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                                     Imaginem: Mulher, negra, pobre, homossexual, com pouco estudo, favelada. Ou seja, tudo o que o lulismo adora “defender”… mas, na verdade, apenas mantém sob seu controle para utilizar politicamente – eles adoram pobres e demais “minorias”, mesmo quando são maiorias, mas pobres sempre – e pra sempre. O segredo de Lula e sua gangue é (era?) a eternização da pobreza, como ocorre em qualquer país socialista (comunista rosinha, na verdade) do Planeta. Voto é voto, camarada, e mantido sob cabresto e bolsa-tudo, melhor ainda. Voto de robô é muito melhor que voto de gente. Gente é um perigo, pois pensa, raciocina, cobra. E robô não pede explicação, olha que maravilha! Essa Mulher, negra, favelada, gay, seria excelente candidata a engrossar as hostes lulistas, que variam dos sem-tudo aos bolsa-tudo. E muitos, assim, seguem as palavras do mestre da cachaça e da ilusão, sorvendo sua humilhante bolsa-migalha como forma de sobrevivência.

                                     Enfim, o lulismo ama o marginalizado justamente para mantê-lo marginalizado e dependente pelo resto da vida. E ai daquele que se aplica, se lança ao trabalho, ao mérito, ao lucro e ao reconhecimento, que resultam em sucesso, fama e dinheiro. Esses, que deixam a pobreza através de seus esforços e alçam à classe alta através do trabalho honesto, são “traidores da causa”, como classificaram (entre outros) o cantor e compositor Seu Jorge, que também já foi pobre, favelado, ignorante. Hoje continua negro, bem sucedido e famoso. Já tratei do assunto aqui: http://www.portalcafebrasil.com.br/iscas-intelectuais/meus-caros-amigos/

                                     Enfim, são muitos os tais carentes. Mas há vitória sem a auto-vitimização lulista. Uma vitória cansativa, suada, mas duradoura e gratificante. Cada João, cada Zé, cada Silva, tem sem lugar ao Sol… e a prova se chama Rafaela Silva.

                                     Pois é… Rafaela nasceu na favela carioca Cidade de Deus (sim, a do filme). Criança, em vez de cair na marginalidade ou no ócio tão brasileiros, foi para a escola de Judô para crianças carentes criada pelo ex-judoca Flávio Canto. Rico, estudado e bem nascido, Flávio Canto é tudo que o lulismo odeia. É das tais “zelites”, que odeiam o pobre pelo simples prazer de odiar. Mas Flávio, medalha de bronze nas Olimpíadas de Atenas em 2004, pôs a nu a mentiras lulista: Conseguiu, com muito trabalho e dinheiro próprio, abrir centros para ensinar Judô às crianças pobres. Tudo gratuito, e sem bolsa-judô ou outras âncoras que impeçam os pobres de se libertar.

                                     Pois bem: Foi num desses centros que Rafaela e Flávio se encontraram. Para o lulismo, seria um exemplo da exploração, da escravização, de tudo o que há de ruim; um bem nascido membro da zelite, branco, estudado, estendia a mão para uma negra favelada, no Instituto Reação – criado por ele para gente como ela. Sem bolsa-esmola, sem estandartes políticos, sem exploração da miséria alheia, sem dramatização lunática esquerdopata. Aqui, parte do maravilhoso trabalho de Flávio: http://www.cariocadna.com/por-um-rio-melhor/projeto-reacao-e-a-certeza-que-o-esporte-muda-vidas/

                                     Deu no que deu: Essa brilhante atleta, esse exemplo de garra, determinação, de vitória, deu ao Brasil a 1ª medalha de ouro da Rio 2016. Uma história fascinante, uma aula de como vencer na vida. Sofreu diversos ataques racistas, mas não ficou esperneando nem se fazendo de coitada, como os Rosário-Wyllys da vida. Venceu e esfregou na cara dos racistas sua medalha de ouro, com a ajuda inestimável de um branco rico da zelite.

                                     Horror dos horrores para o lulismo: Em vez de envergar uma surrada camiseta do assassino Che Guevara, ou enrolar-se numa bandeira vermelha do MST, Rafaela optou pela gloriosa farda da Marinha do Brasil. Ela é terceiro-sargento e trabalha no departamento militar esportivo. Pois é… o que deveria ser, na visão desses dementes, as causas de toda a maldade e pobreza do mundo, na realidade tornou-se uma estrada pavimentada de glória, de virtude, de merecida premiação e orgulho nacional.

                                     Ah, importante lembrar que, dos 465 atletas brasileiros nesta Olimpíada, 145 são militares. Representam 30% dos atletas, sem nenhuma bolsa-picaretagem, incluindo Felipe Wu, terceiro-sargento do Exército, que inaugurou o placar da Rio 2016 com uma medalha de prata na modalidade pistola de ar.

                                     A verdadeira libertação mostra seu rosto, depois de tantos anos de estagnação e lama. É o rosto de Flávio, é o rosto de Rafaela. E sem nenhum tipo de quota para atletas. Isso se a lulada não levar mais essa ideia de jerico pra frente.

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