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Mauro Segura - Transformação -

Eu vivo no mundo empresarial há décadas. Circulo por dezenas de ambientes de empresas diferentes, de todos os tamanhos e de todos os segmentos. Converso com líderes de todos os tipos. A sensação que eu tenho, é que existe um descompasso entre o mundo do trabalho e a sociedade de hoje em dia.

Enquanto o cidadão moderno vive o seu maior momento de transparência, diálogo, liberdade e participação efetiva na sociedade, o mundo das empresas ainda continua tendo por base a hierarquia tradicional, com gerentes e modelos de decisão baseados no número de faixas que as pessoas carregam nos ombros. Essa não é uma percepção propriamente minha, mas é resultado de um somatório de feedbacks que recebi de muitos amigos e colegas que conversam comigo sobre o mundo do trabalho. A minha presença ativa nas mídias sociais me ajuda a coletar melhor essa percepção demonstrada pela massa em relação às empresas.

Obviamente que o ambiente de trabalho evoluiu muito. Eu, especificamente, trabalho numa empresa de vanguarda que preconiza um ambiente diverso, colaborativo e transparente. Acho que sou um afortunado nesse sentido, pois estou muito feliz onde estou. Mas a maioria dos meus amigos não tem uma história parecida para contar. Na verdade, o quadro me parece até mais dramático.

Existem muitos desafios, mas acredito que um dos principais reside na liderança. Não estou falando apenas dos presidentes das empresas, mas incluo também os executivos, os gerentes e os coordenadores de equipes. Eu sou gerente, portanto, me sinto plenamente incluído dentro desse balde. Desculpe se generalizo, até porque eu conheço líderes extraordinários com quem convivi e convivo hoje em dia, mas o fato é que a maioria das empresas ainda tem e são comandadas por líderes à moda antiga.

Passei estes últimos anos ouvindo muitos comentários de amigos e colegas que clamam por uma liderança mais conectada com os dias atuais. De tanto ouvir, eu comecei a anotar cada observação. Fui anotando, anotando, anotando… e deu nesta lista aí abaixo.

Nós precisamos de líderes diferentes

Queremos líderes para chamarmos de colegas, e não mais de chefes

Precisamos de líderes menos assertivos, mais contemplativos

Buscamos líderes mais generosos, que compartilhem seu conhecimento e não guardem as coisas para si

Líderes que falem menos e ouçam mais

Líderes que falem mais “nós” do que “eu” quando as coisas dão certo

E que falem mais “nós” do que “vocês”, quando as coisas dão errado

Líderes que gostem mais de conversar do que assistir apresentações de powerpoint

Lideres menos preocupados com a forma e mais conectados com o conteúdo

Líderes que gostem de pessoas que pensem diferente, com pontos de vista diversos dos deles, que gerem até desconforto, mas que permitem um ambiente mais diverso e heterogêneo

Líderes que inspirem curiosidade, que provoquem as pessoas a serem mais questionadoras

Líderes que trabalhem bem com pessoas deficientes, que não pensem inclusão como uma forma de caridade, mas sim como uma estratégia para construir um time mais forte, com novas percepções, sentimentos e capacidades

Líderes que curtam funcionários que usam cabelo moicano, ou que usam piercing ou que vestem jeans surrado

Líderes sem preconceito com raça, gênero e origem social

Ou melhor, queremos mais líderes negros, mulheres, LGBT ou deficientes

Líderes que adorem a palavra “por que”

Líderes que confiem mais nos seus liderados e não façam caretas quando são questionados

Líderes que pulem no abismo junto com seus liderados

Líderes que se preocupem menos com a fonte usada no powerpoint… ou com a cor do slide

Líderes que gostem de conversas no cafezinho no final do dia

Precisamos de líderes que sorriam quando estão todos em crise, que consigam ser a voz de paz e conciliação quando todos estão gritando

Líderes que se preocupem menos com o tipo de roupa que usamos, independentemente se usamos tênis ou um sapato caro

Líderes que falem mais “não sei”, mas com sinceridade

Líderes que enxerguem que existe vida lá fora e que valorizem isso

Líderes que trabalhem com as portas abertas

Líderes que se permitam contemplar a paisagem nas janelas no final do expediente ou até mesmo no meio de uma reunião tensa

Líderes que contem piadas

Líderes que não se incomodem de deixarmos o trabalho para irmos à festa de dia das mães da escola

Líderes que mostrem as fotos dos entes queridos em seus smartphones, ou o quê fizeram nas últimas férias

Ah, líderes que gostem de férias

Líderes que deem bom dia todos os dias com a “boca cheia”

Líderes que não se importem com a hora que chegamos desde que façamos bem o nosso trabalho de qualquer lugar

Líderes que gostem de dar feedback sem a gente precisar pedir

Líderes que curtam ir à escola no dia das crianças para ver os seus filhos ou até ver os filhos do melhor amigo

Líderes que gostem de mesas redondas, mas se a mesa for quadrada, que se sentem então no mesmo lado da mesa e não do outro lado

Líderes que adorem trabalho em equipe

Líderes que saibam ouvir críticas e agradecer por elas

Líderes que ajudem as pessoas a crescerem

Precisamos de líderes que sorriam mais.

Nós, trabalhadores, agradecemos.

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