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Por Adalberto Piotto

Eu não acredito que o entorno modifique as pessoas. Pode até mobilizá-las, mas não as muda. A transformação verdadeira só pode vir de dentro delas. Uma autotransformação em si.
A crença acima me faz fazer as coisas tal como as faço, daí não titubear em apontar o dedo para os problemas, mesmo que sob custos pessoais altos, porque só assim, acredito, pode provocar avanços reais na sociedade e em temas controversos, uma definição erudita que tem sido usada para quase tudo que parece não ter solução à vista, o que a empobrece.
Para tudo no mundo é preciso antes individualizar para depois coletivizar. A inversão dessa ordem de atitude normalmente tem produzido espasmos de aparente mudança e muito comodismo. Espera-se que o governo resolva, que a prefeitura resolva, que a chefia resolva, que a manifestação seja grande, sem que se mobilize individualmente a estar lá.
Explico-me mais.
Tome-se como exemplo o caso da dengue que assola o país há muitos anos. Sem incorrer no rame-rame da culpabilização do outro entre os políticos – o que é sintoma, não é doença -, o problema sempre é do Brasil, esse imenso plural conjugado no singular. Isso dá uma sensação de grandeza ao caso que nos parece intransponível, enquanto obstáculo, ou inalcançável, enquanto erradicação do mosquito. Percebe o grau de coletivização que se deu a um problema que começa no individual e sua consequente e indesejada imobilidade?
Quem é o  Brasil senão os brasileiros, mesmo os pobres de espírito que demoram a se perceber como tal, nascidos, morando ou propagando a língua e os códigos desse povo, mas se negando a brasilidade por inteiro? Brasilidade deveria significar tudo o que é do Brasil, feitos e malfeitos, bens e perdas, orgulhos e vergonhas.
Entende o grau de acomodação e covardia diante de um problema individual transformado equivocada e maldosamente em coletivo “do Brasil” para não assumirmos nossa parte no trabalho de cuidar das coisas que nos cercam? Coisas do tipo, como no caso, deixando de virar de cabeça para baixo recipientes que possam conter água.
O Aedes não se procria na imensidão do rio Amazonas, do velho Chico ou do Tietê, da baía da Guanabara e da imensidão de nossa costa atlântica. Nasce e se multiplica na imensa preguiça e falta de honestidade e respeito individual para com o coletivo na diminuta porção de água abandonada, berçário de mosquitos, que deixamos para trás.
Como o problema é do Brasil, os brasileiros esperam que o Brasil, seja lá quem for esse imenso e gigantesco ser, tome as providências enquanto esperamos pelo bem-estar.
A procrastinação da solução da dengue, por falta de envolvimento individual na solução coletiva, não é maior nem menor do que o conjunto dos brasileiros insolentes e preguiçosos. É do mesmo tamanho, correlatas que são as coisas. Verdade que menor que o Brasil porque, graças ao bom Deus, que brasileiro não gostaria de ser, temos exceções.
E são as exceções incomodadas que têm feito a diferença e provocado avanços importantes no combate ao mosquito e à epidemia. Brasileiros do setor público, políticos ou não, e sobretudo brasileiros privados, ricos, médios e pobres que têm conseguido com muito esforço manter o problema “apenas” como uma epidemia, se já grave não fosse, e evitado que se transforme em tragédia humanitária nacional.
A alegação de falta de informação das pessoas neste caso para se mobilizarem e tranformarem sua conduta para com a dengue e o país e suas causas coletivas, de falta de educação de nosso povo e de outros mantras tupiniquins para justificar nossas omissões, não passam de sofismas ancorados no coitadismo endêmico do desavergonhado paternalismo de pretensos intelectuais que não valem a cachaça do boteco onde se imaginam superiores. Superioridade que não dura mais que a ressaca moral que jamais admitirão.
As pessoas sabem do risco da dengue há pelo menos duas décadas e nada fizeram porque se dão o desafortunado benefício de acreditar que moram num país problemático e que problemas existem e são inúmeros. Mais um não fará a diferença. “Esse é o Brasil” ou “Só no Brasil, mesmo”, gostam de dizer.
Problemas que elas causam ou dão continuidade, piorando-os, com seu imobilismo avassalador.
A média do Brasil é omissa porque se dá esse direito e sabota o país ao abandoná-lo à própria sorte, como a um recipiente com água. Sorte que não é outra que não a de seus cidadãos que deveriam fazer a própria do que esperar ajuda divina, não porque vem dos céus, mas porque não carece delas nenhum esforço.
Está mais que na hora de pararmos com a omissão que nos diminui.
É preciso tomar conta do Brasil e assumi-lo de verdade, pra valer.
É isso é tarefa dos brasileiros.
A culpa é de cada um de nós, se mais ou menos, depende igualmente de cada um.

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