Iscas Intelectuais
#TransgressaoEhIsso
#TransgressaoEhIsso
Transgredir é muito mais que pintar o rosto, urinar na ...

Ver mais

Vem aí o Cafezinho
Vem aí o Cafezinho
Nasce nesta segunda, 4/9 o CAFEZINHO, podcast ...

Ver mais

Educação adulta
Educação adulta
Preocupados demais com a educação de nossos filhos, ...

Ver mais

É tudo soda
É tudo soda
Isca intelectual de Luciano Pires lembrando que ...

Ver mais

579 – A arte de falar merda
579 – A arte de falar merda
Tenha um filtro, meu caro, minha cara. Para o bem do ...

Ver mais

578 – O Círculo de ouro
578 – O Círculo de ouro
Você já parou para pensar que talvez ninguém faça ...

Ver mais

577 – Dois pra lá, dois pra cá
577 – Dois pra lá, dois pra cá
Existe uma divisão política, social e cultural no ...

Ver mais

576 – Gratitude
576 – Gratitude
Gratitude vem do inglês e francês e significa que ...

Ver mais

LíderCast 082 Bruno Soalheiro
LíderCast 082 Bruno Soalheiro
LiderCast 082 – Bruno Soalheiro – Bruno criou a ...

Ver mais

LíderCast 081 Lucia Helena Galvão Maya
LíderCast 081 Lucia Helena Galvão Maya
LíderCast 081 – Lúcia Helena Galvão Maya é diretora da ...

Ver mais

LíderCast 080 Tito Gusmão
LíderCast 080 Tito Gusmão
LíderCast 080 – Tito Gusmão – Tito Gusmão é um jovem ...

Ver mais

LíderCast 079 Marcio Appel
LíderCast 079 Marcio Appel
LíderCast 079 –Marcio Appel executivo à frente da ...

Ver mais

Confraria Café Brasil
Confraria Café Brasil
A Confraria Café Brasil nasceu para conectar pessoas ...

Ver mais

Videocast Nakata T02 10
Videocast Nakata T02 10
Videocast Nakata Temporada 02 Episódio 10 - Hábitos ...

Ver mais

Videocast Nakata – T02 09
Videocast Nakata – T02 09
Videocast Nakata - Temporada 02 Episódio 09 Quando ...

Ver mais

Videocast Nakata T02 08
Videocast Nakata T02 08
Videocast Nakata Temporada 02 Episódio 08 Já falei ...

Ver mais

Os jacobinos da “nova direita”
Bruno Garschagen
Ciência Política
Quando os antissocialistas mimetizam a mentalidade e a ação política do inimigo, tornam-se o espelho da perfídia.

Ver mais

A hora e a vez da criatividade
Luiz Alberto Machado
Iscas Econômicas
A hora e a vez da criatividade  Por que não no Brasil? “Eu olho para as coisas como elas sempre foram e pergunto: Por quê? Eu olho para as coisas como elas poderão vir a ser e pergunto: Por que ...

Ver mais

Cala a boca, Magdo!
Fernando Lopes
Iscas Politicrônicas
Quem não se lembra do “Cala a boca, Magda”, repetido por Caco Antibes no Sai de Baixo? Magda, sua esposa, era de uma estupidez oceânica, e o bordão era gritado a cada asneira dita pela bela ...

Ver mais

Síndrome de Deus
Tom Coelho
Sete Vidas
“Existe uma força vital curativa com a qual o médico tem de contar. Afinal, não é o médico quem cura doenças: ele deve ser o seu intérprete.” (Hipócrates)   Dediquei-me nas últimas semanas ...

Ver mais

Cafezinho 6 – Celebrando o fracasso
Cafezinho 6 – Celebrando o fracasso
Sobre como aprender com nossos insucessos, ...

Ver mais

Cafezinho 5 – Pimenta Azteca
Cafezinho 5 – Pimenta Azteca
O nome disso é livre mercado, goste você de Pimenta ...

Ver mais

Cafezinho 4 – A intolerância
Cafezinho 4 – A intolerância
Uma organização conhecida por investir em cultura ...

Ver mais

Cafezinho 3 – A inércia
Cafezinho 3 – A inércia
Issac Newton escreveu que “um objeto que está em ...

