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A Tabela Econômica da Copa do Mundo de 2014

A Tabela Econômica da Copa do Mundo de 2014

Luiz Alberto Machado - Iscas Econômicas -

A Tabela Econômica da Copa do Mundo de 2014

Este é o segundo e, por enquanto, último artigo desta pequena série relacionando o futebol e a economia mundial, numa reedição da parceria iniciada por ocasião da Copa da África do Sul com o economista paraibano Paulo Galvão Júnior, professor de Economia da Lumen Faculdades e chefe da DPTI, da Secretaria de Turismo da Prefeitura Municipal de João Pessoa. Neste artigo, resultado de amplas reflexões socioeconômicas acerca da enorme desigualdade ainda vigente em nosso país, optamos por uma abordagem bastante didática, a fim de que possa ser objeto de discussão e reflexão para encontrar respostas para as questões de desigualdade no mundo, e, sobretudo, no Brasil.

 

A última Copa do Mundo foi na África do Sul, que recentemente perdeu o seu maior herói nacional, Nelson Mandela (1918-2013), aos 95 anos de idade. O que podemos aprender com um dos maiores líderes políticos da história da humanidade? Nelson Mandela já dizia: “Educação é a arma mais poderosa que podemos usar para mudar o mundo”.

 

Como economistas e professores de Economia em faculdades privadas, hoje, apresentamos a Tabela Econômica da Copa do Mundo 2014. Após a definição dos oito grupos da Copa no Brasil, podemos analisar os principais indicadores de 32 países, de cinco continentes, além dos principais jogos dos 48 da primeira fase nas cinco regiões do país.

Tabela Econômica da Copa do Mundo de 2014

País

PIB

Ranking

 IDH  Ranking

População

Ranking

Índice de

Ranking
 

(US$ tri)

     

(milhões de hab.)

 

Gini

 

Grupo A

Brasil

2,395

6

0,730

24

201,0

2

51,9

30

Croácia

0,062

25

0,805

17

4,4

29

33,8

8

México

1,150

12

0,775

20

116,1

6

47,2

25

Camarões

0,042

31

0,495

30

20,5

20

38,9

18

Grupo B

Espanha

1,536

9

0,885

10

47,2

13

34,7

11

Holanda

0,983

13

0,921

3

18,1

21

30,9

4

Chile

0,248

21

0,819

14

17,4

22

51,2

29

Austrália

1,507

10

0,938

1

23,4

18

30,5

3

Grupo C

Colômbia

0,328

17

0,719

26

47,6

14

55,9

31

Grécia

0,303

19

0,860

13

11,4

24

34,3

10

Costa do Marfim

0,032

30

0,432

32

20,6

19

41,5

21

Japão

5,855

2

0,912

6

126,4

5

37,6

15

Grupo D

Uruguai

0,049

27

0,792

18

3,4

32

45,3

24

Costa Rica

0,045

28

0,773

21

4,8

30

50,7

28

Inglaterra

2,945

4

0,875

12

62,8

10

34,0

9

Itália

2,245

7

0,881

11

61,0

11

36,0

13

Grupo E

Suíça

0,512

15

0,913

5

7,7

28

33,7

7

Equador

0,062

26

0,724

25

14,9

23

49,3

27

França

2,808

5

0,893

9

63,5

9

32,7

6

Honduras

0,030

32

0,632

28

7,9

22

57,0

32

Grupo F

Argentina

0,435

16

0,811

16

41,1

15

44,5

23

Bósnia e Herzegovina

0,036

29

0,735

23

3,7

31

36,2

14

Irã

0,548

14

0,742

22

75,6

8

38,3

16

Nigéria

0,294

20

0,471

31

166,6

3

48,8

26

Grupo G

Alemanha

3,628

3

0,920

4

82,0

7

28,3

2

Portugal

0,212

23

0,816

15

10,7

25

38,5

17

Gana

0,083

24

0,558

29

25,5

11

42,8

22

EUA

15,065

1

0,937

2

315,8

1

40,8

20

Grupo H

Bélgica

0,316

18

0,897

8

10,8

26

28,0

1

Argélia

0,217

22

0,713

27

36,5

16

35,3

12

Rússia

2,118

8

0,788

19

142,7

4

40,1

19

Coreia do Sul

1,163

11

0,909

7

48,6

12

31,3

5

Fontes: FIFA, FMI, Banco Mundial e PNUD.                                              

Começamos pelo PIB. O que é PIB? De acordo com o Prof. Paulo Sandroni, da Fundação Getulio Vargas (FGV), no famoso Dicionário de economia do século XXI, entende-se o Produto Interno Bruto (PIB) como sendo “o valor agregado de todos os bens e serviços finais produzidos dentro do território econômico de um país”.

