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Como ser um Diabo da Tasmânia

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Fernando Lopes - Iscas Politicrônicas -

​​​Como disse certa vez o ex-ministro Pedro Malan, no Brasil até o passado é incerto. Mas o futuro não – ao menos em um caso: Há plena certeza que o tecido social esgarçou e vai rasgar. Toda essa demência politicamente correta, juntamente com os autoproclamados intelectuais e artistas-engajados-militantes revolucionários de internet lutam com toda a fúria digital para transformar o País (e o mundo, se tudo der certo pra eles e errados pra nós) num imenso hospício; caso patológico de dar inveja a Simão Bacamarte, personagem central de O Alienista, obra do grande Machadão. Mas Machado de Assis hoje é bobagem; importante é acuentar o paju, como defende a “mãe” do Enem. Crendeuspai.

​​​O céu é o limite para a imaginação dos inventores de uma nova divisão dos seres humanos; Depois dos aproximadamente 53gêneros classificados pelos brilhantes e resolutosdefensores da mesma liberdade que Stalin defendia, acabando com todos os que ousavam discordar, temos novidade! Gente nem sempre é gente! Democracia é isso aí, pessoal.

​​​Pois bem: Antes que os apressadinhos de sempre venham jogar pedras, sejam elas metafóricas, virtuais ou reais, ninguém tá atacando nenhum tipo de ideologia de gênero. Cada um crê naquilo que lhe convém, e há que se respeitar o modo de pensar das pessoas. E esse respeito é de mão dupla, gostem ou não. Mão dupla no bom sentido, claro. Não pensem bobagem. Olha o assédio. Comportem-se.

​​​Enfim, vamos respeitar as opções de cada um. Mas, mesmo por cima da carne seca, esse povo imaginativo não pode ver uma possibilidade de polemizar que já embarca nela com ganas de combatente; quem discordar é imediatamente tachado de nazista-fascista-misógino-racista-opressor. A ladainha louca, robótica, nunca muda. Porém, sempre há outrodegrau a descer; esses doidos encontram facilmente um jeitinho de alimentar a insanidade geral sob a desculpa da “integração” das minorias. É a hora e a vez, atenção… dos transespécie!

​​​Não, não é brincadeira. Ideologia de gênero é coisa do passado. A onda agora é transgredir. De acordo com a última invenção desse pessoal (ou penúltima; é incrível sua prolífica rapidez insana) a onda é levar a sério pessoas que não são “humanos”. Na verdade, são cachorros, ou aliens, que, infelizmente, são tratados como seres humanos pelos supremacistasmaldososfascistas-racistas-xenófobos; coisas do preconceito reacionário, claro. Não, não é piada, pode crer:  https://universa.uol.com.br/noticias/redacao/2018/11/30/ele-se-veste-como-cachorro-e-diz-nao-ser-uma-pessoa-o-que-e-transespecie.htm

​​​Sim, essas pessoas não são pessoas. São cachorros ou seres vindos do espaço sideral. Taspariu. O pior não é (mais) um movimento que pretende impor ao mundo racional outra demência difundida como forma de justiça social; é ver um dos jornais mais importantes do País dando guarida à loucura como se fosse assunto seriíssimo. Não se espante se logo, logo, surgir o transespécie intergaláctico. Se alguém pode se fantasiar de cachorro pretendendo ser levado a sério (militontos da insanidade e certos paspalhos travestidos de jornalistas aplaudem de pé), por que não “ser” um daqueles personagens do Star Wars? Lembra da antológica cena de Han Solo no bar, cercado de alienígenas? Pois é. Basta escolhero espécime mais exótico e bola pra frente. Seja, acredite; isso é suficiente; esse parece ser o lematresloucado. Chewbacca vive, camaradas! Leve-me ao seu líder!

​​​Impressionante. Comportamento que há pouco tempo demonstraria séria indicação auma urgente consulta psiquiátrica, hoje é incentivado como liberdade de gênero. Diante disso, por que não encarnar uma girafa, um rinoceronte, ou mesmo um tiranossauro? Sim, pois se há os transespécie, porque não haveria os transtempo? Afinal, 60 milhões de anos não podem separar um pobre coitado, vítima oprimida pela sociedade, de sua vida dinossáurica. Olha o preconceito, hein?

​​​Se a moda pegar, sugiro transespéciesda Tasmânia. Os bichos de lá são muito estranhos, será uma super novidade encarnar, por exemplo, uma Equidna. Ou o faminto Diabo da Tasmânia. Já é famoso e seus desenhos animados são muito divertidos.

​​​Pessoas incentivadoras desses pobres coitados, que apresentam claros problemas mentais, a emergirem nessa loucura, piorando suas vidas em nome de uma “liberdade” de espécie (!) alucinada, deveriam responder na justiça por seus atos. Ao menos, aqueles têm a desculpa de não estarem em seus juízo perfeito. Já estes, manipulam os inocentes úteis para “comprovar” suas teses insanas e engrossar as fileiras dos que lutam contra tudo-que-está-aí e pelo “liberou geral”. Não falta muito para pedirem a proibição dos antibióticos. Afinal, vai que aparece alguém que, na verdade, é uma bactéria...

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