Ver mais

Dukkha

Dukkha

Filipe Aprigliano - Iscas do Apriga -

“Por onde andas?”, ele perguntou… Hoje eu acordei com uma mensagem do Luciano perguntando se eu estou vivo, mas é claro que com a gentileza que lhe é sempre característica.

 

Eu estou aqui, meu amigo, e continuo sofrendo, mas não como vítima, apenas como gente.

 

Andei escrevendo uns textos zoados, cheios de julgamento, rancor e que provavelmente não serviriam de iscas para ninguém (estão mais para âncoras intelectuais), então mantive no rascunho. O mundo está muito louco esses últimos meses. Sempre que eu tento analisar ou opinar sobre algo que me irrita, perco a mão. Por outro lado, se for para falar de algo que me inspira, fica fácil, e espero que inspire outras pessoas também. Então vamos lá…

 

A isca de hoje é sobre algo realmente profundo, a primeira nobre verdade de Buda, que é Dukkha. Inclusive, ao discorrer sobre o tema, corro o risco de falar alguma bobagem sobre o budismo, mas não se preocupe, pois falarei verdades sobre a vida.

 

O meu entendimento é o seguinte: o sofrimento é tipo o óleo do motor da vida. Sem sofrimento, não tem fluxo, não tem performance e não tem graça.

 

Segundo o gordinho sabido, o sofrimento (Dukkha) vem da impermanência, ou seja, tudo na vida muda o tempo todo, e todos os fenômenos são apenas a expressão temporária dessa constante transformação. Sendo assim, não importa o que valorizamos e o que nos dá prazer, isso vai mudar e isso vai acabar.

 

A experiência do fim, ou apenas a remota consciência de finitude, estão sempre assombrando os seres humanos, que se apegam a tudo: aos relacionamentos, aos bens materiais, a posições sociais, à rotina, a qualquer coisa. É uma raça de gente apegada.

 

Aí vem a questão semântica que vai salvar sua existência desastrada. O problema não é a impermanência, ela é apenas um fato, que está gravado no tecido criador do fenômeno milagroso da vida. O problema é o apego aos punhados de areia, que quanto mais você aperta, mais escapam pelos seus dedos sedentos por controle.

 

Se o problema é apego, a solução é desapego, mas aí o bon-vivant faz a inevitável afirmação retórica: “Péssima ideia, pois uma vida sem apego não tem prazeres e não vale a pena!”. O desapego não precisa ser absoluto, o mais importante é ter a consciência de que tudo que traz prazer na roda da vida, traz junto um sofrimento de igual monta.

 

Seja comida, seja sexo, sejam drogas, seja poder, seja o que for, ao optar por qualquer coisa prazerosa, virá junto um sofrimento proporcional, nem que seja pela simples ansiedade de sentir o mesmo prazer novamente.
Se ao consumir, você já estiver comprando junto o sofrimento, quando ele vier, já será mais palatável, e muitas dessas escolhas já serão feitas com mais sabedoria.

 

Agora tem um truque, esse eu aprendi na intuição e vou simplificar, porque eu nem te conheço e já gosto de você.

 

Existe um tipo de prazer que não tem o sofrimento como irmão siamês. Essa categoria de prazer vem de qualquer atitude desinteressada.

 

Entenda desinteressada em fazer qualquer coisa sem esperar nada em troca, nem mesmo reconhecimento, nem mesmo o céu ou o inferno, apenas pelo prazer de ajudar alguém, pelo prazer de ver outra pessoa feliz, empatia injetada na veia.

 

Perceba que relacionamentos onde suas atitudes estão focadas em deixar os outros felizes, sem esperar nada em troca, sem apego, são experiências que nunca trarão sofrimento.

 

Seria perda de tempo me alongar nessa dica, é apenas uma dica. Faça “algos” por “alguéns” sem benefícios associados a você e deixe rolar. Você precisa experimentar e aprender sozinho como aplicar na sua vida, mas o resultado é infalível.

 

E lembre-se: você só pode sentir a perda do que considerava ser sua propriedade.

 

Obrigado pelo seu tempo. Quem sabe nos falamos novamente! Grande abraço.

 

Ver Todos os artigos de Filipe Aprigliano