O PIB é um indicador econômico que calcula o valor total de todos os bens e serviços finais produzidos por residentes nacionais e estrangeiros dentro das fronteiras de um território e durante um período determinado de tempo. A fórmula macroeconômica do PIB é a seguinte: C+I+G+X-M, onde C (consumo), I (investimentos), G (gasto público), X (exportações) e M (importações). A previsão de gasto total de investimentos em infraestrutura na Copa de 2014 ultrapassa R$ 25 bilhões, sendo 85% de gastos públicos em arenas, aeroportos, mobilidade urbana etc.

 

O PIB é usado para avaliar o comportamento de uma economia durante o determinado período de tempo (por exemplo, trimestral ou anual). O PIB é usado também para verificar o perfil das atividades econômicas de uma economia, como as atividades primárias, secundárias e terciárias. O PIB inclui os produtos exportados, portanto quanto maior a exportação, maior possibilidade de crescimento econômico. O PIB agropecuário, o PIB industrial e o PIB de serviços são medidas de riqueza material de uma determinada economia. O PIB é o principal indicador macroeconômico de um país, mas ele não mede a qualidade de vida da população do país. 

 

Os Estados Unidos da América (EUA) são o país mais rico da Copa, e por coincidência o mais rico do planeta, com o PIB de US$ 15,065 trilhões. Em Recife, os EUA irão disputar, na primeira fase, o quinto jogo do Grupo G com a Alemanha (terceira mais rica da Copa e quarta da economia mundial), com o PIB de US$ 3,628 trilhões. Será o jogo mais rico da primeira fase da Copa, envolvendo um desafio do técnico alemão Jürgen Klinsman dos EUA, que pretende vencer a tricampeã Alemanha, dirigida atualmente pelo alemão Joachim Löw, que, em entrevista recente declarou: “O Brasil é o favorito para a Copa do Mundo”. 

 

O Brasil, em termos de PIB, é a sexta maior economia da Copa do Mundo. O País apresenta ainda uma enorme desigualdade, com a coexistência de flagrantes contrastes entre áreas de imensa riqueza e outras de extrema pobreza. Com isso, o Brasil ocupa a sétima colocação no ranking da economia mundial. Em Porto Alegre, onde ocorrerá o segundo jogo do Grupo E, estarão frente a frente o país mais pobre da Copa, Honduras (PIB de US$ 30 bilhões), contra a França (PIB de US$ 2,808 trilhões), a quinta maior economia da Copa. Mas o PIB, como já afirmamos, não mensura a qualidade de vida da população. 

 

Então, utilizamos o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). O que é IDH? É um índice mundial que o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) utiliza para avaliar o nível de desenvolvimento humano da população de um país. O IDH varia de 0 (zero) a 1 (um), quanto mais próximo de 1, melhor o grau de desenvolvimento humano. O IDH foi baseado em três variáveis: i) vida longa e saudável (mensurado pela esperança de vida ao nascer); ii) acesso ao conhecimento (mensurado pela média de anos de estudo e pela expectativa de anos de estudo); e iii) um padrão de vida decente (medido pela Renda Nacional Bruta per capita).

 

A Austrália é o país que tem o melhor IDH da Copa 2014, com 0,938. Em Cuiabá, a Austrália na primeira fase irá disputar o segundo jogo do Grupo B com o Chile, o melhor IDH da América do Sul, com 0,819. O Brasil encontra-se na 24ª posição no ranking da Copa do Mundo, com IDH de 0,730, sendo considerado um país de elevado desenvolvimento humano.

 

Em Recife, um jogo muito interessante será entre a Costa do Marfim e o Japão pelo Grupo C. O país africano tem o pior IDH da Copa, com 0,397, enquanto o país asiático tem o sexto melhor IDH, com 0,912. 

 

Destacamos que 17 países da Copa estão no seleto grupo dos países de desenvolvimento humano muito elevado. Enquanto isso, 10 países da Copa pertencem ao grupo dos países de desenvolvimento humano elevado. Dois países fazem parte do grupo dos países de desenvolvimento humano médio. E três países estão inseridos no grupo dos países de desenvolvimento humano baixo.

