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As nossas contradições explicam parte da nossa desgraça política

Bruno Garschagen - Ciência Política -

É o exemplo da soma de subtrai: a ideia de que o governo deve ser o grande protagonista social, político e econômico junto com a falta de informação qualificada talvez expliquem por qual razão nós brasileiros adotamos posições políticas tão contraditórias.

Contradições estas, é bom que se diga, que não se restringem ao campo da política e que fará Gilberto Freyre qualificar esse aspecto da nossa cultura como “equilíbrio dos antagonismos” ( Casa Grande & Senzala) e Paulo Mercadante, “conciliação de ambiguidades” ( A Consciência Conservadora no Brasil). Eu prefiro chamar de “coabitação de antagonismos”, pois são dimensões que não podem ser equilibradas nem mesmo conciliadas.

A partir do nosso paradoxo cultural, podemos tentar compreender três informações reveladas por diferentes pesquisas realizadas pelo Datafolha este mês. A primeira dá conta de que “58% da população considera ruim ou péssima a atuação dos deputados e senadores eleitos em 2014”. A segunda mostra que “60% dos brasileiros são contra a aprovação da emenda constitucional (…) que estabelece um teto para os gastos públicos”. A terceira informa que o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva lidera a pesquisa para a eleição presidencial de 2018 com 25% das intenções de voto.

Curiosa contradição: a maioria dos entrevistados não vê problema na gastança descontrolada do Estado brasileiro (e endossa o descontrole sem se dar conta) ao mesmo tempo em que considera deputados e senadores incompetentes para a função. O problema é que os incompetentes e criminosos, sejam eles políticos, servidores públicos ou agentes privados, são os grandes beneficiados de um Estado que gasta muito e que gasta mal. Para completar o cenário de horror, o líder da prematura pesquisa para eleição presidencial de 2018 é Lula, que hoje tornou-se réu da quinta ação penal (três da Operação Lava Jato, uma da Operação Janus e uma da Operação Zelotes).

Com certa boa vontade, podemos pensar que os entrevistados na pesquisa não têm condições de raciocinar com base em relações de causa e consequência. E que, portanto, ignorem o resultado de suas escolhas. É bastante provável que a própria forma de realização da pesquisa contribua para a confusão. Diante da pergunta “o que você acha dos deputados e senadores?” num momento em que muitos parlamentares são alvos de acusações, qualquer pessoa sensata teria uma opinião bastante negativa acerca deles. Junto à confusão sobre a PEC dos gastos que a imprensa ajudou a criar e a amplificar, ficou parecendo para muita gente que controlar a gastança, que se continuasse transformaria o país num imenso Rio de Janeiro, comprometeria a já precária atuação do Estado – e é exatamente o contrário; nem o precário seria realizado.

De forma intencional ou estúpida, no entanto, o que essas pesquisas revelam é um cenário nada bonito e profundamente paradoxal: brasileiros querem um Estado que gasta muito e de forma ineficiente, Estado que também é constituído por parlamentares ruins e péssimos, além de depositarem suas esperanças num político que colaborou decisivamente para degradar as instituições, que hoje é réu em cinco ações penais e que provavelmente será julgado, condenado e preso.

Não há dúvida de que precisamos forjar uma nova elite política. Mas urge ainda mais melhorar aquilo que somos para que a soma de indivíduos melhores permita formar uma sociedade mais virtuosa e capaz de fazer escolhas sensatas, prudentes e, claro, plausíveis.

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