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Fernando Lopes - Iscas Politicrônicas -

                                             Em 1938, o mundo todo – ou quase – se mijava de medo do nazismo. Ninguém tinha coragem de confrontar Hitler e seus aliados (ele e Stalin adiantavam os planos para invadir e dividir a Polônia, como de fato foi feito).

                                             Com os dois maiores ditadores de braços dados para a aniquilação da liberdade e da democracia, quase toda a Europa se fazia de amiguinha dos monstros. Medo de cutucar o valentão e apanhar na saída da escola. Bom, deu no que deu.

                                             À época, somente uma voz se levantava, tão solitária quanto certeira: A de Winston Churchill, o maior estadista do século XX e um dos maiores da História. Inutilmente; ninguém o ouvia. Quando o primeiro-ministro Neville Chamberlain deixou Hitler invadir a Tchecoslováquia para tentar acalmá-lo com a tática do boi de piranha, acreditando que dominando os tchecos a Alemanha deixaria o resto da Europa em paz, Churchill sentenciou: Entre a desonra e a guerra, eles escolheram a desonra, e terão a guerra”. Foi um verdadeiro vaticínio do único homem a dirigir o único país que, em 1939, segurou sozinho a avalanche militar de Hitler por mais de um ano, enquanto a França se rendia (de novo). Um visionário, um homem de coragem, que soube enfrentar o inevitável.

                                             Seu contemporâneo Gandhi, diferentemente, defendia a filosofia da não-violência, da resistência pacífica, do ato de oferecer a outra face. Funcionou muito bem contra o colonialismo britânico na Índia, até a independência em 1947. Porém, fosse essa a estratégia contra uma eventual oposição a Hitler ou Stalin, o indiano e sua turma seriam torturados e assassinados em massa em questão de meses. Trocando em miúdos: A não-violência de Gandhi rendeu resultados (duvidosos) simplesmente porque o império britânico assim permitiu. Fosse este tão sanguinário quanto os soviéticos ou os nazistas, não sobraria tanga sobre tanga. A não-violência podia ser muito boa para combater o colonialismo no subcontinente ou para acalmar a guerra contra o Paquistão, mas de nada serviria contra monstros do calibre de Stalin, Hitler, ou contra o tristemente atual Estado Islâmico.

                                             Todo o necessário sobre os recentes ataques terroristas do EI, seja em Paris, seja em na capital libanesa, seja em outras, já foi dito. E ouvido por todos. Um amigo muito chegado perdeu um primo (árabe) na covardia de Beirute, apenas um dia ante do atentado na França. Era um dos 41 mortos. Não se trata mais de lamentar ou analisar. É hora de agir.

                                             Chega da desonra a que imbecis de baixíssimo nível, como Lula e Dilma, lançaram o Brasil e outros países covardes. Essa sujeita chegou a recomendar, do púlpito do salão nobre da ONU em Nova Iorque, que o mundo mantivesse mais “diálogo” com esses monstros sádicos; de quebra, condenou os bombardeios na região dominada pelo EI. Sugeriu flores, conversa fofinha e muito carinho com dementes que degolam crianças pelo simples fato de serem cristãs. Até aí, nenhuma novidade. Lula e Dilma sempre escolhem a desonra; seja a própria, seja a do País, que comandam em sociedade rumo ao precipício social e econômico. Desde sempre, defenderam TODOS os ditadores, todas as tiranias do planeta – ainda mais nesses tristes anos em que pilotam a 19 dedos encardidos esta enorme nau dos insensatos. Só que não dá mais. Há anos, somos motivo de riso no mundo. Descemos a escala e somos motivo de desprezo. Melhor parar de rolar morro abaixo antes de virarmos motivo de ódio.

                                             Há uns dias, em turismo tão caro quanto inútil na Turquia, Dilma resolveu “acalmar” os brasileiros alegando que estamos “muito longe” dos alvos do IE. Aplicada aluna de geografia política de Lula, esquece (ou não sabe, claro) que nossos vizinhos argentinos perderam 22 vidas em 1992, mais 85 (e 300 feridos) em 1994, ambos executados por extremistas muçulmanos, com ajuda dos iranianos de sempre. Alegar “distância” como campo de defesa no século XXI é de uma jumentice sem parâmetro. Bom, seria de estranhar se ela dissesse coisas coerentes.

                                             Enfim… dessa gente sempre se espera o pior, sem medo de errar. Todo pessimismo é pouco, ainda mais com as Olimpíadas chegando, para alegria e desfrute de todos os terroristas do mundo. Escolherão de novo e de novo e de novo a desonra; e depois alegarão não saber de nada. Se ocorrer algum ataque terrorista aqui durante os Jogos de 2016, vão culpar FHC e Aécio.

                                             Dilma e seu parça (ou comparsa?) sempre escolherão a desonra. Sempre. E quando a guerra chegar, vão dizer que foram traídos. Eles tramam e nós pagamos o pato. Ou as bombas, reais ou metafóricas. Enquanto isso, nossa futura e incerta lei antiterrorismo mofa nas gavetas do Congresso, pra não perturbar madame viajante nem suas tropas sem-terra ou Black Bloc. Falta realmente pouco para as bombas. Nacionais ou importadas.

                                             Como disse o personagem de Anthony Hopkins ao seu pupilo no filme O Ritual, “Duvidar do diabo não vai protegê-lo dele”.

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