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No Brasil, tem coisas que só acontecem no Brasil. Mesmo que a concentração de empresas de um mesmo ramo seja natural no capitalismo, os brasileiros, capitalistas que são, tendem a rejeitar tal modelo porque, historicamente, querem e admiram mais a concorrência, diversidade de marcas e a divisão do capital, do que a média mundial. Por obra da imigração, temos consciência mais europeia que americana.

O que é bom e ruim.

Ruim porque temos dificuldade em estabelecer uma identidade nacional, um orgulho de nós mesmos. Nossa crise existencial brasileira é imensa.

Bom porque, no fundo, embora nos deixemos embriagar pelos americanismos, do irmão do Norte mais rico e bem resolvido, não nos contentamos de verdade.

Queremos, no fundo, uma lógica mais classe média espraiada, menos dos muitos ricos e dos muitos pobres. Um americano do Norte não sente culpa quando outros dão errado, embora ele tenha dado muito certo, mesmo que honestamente.

Nesta Terra de Santa Cruz é diferente. Óbvio que há insensíveis, mas a maioria deles e dos outros se incomoda pelo lado paupérrimo da reta, talvez longe dos seus, mas se envergonha. De uma forma ou outra, se vê obrigado a, no mínimo, explicar a desigualdade.

Somos diferentes do restante do mundo. É melhor aceitarmos isso logo e termos coragem de fazer o que precisamos do nosso modo, porque os modelos estrangeiros têm vida curta aqui.

A alta concentração de mercado de alguns grupos incomoda os brasileiros, apesar de consumirmos seus produtos e programas, novelas, e até os admirarmos.

Mas não gostamos, pra falar as verdade, de grupos quase hegemônicos no setor de carne, construção ou de comunicação, etc, que não raro se aliam em torno de uma causa que lhes interessa e convém, mesmo que contra o bem-estar da maioria de nós.

Diante de um poder econômico massacrante, tem faltado à maioria dos brasileiros coragem pra fazer diferente e defender seus pontos de vista reais.

As sucessivas crises econômicas, reais ou fabricadas por escândalos, tiram dos filhos desta terra, temerosos em perder seu sustento, a personalidade e a determinação de serem como gostariam de ser.

Cabral e os portugueses já descobriram o Brasil e fizeram dele o que quiseram.

Falta-nos descobrir-nos e assumirmos quem somos e a nosso país.

E fazer à maneira real que realmente desejamos.

 

* Adalberto Piotto é jornalista e documentarista, autor, diretor e produtor do filme “Orgulho de Ser Brasileiro”, filme independente que, ao rejeitar e romper com a hegemonia do favela-movie e do coitadismo que tomam conta dos roteiros do cinema nacional, fez um filme de discussão brasileira honestamente intelectual, olhando pra frente, sem ficar no lengalenga do sentir pena de si mesmos. O filme viajou o Brasil e o mundo em exibições em várias escolas brasileiras de muitos estados e em algumas das mais importantes universidades do mundo.

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