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Fernando Lopes - Iscas Politicrônicas -

Nesses tempos bicudos, quando o politicamente correto rege as vidas dos seres humanos ordeiros e trabalhadores (menos dos bandidos – pra esses vale a lei do cão e ninguém reclama de nada), e o feminazismo floresce como uma flor do esgoto, é de se assustar com as atitudes dessa facção que deturpou a corajosa escalada das mulheres contra o machismo desde – vá lá – o século XIX.

Enfim: Mesmo o século XX acabou faz tempo; mas, como é usual na extrema esquerda, é necessário manter a “luta” pelo impossível, já que metas possíveis não atraem multidões robóticas. Bin Laden, Estado Islâmico (e outros) que o digam. É essa a teoria/estratégia das feminazi: Onde não há preconceito contra a mulher, crie-se, invente-se. Onde há, ignore-se, desde que conveniente.

Recentemente, no dia da Mulher, o presidente Temer discursou sobre o tema, elogiando e mencionando a importância da esposa no lar. Não ofendeu, não xingou, não destratou, não foi segregacionista, nem preconceituoso. Mas foi um bafafá tremendo. Na visão das feminazi, qualquer frase que una os vocábulos “mulher” e “lar” é automaticamente considerada uma ofensa gravíssima. Quanta insanidade.

Desde que o mundo é mundo, ninguém nega a importância da mulher – inclusive no lar. Se ali reside um homem, não passa de uma casa. Mas se abriga uma representante feminina, torna-se um lar. Sem desonra; trata-se de mais uma das muitas qualidades inerentes a elas. E, lógico, não significa que elas devem ficar restritas aos trabalhos domésticos. Não obstante, feminazis pediram castração, enforcamento, fuzilamento e, por fim, botar fogo no escalpo de Temer.

As mesmas feminazis que não abriram o bico quando Lula reclamou que as “mulheres de grelo duro” de seu partido não o defenderam à altura. Frase cafajeste, grosseira, calhorda. Mas não rendeu um pio das tais defensoras da honra feminina.

Poucos dias antes, veio a celeuma das marchinhas de carnaval. Taspariu. As tais guerreiras feminazi conseguiram enxergar preconceito e agressões até mesmo em músicas populares com mais de 50, 70 anos, que estão na boca do povo há décadas, sem nada de mal, cantadas por pessoas de todas as cores e sexos – escolhidos ou originais. O politicamente correto é um campo minado, pronto a arrancar a perna de algum desavisado que “ouse” desrespeitar uma de suas regras insanas.

Essas mesmas vozes estridentes se calam quando o assunto é esse lixo, esse ruído com pretensões musicais que chamam de “funk”, que reduz as mulheres a um objeto de uso pervertido, baixo, humilhando-as, rebaixando-as com termos chulos, carregando a bandeira do sexo em público, inconsequente, embalado por essa nojeira que se diz “popular”. É o fim.

Primeiramente, funk é um estilo musical americano, com expoentes do quilate de James Brown e Earth, Wind & Fire. O restante não tem a menor razão de utilizar esse nome, da mesma forma que Chitãozinho e Xororó não podem classificar-se como compositores de ópera.

Pois essa coisa que chamam “funk” só no Brasil, rotula as mulheres como a coisa mais descartável da face da terra; e estas, batendo a bunda no chão e rebolando como alucinadas, concordam com as letras bandidonas, elevando esse barulho ao grau de “música popular” com o nome furtado de outro gênero, diametralmente oposto. Coisa de maluco. Óbvio, antes que os apressadinhos de sempre lancem as pedras, NÃO são todos os autodenominados funkeiros que cometem essa nojeira. Mas muitos o fazem – e nada, nem mesmo um “ai”, sai da boca das tais resolutas, destemidas defensoras do sexo esmagado pelos homens maus.

Um dos mais famosos “funks”, tocado em todos os bailes “funk”, rádios e programas de TV, traz a frase “meu [email protected]* te ama”, à guisa de declaração de amor. E as feminazi? Nada. Zero. Isso pra mencionar apenas uma, das letras mais comportadas. Há outras de revirar o estômago.

Isso revolta qualquer um, menos essas feminazis disfarçadas de Mulher-maravilha – embora várias delas tenham pouco de mulher e nada de maravilha.

Ah, mas o discurso do Temer é que ofende as mulheres. Aham. Pois é.

Aprendam, minhas senhoras: bater a bunda no chão não emancipa ninguém. Sejam honestas; senão consigo próprias, pelo menos com as demais. Principalmente as que vocês dizem defender. Ah, e por falar na modinha de “cultura do estupro” que vocês denunciam, repetidamente e sem razão, vão dar uma olhada nos bailes e nas letras “funk”, onde menores de idade rebolam seminuas. Tirem suas conclusões. Mas, ao menos uma vez na vida, com honestidade intelectual. E deixem Lamartine Babo descansar em paz. Essa gente ainda tem coragem de vir com papinho de “empoderamento” feminino… Tenha dó. Não sejam Quixote de la Mancha. Sejam Margaret Tatcher.

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