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Birra cara

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Fernando Lopes - Iscas Politicrônicas -

                Saudades de JK, que era fissurado apenas em rabo-de-saia. A presidonta Dilma é internacionalmente conhecida pela birra. A sujeita não pode ser contrariada que já toma isso por ofensa pessoal, reduzindo o interlocutor a cocô do cavalo do bandido diante da fúria da gerentona. Os casos somam-se às dezenas, dos ideológicos aos puramente psiquiátricos, mas o caso da Indonésia passou de qualquer limite aceitável.

                A história todo mundo conhece; aquele país tem leis duríssimas contra tráfico de drogas e condenou dois traficantes brasileiros à morte. Um foi executado, o outro aguarda a decisão final. Dilma ficou irritadíssima, defendendo os traficantes nacionais como se fossem dois São Francisco; só falta declarar guerra ao governo indonésio. Pouco importa se são criminosos incorrigíveis, e a severa lei antidrogas era de pleno conhecimento de ambos. Traficaram sabendo do risco, e levando a morte, doença e miséria a centenas de jovens de lá. Ponto final. Mas Dilminha não concorda. Ela exige que sua vontadezinha jeca seja acatada. Pura birrinha de madame contrariada.

                Dilma se acha muito poderosa e importante, ilusão que seu antecessor, mentor e criador também alimentava, embora ambos sejam motivo de piada ou desprezo (às vezes os dois) em qualquer país minimamente decente. Até seus aliados internacionais os desprezam, mal disfarçando, como os sul-americanos Mujica, Maduro e Cristina Kirchner, a doida de chupar meia. Apesar disso, não descem do mísero degrau que galgaram, crendo ser uma montanha. Lula, ao menos, tenta fingir que é simpático. Dilma só falta pedir que os mortais ajoelhem ante sua divina figura. É a arrogância personificada. Falta-lhe um Coliseu pra chamar de seu, decidindo com o polegar quem vive ou morre.

                Pra mostrar ao governo “inimigo” que está muito bravinha, atropelou a diplomacia, desprezou o Itamaraty e expôs o embaixador de lá ao ridículo, recusando suas credenciais em cerimônia pública; coisa de adolescenta revoltadinha. Showzinho desnecessário… e caro.

                A Indonésia não quer levar (outro) desaforo pra casa; chamou de volta o embaixador defenestrado publicamente e anunciou que pensa recusar nossas exportações, que somaram US$ 2,2 bilhões só em 2014, ano em que esses dois países alcançaram um total de US$ 4 bilhões em comércio bilateral. Nada desprezível para o Brasil, que rola ladeira abaixo sem nenhum arbusto pra agarrar. Pior: nossos desafetos por ordem dilmística podem desistir dos 16 aviões de combate EMB-314 Super Tucano que iam comprar da Embraer. Iam. E Dilma? Só falta cuspir na sopa deles. Ela se lixa para o País; o que importa mesmo é sua birrinha. Quer impor sua vontade a um país de leis próprias e cultura diferente, mas aceita que a Bolívia nos roube duas refinarias da Petrobrás e ainda dá beijinhos no ladrão Evo Morales. Se isso não é a maior demonstração de birrinha internacional da História da Diplomacia, que apontem alguma outra pro páreo.

                Dilma tá se lixando para os traficantes brasileiros, assim como se lixa para os 60 mil assassinatos ocorridos todos anos aqui na Banânia. Ou com os assassinatos promovidos pelos “governos” de Venezuela e Cuba. Esses têm, segundo ela, permissão para matar, como um 007 bolivariano. Essa gente tem uma arrogância patológica, típica de quem precisa esconder sua incapacidade, achando que a disfarça sob uma face artificialmente severa. Que coisa ridícula, infantil.

                Pela estranha régua birrenta do lulismo, um traficante vale muito mais que um cidadão honesto. E nós pagamos a conta, como sempre. Cara, cara, cara.

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