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Dia cinzento. No ar, o saudosismo impera. Dizem que quem vive de memórias é museu. Se isto for verdade, nossa psique é o maior museu do mundo e nossa percepção seletiva introverte-se periodicamente nos balanços da vida. O que eu fiz de mim mesmo? Passados de gentes distintas e indistintas, lugares, feitios, situações e, no porão da alma, um pedaço indigesto do mal vivido e acabado, que se amontoa à medida em que os anos se vão. Marcas de toda sorte ali ficam, alguns ignoram ou ao menos tentam fazê-lo. Mas o traço fica, qual rastro de crime. E sua autoria é inegável, querendo ou não.

Mas de todas as memórias, a do mal resolvido é a mais intensa. O beijo não dado por covardia, nas casualidades da puberdade, a recusa do emprego por medo, aquela relação mal resolvida que passou e ficou. Se todo museu é um acervo humano de valor inestimável, por contar nossa história, o que dizer do museu da alma? Neste, o centro é o que mexeu mais intensamente com nossa afetividade. E o mal resolvido neste campo é senhor: pelas horas de insônia, pelo choro, amargura, saudade, anseios frustrados, pelo grau de investimento do afeto, pelo desejo velado, pela vontade de mudar algo que ficou para trás e, o principal, pelas lembranças seletivas que descartam qualquer possibilidade de sofrimento vivido no passado, ou seja, o passado foi perfeito. Agora, relembrando, suspiro e ignoro todo mal vivido, ficou a saudade. Saudade que ressuscita os “mortos”, que transforma pessoas em zumbis que nos seguem madrugadas afora nas brigas com o travesseiro. A imaginação fértil amplia a problemática.

Temos aqui uma cisão psíquica, que quebra a possibilidade dinâmica da vida e que perpetua a volta dos que jamais se foram. Culpa da percepção seletiva ou de nossa imaturidade afetiva? Talvez de nenhum dos dois, mas do gostar, que jamais leva a culpa de nada, sempre é bom. Em nosso inconsciente, tendemos mais a valorizar o objeto antigo em detrimento do atual. Saudosismo. Tipo aquele desenho idiota de nossa infância, o cigarro de chocolate, a pipoca desidratada, frita, insípida, aquilo sim era bom! Precisamos do passado para aprender e crescer, mas valorizar excessivamente o que é antigo pode tornar-se patológico, mesmo porque o antigo tem sua força no espírito indissolúvel. E no campo das relações mal resolvidas, o imaginário impera nas políticas do “E SE…”, que configuram ensaios além da eternidade. Tudo no universo interior, longe da pessoa amada, de seu abraço, voz, carinho, beijo. E se eu tivesse feito isto, aquilo, como seria se… e qual uma criança brincando de quebra cabeças vamos, perdidos valorizando e reconstruindo histórias, recriando a existência em possibilidades que o outro sequer sonha. Em minha prática profissional como analista e psicólogo clínico vi vários pacientes presos a histórias do passado, às vezes por décadas vivendo e se nutrindo do que se foi. Deixar de viver a vida, a realidade para viver da frustração é o que torna este processo patológico.

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