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E se Allende tivesse vencido no Chile em 1973?

Luciano Pires -

Mais um daqueles textos provocativos de Leandro Narloch que tira o sono de uns aí.

Bem-vindo à República Socialista do Chile, o segundo mais duradouro regime comunista da América Latina. Em setembro de 2013, o Chile comemora os 40 anos da Revolução Salvadora, o heroico episódio em que o presidente Salvador Allende derrotou as tropas do general Augusto Pinochet e implantou um regime revolucionário de partido único que se mantém vibrante até hoje.

Aos 105 anos, mas em pleno vigor intelectual, Salvador Allende continua no cargo de líder supremo da revolução. Desde 2006, ele delegou a maior parte de seus poderes à sua sobrinha Isabel Allende.

Em seu mais recente discurso, proferido durante quatro horas na Praça Mao Tsé-tung e exibido em nosso único canal de TV, Isabel Allende afirmou que as armas nucleares chilenas só serão usadas contra o Peru e a Argentina caso esses países insistam em financiar dissidentes.

São inegáveis os ganhos da revolução. A taxa de analfabetismo e a mortalidade infantil estão entre as de países desenvolvidos –e muito acima dos vizinhos latino-americanos. É verdade que o Chile enfrenta um longo racionamento de comida e o desabastecimento de produtos. Mas é preciso esclarecer que são falhas causadas pelo bloqueio econômico dos Estados Unidos.

Além disso, o governo acaba de anunciar novas fábricas estatais de produtos básicos, que deverão sanar os problemas de abastecimento de pão e roupas já em 2019. Outra boa notícia é que grande parte dos trabalhadores ingressará nas novas indústrias por vontade própria.

Uma das obras de maior destaque da arquitetura socialista chilena é o Muro Chile-Peru. Com extensão total de 160 quilômetros, cobrindo a fronteira com o vizinho do norte, o muro foi construído com a ajuda de engenheiros da Alemanha Oriental. Além da importância como monumento, bem mais imponente que o Muro de Berlim, a obra tem a função de evitar que chilenos incapazes de entender os ideais da revolução caiam nas garras do imperialismo capitalista.

Como toda a revolução que desafia as elites, o regime chileno tem opositores. Blogueiros e organizações, financiados pela CIA, acusam o governo Allende de maquiar estatísticas relevantes para o cálculo do IDH, censurar jornais e ter executado, num fictício campo de concentração no deserto do Atacama, pelo menos 400 mil dissidentes.

É verdade que houve conflitos a partir de 1973, mas os mortos somam a metade desse número –e eram todos eles agentes infiltrados da CIA e seus informantes, condenados em nossos tribunais revolucionários.

Também há exagero na estimativa de chilenos que morreram de frio nos Andes ao tentar atravessar a pé a fronteira para a Argentina. Os opositores da revolução falam em 340 mil mortos –mas o número total não chega a um terço disso.

É lamentável que alguns cidadãos, tomados pelo individualismo burguês, recusem-se a contribuir com a revolução. Não se pode levar a sério os opositores. Dizem que o Chile seria hoje o país mais rico da região se tivesse optado por uma postura econômica neoliberal. Ora, isso é risível. Alucinações e disparates como esse jamais conseguirão abalar os grandes feitos do Via Chilena do Comunismo.


Texto de Leandro Narloch, publicado originalmente em http://linkis.com/folha.com/GF6E

LEANDRO NARLOCH, 35, é jornalista e autor de “Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil” e coautor de “Guia Politicamente Incorreto da América Latina” (ambos pela editora LeYa)

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