Iscas Intelectuais
Como decidi em quem votarei para Presidente
Como decidi em quem votarei para Presidente
Não sei se estou certo, não fui pela emoção, não estou ...

Ver mais

Democracia, Tolerância e Censura
Democracia, Tolerância e Censura
O que distingue uma democracia de uma ditadura é a ...

Ver mais

O dia seguinte
O dia seguinte
Com o aumento considerável do mercado de palestrantes ...

Ver mais

Fact Check? Procure o viés.
Fact Check? Procure o viés.
Investigar o que é verdade e o que é mentira - com base ...

Ver mais

634 – Me chama de corrupto, porra!
634 – Me chama de corrupto, porra!
Cara, que doideira é essa onda Bolsonaro que, se você ...

Ver mais

633 – Ballascast
633 – Ballascast
O Marcio Ballas, que é palhaço profissional, me ...

Ver mais

632 – A era da inveja
632 – A era da inveja
Uma pesquisa de 2016 sobre comportamento humano mostrou ...

Ver mais

631 – O valor de seu voto – Revisitado
631 – O valor de seu voto – Revisitado
Mais discussão de ano de eleição: afinal o que é o ...

Ver mais

LíderCast 127 – Lito Rodriguez
LíderCast 127 – Lito Rodriguez
Empreendedor, criador da DryWash, outro daqueles ...

Ver mais

LíderCast 126 – Alexis Fonteyne
LíderCast 126 – Alexis Fonteyne
Empresário criativo e agora candidato a Deputado ...

Ver mais

LíderCast 125 – João Amoêdo
LíderCast 125 – João Amoêdo
Decidimos antecipar o LíderCast com o João Amoêdo ...

Ver mais

LíderCast 124 – Sidnei Alcântara Oliveira
LíderCast 124 – Sidnei Alcântara Oliveira
Segunda participação no LíderCast, com uma história que ...

Ver mais

046 – Para quem vai anular o voto
046 – Para quem vai anular o voto
Fiz um vídeo desenhando claramente o que acontece com ...

Ver mais

Confraria Café Brasil
Confraria Café Brasil
A Confraria Café Brasil nasceu para conectar pessoas ...

Ver mais

Videocast Nakata T02 10
Videocast Nakata T02 10
Videocast Nakata Temporada 02 Episódio 10 - Hábitos ...

Ver mais

Videocast Nakata – T02 09
Videocast Nakata – T02 09
Videocast Nakata - Temporada 02 Episódio 09 Quando ...

Ver mais

Nobel de Economia valoriza sustentabilidade e inovação tecnológica
Luiz Alberto Machado
Iscas Econômicas
Nobel de Economia valoriza sustentabilidade e inovação tecnológica “Nossos filhos terão mais de quase tudo, com uma gritante exceção: eles não terão mais tempo. À medida que a renda e os salários ...

Ver mais

Ah, se os políticos usassem sua criatividade para o bem
Henrique Szklo
Tem gente que acha que os políticos não são corruptos. Nós é que somos certinhos demais. Já o meu amigo Rodriguez diz que o pior tipo de político é o honesto, porque, além de trouxa, é traidor da ...

Ver mais

Somos quem podemos ser
Jota Fagner
Origens do Brasil
Já faz um tempo que venho desiludido quanto aos resultados da educação. Ainda acredito que ela seja essencial, mas já consigo enxergar que não basta. Uma pessoa bem instruída não é garantia de ...

Ver mais

História da riqueza no Brasil
Luiz Alberto Machado
Iscas Econômicas
História da riqueza no Brasil  Cinco séculos de pessoas, costumes e governos “A proposta de uma revolução copernicana na análise e interpretação da história do Brasil – esta é a marca ...

Ver mais

Cafezinho 115 – Um voto não vale uma amizade
Cafezinho 115 – Um voto não vale uma amizade
Não gaste sua energia e seu tempo precioso de vida ...

Ver mais

Cafezinho 114 – E se?
Cafezinho 114 – E se?
Mudanças só acontecem quando a crise que sofremos for ...

