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                                             Ah, Roraima… pouca notícia vem desse longínquo estado setentrional, no qual habitam roraimados e roraimadas, segundo Dilma I, rainha dos gentílicos. Roraima é mais conhecida pela mania estúpida criada pelos repórteres da Globo ao referir-se a ele como “Roráima” em vez de “Rorãima”, que é o correto. E não há sotaque, regionalismo nem prosódia que justifique essa cretinice. Mania de aparecer, pura e simples. Uma bobagem.

                                             Mas eis que da capital “roraimada” nos chega notícia revoltante; esta sim, a cara do Brasil: Os salários nababescos dos nobres vereadores da única capital brazuca situada no hemisfério norte. Os tais sujeitos deram-se um aumento de 80% no salário e nas verbas de representação (legislar em proveito próprio é outra das nossas jabuticabas), e Boa Vista passou a gastar R$ 86.000,00 com cada impoluto edil. Essa safadeza foi revertida aos valores antigos – que já não eram baixos – graças à coragem do povo, que chiou, e ao ministério público, que ouviu o chiado e acionou a justiça. Em resumo, coisa de cafajeste. Dois dos vereadores, lulistas de carteirinha, se dizem “surpresos” com a decisão da justiça, afirmando que o aumento está “dentro da lei”. Tenha dó, é muita cara de pau. Parabéns aos boa-vistenses e ao MP local. Os ventos que sopram do distante e evoluído Paraná fazem escola.

                                             Essa coisa podre, suja, é a cara do Brasil. Estamos com a corda no pescoço, a economia em ruínas. Como exemplo, vale lembrar que nosso PIB per capita baixou para um terço do alcançado pela mesma Grécia que enfrenta crise nunca vista, em vias de ser expulsa do rico clube do Euro e entregue à demência de seus partidos comunistas.

                                             Enquanto isso, na ilha da fantasia, Dilma promete reduzir ministérios, cortar salários, mandar embora 3 mil apaniguados do serviço público federal, como provas de que ela “corta na carne” em tempos de crise. As tais juras completam 7 meses, e nada de serem cumpridas. Cara de Dilma. Enquanto isso, a dondoca presidencial gasta R$ 800.000,00 no aluguel de uma frota blindada de carros de luxo em seu inútil passeio a Nova York para zurrar na ONU e propor ao mundo a estocagem de vento, envergonhando o Brasil, torrando dólares com o icônico Aerolula e hotéis luxuosíssimos, frequentados apenas por milionários esnobes. Perguntado sobre, Até Barack Obama disse preferir hotéis mais baratos quando está em NY. Pra nós, fica a conta e o passa-moleque.

                                             Cara de um país demente, estúpido, que se rende à mais nova maneira de roubar os contribuintes: O tal Simples Doméstico, que nada tem de simples e simplesmente não funciona. Pior: em vez da Previdência, quem tange essa demência virtual é a Receita Federal; esta anuncia que não quer nem saber se o portal empaca. Quem não pagar as guias que a própria Receita nega, está sujeito a pesada multa diária. Cara de Dilma, cara de Brasil, cara de Lula.

                                             Nessa insânia burocrática, São Paulo não fica de fora. Para desespero dos advogados no estado mais rico da nação, a Fazenda Pública foi contaminada pela estupidez dos primos federais. Há uns anos, cada inventário devia ser apresentado na Fazenda para apuração de impostos; o valor era calculado, pago, e fim da história. Hoje, o advogado tem de fornecer endereço e telefone do falecido (!), passar todas as informações imagináveis pelo portal fazendário, juntar um sem-fim de declarações, fazer upload de tudo isso… pra depois imprimir tudo e levar os mesmos papéis à própria secretaria – que já guarda essas dezenas de documentos em arquivo digital! Coisa de hospício.

                                             Antigamente, um passaporte estrangeiro era sonho, desejo distante; tá se tornando necessidade, mecanismo de fuga. E quando se lembra que a moda foi reforçada através da família de Lula, com seus ilegais passaportes diplomáticos e os demais italianos, dá vontade de vomitar. Marisona, a primeira-companheira, dizia que eles eram necessários porque “não se sabe o dia de amanhã”. Considerando a bancarrota nestes tristes trópicos e o camburão da Federal a rondar os Lula da Silva, até que ela tinha razão.

Como refletia Machado de Assis em seu conto A Igreja do Diabo, se o tinhoso abrir uma seita aqui, a virtude vai ser muito praticada, mas apenas como pecado. Sugiro a leitura; é curto e interessante: 

http://www.virtualbooks.com.br/v2/ebooks/pdf/00141.pdf

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