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Mauro Segura - Transformação -

Recentemente eu participei do Leadership Xperience, um encontro para 800 líderes da IBM Brasil com o objetivo de discutir o papel do líder numa era em que tudo se transforma. Como ser um líder que viabiliza a transformação? Como se transformar e transformar os outros? Foi com esse pensamento que entrei no evento.

Produzi um vídeo que está incluído no final desse post. Não deixe de ver!!! No vídeo eu não apenas compartilho cenas do evento, que foi muito divertido e surpreendente, mas principalmente as coisas que aprendi com ele. Para facilitar, eu estruturei esse aprendizado em 6 simples passos. Eis abaixo a transcrição de parte do vídeo.

AUTOCONHECIMENTO
Como liderar pessoas se você não conhece os seus próprios limites e fortalezas? Por isso autoconhecimento é algo básico para ser um líder. É fundamental saber explorar o que temos de melhor e, principalmente, termos consciência do que precisamos melhorar. Como exigir das pessoas se você não exige de você mesmo? Enfim, seja um exemplo e trabalhe nos gaps que você tem.

BEM ESTAR
Para liderar é preciso estar bem resolvido consigo mesmo, equilibrado, mentalmente e fisicamente. Cuide de você primeiro antes de cuidar dos outros. Estou falando de saúde física, saúde mental, alimentação equilibrada… esse é um compromisso que não dá para delegar. É você com você mesmo. O seu cérebro é uma máquina que precisa ser tratado como uma máquina. Sua energia, capacidade e vitalidade dependem de que como você se cuida. Por isso o evento foi repleto de atividades ligadas ao bem estar.

DOMÍNIO DO TEMPO
Já parou para analisar como você gasta o seu tempo diário? No evento a gente fez um exercício simples e muita gente caiu da cadeira. Infelizmente a maioria de nós reclama da falta de tempo, mas o problema é outro: o desafio real é a gestão da sua agenda. Você tem que separar um tempo na sua agenda para se capacitar e estudar coisas novas, para se transformar para poder ajudar os outros. Um líder verdadeiro gosta de pessoas, portanto tem que ter tempo para conversar com elas, estar disponível. Delega mais, controla menos, separa tempo para você e para os outros.

ATITUDE DE MUDANÇA
Quando você verbaliza publicamente o compromisso de mudar de hábito, a chance realmente de mudar hábitos aumenta muito. Portanto anuncia para os outros o que você se compromete a mudar! Não guarda escondido não. Crie um ambiente aberto para o time mudar, tomar mais riscos. Faça as pessoas se sentirem seguras para poderem sair da zona de conforto. Aliás, gera um desconforto positivo nelas.

Uma postura de liderar a mudança inclui empatia, curiosidade, autoconhecimento e vulnerabilidade. Essa última palavra é chata, incomoda, mas estar aberto a mudanças significa aceitar estar vulnerável a maior parte do tempo, e também saber conviver com isso, aceitando melhor suas limitações, preconceitos e se tornando mais colaborativo. Enfim, seja cúmplice do seu time, nos sucessos e nos fracassos. Isso é a condição básica para criar um cultura de vencedor. Aliás, mais do que isso, de um time de vencedores.

Desenvolver um propósito comum no grupo, compartilhar uma visão, ou até um sonho, vai gerar um senso de coletividade, uma inteligência coletiva, que é sempre muito mais eficaz que a inteligência individual. Nosso cérebro é uma antena social. Ele absorve o ambiente. Portanto cuide do ambiente que você, como líder, cria para o seu time. Se você quer que sua equipe se transforme, promova um ambiente de extrema confiança. As pessoas só tomam riscos se estiverem confiantes. No evento fizemos muitos exercícios sobre atitude de mudança.

COMUNICAÇÃO
Vivemos a era da comunicação. Portanto, liderar é comunicar. Um bom líder tem que gostar de compartilhar, de se aproximar das pessoas e não se distanciar. Mas comunicação não é exatamente o que você fala, mas é o que o outro entende. Muitas vezes falamos a mesma coisa para duas pessoas, mas cada uma entende de forma diferente.

Exerça empatia. Pratique empatia. Fale pensando na cabeça de quem está ouvindo e não na sua cabeça. Fale com as pessoas respeitando as suas experiências e individualidades. Cada pessoa tem uma experiência e é diferente da outra. Isso é diversidade e é muito bom. Portanto seja um camaleão a comportamentos humanos. Não são os outros que tem que se adequar você. É você, como líder, que tem que saber lidar com cada um em sua individualidade.

ENGAJAMENTO PARA TRANSFORMAÇÃO
Esse para mim é um dos pontos mais importantes. Nós temos que valorizar as pessoas pelo que elas são. Quando você se abre para a diversidade sem julgamento, você abre a sua vida para novas possibilidades. Você não pode esperar a mesma coisa de todas as pessoas. Como já falei, uma pessoa é diferente da outra, por isso você tem que conhecer cada pessoa do time profundamente. Tem que conhecer muito bem as competências de cada um para propor os desafios adequados e gerar o engajamento que a gente espera. Se você der um desafio muito fácil, a pessoa fica confortável. Se você der um desafio muito difícil, você pode provocar um stress exagerado e negativo. Então, dar o desafio correto, para a pessoa correta, com a competência certa, é fundamental.

Como tirar o melhor do potencial individual de cada integrante do time? Aliás, como elevar esse potencial? Dê autonomia para as pessoas. Isso é dar energia em estado puro para elas. Aceite que as pessoas sabem mais do que você. Aliás, nesse momento de mudanças, desenvolva uma capacidade de desaprender, para aprender coisas novas. O que você foi sucesso no passado, não garante o sucesso do futuro.

Por fim a mensagem mais importante.
Aquilo que você sente é o que o cérebro produz. As pessoas veem a mesma coisa, mas entendem diferente. Nossas decisões diárias, por mais que pensemos diferentes, estão contaminadas pelas nossas emoções. Só conseguiremos criar um ambiente de transformação e mudança se transformarmos o nosso cérebro e a forma como vemos as coisas. Portanto, cuide primeiro de você, cuide do seu cérebro e crie um ambiente saudável e de confiança para a transformação de cada um do seu time. Liderar é diretamente proporcional a sua capacidade de engajar as pessoas, desenvolve-las, suporta-las nas dificuldades e entusiasma-las.

 

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