Ver mais

Cafezinho 113 – Merdades e Ventiras
Cafezinho 113 – Merdades e Ventiras
Conte até dez antes de compartilhar uma merdade

Ver mais

Cafezinho 112 – Como decidi meu voto
Cafezinho 112 – Como decidi meu voto
Meu voto é estratégico, para aquilo que o momento exige.

Ver mais

A verdade inconveniente da política atual

A verdade inconveniente da política atual

Bruno Garschagen - Ciência Política -

Li as 226 páginas do relatório Tendências Globais: Paradoxos do Progresso, divulgado na semana passada pelo National Intelligence Council, órgão de inteligência do governo americano. Aquilo que o documento apresenta como tendências para os próximos anos, como o aumento do risco de conflitos internacionais, terrorismo e baixo crescimento econômico, revela algo fundamental que não está sendo discutido: o fracasso do atual modelo político e da forma de fazer política dos líderes de hoje.

Um dos aspectos mais interessantes do relatório sobre os riscos de novos conflitos mundiais é que, ao contrário do que andamos lendo por aí, foi a atuação política dos “moderados” e de “grandes líderes” como Barack Obama e Angela Merkel que pavimentou o caminho para o atual estado de coisas.

O termo “populismo” virou expressão-coringa para designar tudo o que os esquerdistas rejeitam

Ironia suprema: Donald Trump é acusado de representar um grande perigo para a sociedade internacional, mas foi o “impoluto” Barack Obama um dos responsáveis diretos por tornar o mundo mais inseguro, menos cooperativo e menos desenvolvido economicamente. E não só ele. Coloquemos na lista Vladimir Putin e outros – além de instituições como a ONU. Ou seja, o quadro de horror que é pintado para o futuro próximo a partir da atuação do novo presidente dos Estados Unidos teve a colaboração decisiva de Obama, que deixará a presidência como o grande líder que jamais foi.

No âmbito da segurança, embora tenha assassinado Osama bin Laden, o governo Obama não só não conseguiu neutralizar grupos terroristas como a Al Qaeda como permitiu, por omissão, a fundação de outros, como o Estado Islâmico, ao legitimar a derrubada das ditaduras na Líbia, no Egito e na Síria a partir de erros crassos de avaliação (a ex-secretária Hillary Clinton exerceu papel fundamental na história). Isso abriu espaço para a Rússia retomar a sua influência na região (incluindo a Arábia Saudita), importância que havia perdido após a Guerra do Yom Kippur, em 1973.

Foi exatamente a intervenção militar russa na Síria que modificou o equilíbrio de poder internacional no país e no Oriente Médio, segundo o professor Ely Karmon, do International Institute for Counter-Terrorism, com sede em Israel. A atuação do governo russo, disse Karmon, pode ser entendida como uma tentativa de assegurar a influência do país baseada na esperança de se tornar, mais uma vez, uma superpotência mundial. Embora seja tão responsável quanto Obama pela situação atual, Putin foi mais esperto que o presidente americano ao usar em seu favor a instabilidade internacional que ajudou a criar.

O relatório do National Intelligence Council sugeriu ainda que a democracia liberal está sob ameaça no Ocidente por causa do populismo. Mas não explicou adequadamente como foi possível essa transição da situação anterior para a de agora sem a culpa dos políticos que estão no poder. O populismo é, portanto, culpado por aquilo que ainda não fez e o termo, que tem um significado político específico, passou a ser utilizado como expressão-coringa para designar tudo o que os esquerdistas rejeitam.

Eis o óbvio: o documento é o atestado público de que a forma de fazer política está errada. E que políticos que são vistos como moderados – a exemplo de Obama – são, na verdade, líderes débeis que deixaram a situação fugir ao controle. Os riscos de novos e mais intensos conflitos mundo afora só estão em discussão por responsabilidade direta deles, que, embora continuem incensados pela grande imprensa, não são mais reconhecidos como tais por parcelas cada vez mais numerosas das respectivas sociedades que representam.

O risco imediato para o futuro do mundo não é a desgraça do populismo: é o casamento incestuoso entre a degradação da política de hoje com a sua descendente, a política degradada de amanhã.

Ver Todos os artigos de Bruno Garschagen