na qual, paradoxalmente, faltava tudo.

Ah, sim: Na peça, algumas pessoas e malas (literais ou não) esperam um tal Godot, que nunca chega. Releituras de Beckett andam meio esquecidas, mas os verdadeiros pseudos (Millor odiava trocadilhos e tinha razão) continuam por aí, discutindo o que nunca souberam. E, como todo verdadeiro pseudo, traveste-se de intelectual, ação que demanda tempo, imbecis que o ouçam, e dinheiro. Afinal, verdadeiro pseudo que se preze não trabalha, recebe pelos pseudos atos de pensar e guiar intelectualmente a turba que confunde capitalismo com imperialismo e comunismo com liberdade. Casos perdidos, obviamente. Mas que não dispensam uma teta estatal. E esperam o maná lulista.

Aqui na Banânia, Godot chegou. Mas chegou para todos, não só para as personagens. Os verdadeiros pseudos continuam aplaudindo o que não entendem, como sempre, nesse Paìs tão fictício quanto a intelectualidade Mao-stalinista, sem prefixo pseudo.

Podem escolher a barbaridade, pagadores de impostos (e não “contribuintes”, isso não existe): Um plano imundo para alterar a grade curricular do ensino básico, louvando o lulo-cubanismo, seus artíficies e defensores, e demais jecarias? Tá lá. Extração da História mundial (principalmente a europeia)? Também. Invenção de palavras politicamente corretas pregando o coitadismo profissional? Opa se tem. Confiram no site do MEC. Onde tem “presidenta”, tem tudo. Ou tuda, vai saber.

Destruição da educação? É ponto de honra pra essa gentinha que já destruiu a economia brasileira. A mesma gentinha que depreda bem público e particular, que agride, rouba, e se cala quando a presidonta desvia 10 bilhões da Educação para comprar deputistas e senateiros na Black Friday, antes que o lulismo politicamente correto descubra nisso algum ato racista. Ou alguém viu essas tropas milicianas se insurgindo contra tamanho crime de desmonte do ensino básico?Cadê a UNE, sindicatos e demais mamadores das tetas públicas? Ninguém reclama das 529.374 notas ZERO em redação do Enem de 2014, verdadeiro diploma de mendicância escolar? Ninguém grita ante tamanho desmonte educacional? Porém, esses mesmos silentes defendem o fim da meritocracia; ou seja, querem os menos capazes na universidade. Só no Brasil nivela-se a cultura e o estudo pelo nível mais baixo como prova de “democracia”, em vez do mais alto como garantia de excelência. Política educacional não é democracia, taspariu! Estamos perdidos, talvez irremediavelmente. E os pseudos riem, felizes com o baixo nível intelectual que divide a miséria de forma absolutamente igualitária. Assim não há o perigo de algum inteligente se sobressair. É o império da ninguenzada, tão sonhado pelos lulistas, mantendo os ignorantes cada vez mais ignorantes, semeando a pobreza educacional e colhendo eleitores cegos, famintos por uma migalha governamental que aplaque sua fome física, visto que a fome de conhecimento não mais os aflige. O plano não é inédito, mas a podridão com que vem sendo implantado assusta qualquer professor que tente tirar seus alunos das garras do obscurantismo, dessa Idade Média ideológica.

Como inspiração a esses demolidores do ensino há os famosos discursos da presidonta e de seus (ainda) seguidores… ah, essas fontes não secam. Ouvir Sibá Machado arengando é acreditar na existência do elo perdido; um dia a Antropologia esclarecerá de onde vem esse homem – o mesmo sujeito a afirmar que o juiz Sérgio Moro pretende destruir o projeto espacial brasileiro, e as passeatas anti-Dilma são organizadas e financiadas pela Inteligência dos EUA. Não, não é brincadeira, ele repete isso categoricamente. Não fazem nada (de decente), mas prometem um paraíso; vendem uma educação digna da Coreia do Sul e entregam a da Coreia do Norte. Ilusão que nada tem de doce. E ninguém se insurge?

Só falta saber o que tanto esperam de Godot os intelectualóides militantes e sua chefa. De nós já sabemos: mais dinheiro, pra ser roubado e esbanjado. A Rainha de Copas da Banânia, que leva 900 (novecentas!) pessoas para passear em Paris durante a COP 21, lotados em hotéis luxuosíssimos, é a mesma que alega falta de grana pra escolas. E continua a prometer sua calhorda utopia como real e próxima. Malditos sejam; tanto os que mentem quanto os que acreditam… ou assim fingem. E isso é o que eles fazem de melhor, fingir. Principalmente de inocentes.

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