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Somos a rede social

Estou super honrado em me juntar a este cafezinho. Aliás, cafezinho que já venho curtindo há muito tempo. Sou fã disciplinado do podcast, mas confesso tudo que rola dentro do portal Café Brasil me interessa muito. Obrigado, Luciano Pires, por me dar este espaço para contribuir com ideias, reflexões e pontos de vista muito pessoais, mesmo que necessariamente eu veja algumas coisas de forma um pouco diferente da maioria.

Sou entusiasta do mundo digital. Ele vem transformando radicalmente a sociedade, viabilizando a inclusão social e reforçando a cidadania. Os benefícios das mídias sociais são notadamente festejados, porém, confesso, que as vezes eu tenho dúvidas dos reais benefícios e dos impactos a médio e curto prazo que as mídias sociais podem trazer às nossas vidas.

Me responda: os enormes movimentos populares ocorridos nas mídias sociais em junho de 2013 em nosso País trouxeram quais resultados práticos para a sociedade brasileira? Os resultados parecem incrivelmente acanhados quando comparados ao tamanho do que foi alcançado nas mídias sociais.

Participar das causas ou protestos nas mídias sociais é muito fácil, basta apertar um botão, pressionar o “curtir”, digitar algo no teclado no aconchego do lar, com uma Coca-Cola aberta e um saco de batatas fritas ao alcance das mãos. Será que ao utilizar as novas tecnologias nós não estamos nos esquecendo de fazer as coisas de forma mais lenta, sustentável e profunda? Será que existe debate genuíno, senso de coletividade e senso de pertencimento no ambiente digital?

A diferença entre os movimentos online e os movimentos nas ruas é o olho-no-olho, a emoção, o comprometimento… o ar. Os movimentos têm que ir além dos protestos virtuais em larga escala. Só boa intenção não basta. Parece que estamos mais frívolos e superficiais. Protestamos nas mídias sociais ao mesmo tempo em que abrimos uma janela para ver Gangnam Style no YouTube. É quase uma casualidade.

O que é democracia na era da internet? Os movimentos nas mídias sociais parecem um burburinho, um ruído que incomoda, porém, quando temos um zumbido inconveniente, a gente desliga ou coloca um som mais alto. Será que o que ouvimos no mundo online é a voz do povo? Não serão vozes individuais de pessoas em suas casas e tocas, escondidas, protegidas, se pronunciando atrás do universo digital? Será que as mídias sociais realmente permitem a diversidade e o debate de ideias ou são meros engasgos individuais?

Pense bem, as comunidades virtuais as quais você pertence não são formadas por pessoas parecidas com você, com suas visões, percepções, crenças e interesses? Se você não curte alguém, você não o retira de sua rede virtual? Será isso diversidade?

Para sermos cidadãos não basta sermos ativistas digitais, temos que ser inclusivos. É preciso haver disposição das pessoas para se engajarem nas organizações políticas e sociais. O mundo real está aí. Somos animais sociais, mas as chamadas mídias sociais não necessariamente nos tornam mais sociais.

Hoje, como cidadãos, votamos a cada dois anos. Isso não me parece suficiente. Empoderar as pessoas somente a cada eleição não é uma boa. É preciso estarmos empoderados a todo momento. Queremos, ou precisamos, opinar na gestão dos recursos naturais do planeta, na ocupação do solo e no uso do orçamento do governo. E em tempo real. Estes são apenas alguns exemplos. As novas tecnologias podem viabilizar isso. Isso é exercer a cidadania, algo muito além dos protestos e indignações digitais. Podemos mudar as coisas.

As novas tecnologias conectam pessoas e promovem conversas, isto é inquestionável, mas não mudam as coisas. E, pior, nem sempre o mundo virtual espelha verdadeiramente o mundo real. As pessoas nas mídias sociais, muitas vezes, são personagens que elas mesmas criam. Elas nem sempre agem no mundo digital como elas realmente pensam, mas como desejam ser conhecidas ou como as comunidades esperam que elas ajam.

Também me parece que as pessoas se sentem vigiadas pelos seus amigos, colegas, empresas e até pelo próprio governo. Uma sociedade monitorada e vigiada cria conformismo, submissão e até repressão, restringe escolhas e opiniões, estabelece padrões, cria limites e inibe sonhos e diversidade. Parece até que existe um Big Brother… um Big Brother criado em nossas próprias cabeças. Quer saber? Em vez de o Big Brother nos olhar, nós é que deveríamos olhar o Big Brother. Pense em como pode se tornar um cidadão melhor. Nunca a sociedade teve nas mãos armas tão poderosas de mobilização como as mídias sociais. Cabe a nós sabermos usá-las com sabedoria.

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