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Luiz Alberto Machado - Iscas Econômicas -

Considerações sobre emprego e desemprego

 

“… nem a inflação nem as contas públicas
estão desajustadas, só não se sabe ao certo
como ajustá-las.”
Alexandre Tombini

Diante da advertência do Papa Francisco sobre a necessidade de se dar atenção especial aos extremos, os jovens e os idosos, o programa jornalístico Globo News decidiu pautar o tema, convidando uma professora de geriatria para tratar da questão dos idosos nos estúdios do Rio de Janeiro e a mim para tratar da questão dos jovens nos estúdios de São Paulo, com foco especial no emprego e no mercado de trabalho.

Ao conversar com a jornalista que havia preparado o roteiro das perguntas, constatei um problema. Tendo se baseado num livro de Márcio Pochmann publicado em 2007, ela considerava um nível relativamente elevado de desemprego e uma enorme dificuldade para os jovens conseguirem acesso ao mercado de trabalho obtendo seu primeiro emprego.

Alertei para o fato de que esta não era a realidade observada no Brasil nos últimos anos, quando nossa economia operou com um nível de desemprego muito baixo, próximo daquilo que os economistas chamam de pleno emprego. Acrescentei que tal situação vinha se constituindo num desafio para muitos analistas que tinham dificuldade de entender a combinação de um baixo índice de crescimento econômico com um baixíssimo índice de desemprego. Surgiu até uma expressão jocosa para isso: “Pibinho” X “Empregão”. Embora engraçada, há um erro na mesma, uma vez que o PIB do Brasil é grande, o que tem sido pequeno é a sua variação anual, ou seja, a taxa de crescimento econômico.

Complementei minhas considerações afirmando que também entre os jovens a situação havia sido favorável nos últimos anos, principalmente entre os que conseguem obter uma boa qualificação, formando-se em cursos reconhecidos como de excelência. Estes eram disputados ainda nos bancos escolares, recebendo boas ofertas para estágios ou mesmo para trainees. Situação bem diferente da observada na União Europeia, onde a taxa média de desemprego entre os jovens é de aproximadamente 23%, atingindo mais de 50% na Espanha e 58% na Grécia.

Em artigo que será oportunamente publicado pela revista Economistas, o Prof. Hélio Zylberstajn, com base em dados recentes da Pesquisa Mensal do Emprego do IBGE, revela que o excelente momento em termos de emprego e renda da economia brasileira pode estar chegando ao fim, já que os últimos indicadores registram elevação – ainda incipiente – do desemprego em algumas regiões. O Prof. Zylberstajn destacou ainda dois aspectos importantes:

1º) O “casamento” entre crescimento pífio do produto e elevado nível de emprego só foi possível porque nossa economia se tornou mais intensiva em mão-de-obra. Com base nessa explicação, conclui-se que expansão do emprego tem se dado em setores que demandam mais trabalho e são menos produtivos que a indústria, por exemplo. Consequentemente, a produtividade geral do trabalho estagnou. Em outras palavras, para o mesmo nível de produto, estamos usando mais mão-de-obra. Isto é preocupante porque implica em reconhecer que perdemos o dinamismo na criação de valor adicionado.

2º) Observa-se uma diferença nos padrões do crescimento do emprego entre as regiões do País. A taxa de desemprego das 6 principais regiões metropolitanas foi de 5,8% em maio. Porém, a variação foi significativa: Porto Alegre, com 3,9%, e Belo Horizonte, com 4,3%, estavam praticamente em pleno emprego; Rio de Janeiro, com 5,2%, e Recife, com 6,1%, apresentavam expansão acelerada; e São Paulo, com 6,3%, e Salvador, com 8,4%, registravam expansão declinante. “Resta saber”, adverte o Prof. Zylberstajn, “até onde vai o ‘fôlego’ de Rio de Janeiro, Recife, Porto Alegre e Belo Horizonte. Se as previsões de crescimento econômico modesto para os próximos meses se confirmarem, o padrão deexpansão declinante de São Paulo e Salvador poderá contagiar as outras quatro regiões”.

Considerando que as obras da maior parte dos estádios que serão utilizados na Copa do Mundo chegaram – ou estão chegando – ao fim, assim como a construção de grandes usinas, como a de Santo Antônio e Jirau, sem que existam outros projetos de tamanha envergadura para absorver essa mão-de-obra, constata-se que o céu de brigadeiro que garantiu a trajetória tranquila da economia brasileira até o primeiro semestre deste ano gerando elevados índices de popularidade à presidente da República parece, cada vez mais, coisa do passado.

Usando uma conhecida metáfora, pode-se dizer que o baixo crescimento, entendido como “a metade vazia do copo”, foi compensado pelo elevado nível de emprego, visto como “a metade cheia do copo”. Ao que tudo indica, no entanto, a metade cheia do copo começa a se esvaziar.

O que aguardar para os próximos meses?

 

Iscas para ir mais fundo no assunto

Referências e indicações bibliográficas

POCHMANN, Márcio. O emprego no desenvolvimento da nação. São Paulo, Boitempo Editorial, 2008.

ZYLBERSTAJN, Hélio. Padrões de expansão do emprego nas Regiões Metropolitanas. Economistas. Revista do Conselho Federal de Economia – COFECON, ano IV, nº 11, agosto de 2013.

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