 

O Brasil é o segundo país mais populoso da Copa, com 201 milhões de habitantes, atrás apenas dos EUA, o mais populoso da Copa, com 315,8 milhões de habitantes. Em Fortaleza, o Brasil na primeira fase irá disputar o terceiro jogo do Grupo A com o México, que tem uma população de 116,1 milhões de habitantes, sendo o segundo país mais populoso da América Latina.

 

Em Natal, ocorrerá um dos jogos mais aguardados da primeira fase da Copa pelo Grupo D, envolvendo duas seleções campeãs do mundo: a Itália, tetracampeã do mundo e décimo país mais populoso da Copa, e o Uruguai, bicampeão do mundo e país menos populoso da Copa. O Grupo D é considerado o “grupo da morte”, pois é integrado por outra seleção campeã mundial, a Inglaterra, o 11º país mais populoso da Copa. 

 

Outro índice muito importante para nós cientistas sociais é o Índice de Gini. O que é Índice de Gini? Foi criado pelo matemático italiano Corrado Gini (1884-1965), como um instrumento para medir o grau de concentração de renda em determinado país. Ele aponta a diferença entre os rendimentos dos mais pobres e dos mais ricos. Numericamente varia de 0 (zero) a 1 (um), embora algumas instituições, como o PNUD e o Banco Mundial o apresentem com variação de 0 (zero) a 100 (cem). O valor zero representa a situação de igualdade perfeita, ou seja, todos têm a mesma renda. O valor um (ou cem) significa desigualdade perfeita, isto é, uma só pessoa detém toda a riqueza. Na prática, costuma comparar os 20% mais pobres com os 20% mais ricos do país.

 

O país que tem a segunda pior desigualdade de renda da Copa é a Colômbia, com Índice de Gini de 55,9. Em Belo Horizonte, a Colômbia jogará o seu primeiro jogo do Grupo C contra a Grécia, que tem o Índice de Gini de 34,3. Vale ressaltar, a título de curiosidade, que foi na Grécia antiga que o filósofo Aristóteles cunhou o termo economia (oikonomía, em grego), que significa óikos, casa + nómos, lei.

 

Outro jogo bastante interessante será disputado no Grupo H entre a Bélgica e a Rússia e a Coreia do Sul na cidade do Rio de Janeiro. A Rússia tem 40,1 de Índice de Gini, enquanto a Bélgica tem 28,0, a menor desigualdade da Copa. 

 

Em Salvador, por sua vez, o primeiro jogo do Grupo B será uma reedição da final da Copa da África do Sul em 2010, entre a Espanha e a Holanda. A Espanha, atual campeã do mundo, tem Índice de Gini de 34,7, enquanto a vice-campeã tem Coeficiente de Gini de 30,9.

 

Além de ser o terceiro país mais desigual da Copa, o Brasil ficou, recentemente, em 55º lugar em leitura, 58° lugar em matemática e 59º lugar em ciência no ranking de 65 países do PISA (Programa Internacional de Avaliação de Alunos). Em Brasília, no terceiro jogo do Grupo A, o Brasil enfrentará um país africano que também apresenta sérios problemas na educação, a República dos Camarões.

 

Com abertura em São Paulo, no dia 12 de junho, com o jogo entre Brasil e Croácia, e encerramento no dia 13 de julho, no Rio de Janeiro, em pleno Maracanã, a Copa do Mundo atrairá seguramente as atenções de milhões e milhões de pessoas de todas as partes do planeta.

 

Além de ter algumas de suas principais capitais mostradas em todo o mundo, o Brasil terá oportunidade de conquistar, através de sua seleção, o inédito título de hexacampeão mundial. O País, que conquistou a estabilidade econômica com o Plano Real no mesmo ano em que conquistou o tetracampeonato mundial nos EUA, ainda está longe de alcançar a estabilidade social. Esperamos que a Copa do Mundo contribua, de alguma forma, para a redução das desigualdades sociais e regionais no Brasil, o que passa necessariamente, segundo o economista emérito do Brasil, Celso Furtado (1920-2004), pelo acesso à educação de qualidade.

 

 

Iscas para ir mais fundo no assunto

 

Referências e indicações bibliográficas

 

SANDRONI, Paulo. Dicionário econômico do século XXI. Rio de Janeiro: Record,  2005. 

 

Referência webgráfica

 

FIFA. Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014. Disponível em: <http://pt.fifa.com/mm/document/tournament/ticketing/02/12/19/77/fwc2014-ticket-media-info-pt_portuguese.pdf>. Acesso em 23 nov. 2013.

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