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Invasões às escolas de ensino fundamental e médio se repetem pelo País, predominantemente no Paraná. Seus mentores alegam lutar contra a Proposta de Emenda Constitucional 241 (PEC do teto) e pela melhoria do ensino. Aham. Senta lá, Cláudia.

Chamam essa loucura de “Primavera Estudantil”, ou “Primavera do Paraná”. Embora não passem de invasões a prédios públicos, prejudicando milhares de alunos e suas famílias, os atos criminosos foram autodenominados dessa forma poética por seus líderes, numa comparação esdrúxula com fatos históricos – esses sim movimentos admiráveis, de coragem, de luta pela liberdade, contra a tirania comunista.

Winston Churchil, sempre profético, anunciou em 1945, ao fim da 2ª Guerra Mundial, que a União Soviética ( “um quebra-cabeças envolto num mistério dentro de um enigma”), não levaria seus exército de volta pra casa; permaneceria nos países “ocupados”, tornando-os satélites escravos. Acertou, como sempre. E acrescentou: “De Stettin, no Báltico, a Trieste, no Adriático, uma cortina de ferro desceu sobre o Continente”, criando uma das expressões mais populares do mundo para definir o totalitarismo soviético.

Um desses Países foi a Hungria. Em 1956, fartos da invasão soviética e do regime escravista imposto, estudantes da capital, Budapest, iniciaram um levante tentando afrouxar a coleira comunista. No início, houve alguns pequenos avanços, e foi proposta a retirada das tropas invasoras. Porém, Moscou mudou de ideia rapidinho e enviou um enorme exército para esmagar a revolta pacífica. Os húngaros resistiram, mas depois de 3 mil mortos e 200 mil refugiados, a “primavera” se mostrou efêmera – mas nunca esquecida, pela coragem e determinação dos revoltosos. Hoje é comemorada como data cívica de uma nação livre desde a implosão da URSS e o fim do comunismo. Foi a gloriosa Primavera de Budapest.

Na Tchecoslováquia ocorreu basicamente o mesmo, em 1968. O ato de libertação passou para a História como a Primavera de Praga; estudantes, intelectuais, jornalistas e cidadãos comuns se uniram para reduzir o poder soviético em sua terra. Queriam liberdade de imprensa e de expressão. Como em Budapest, a alegria durou pouco – até a chegada das tropas blindadas soviéticas. Depois da matança de sempre, Moscou se satisfez, garroteando ainda mais o sofrido povo tcheco, que só vislumbrou a liberdade com o fim da tirania internacional soviética. Enquanto isso, os filhinhos de papai parisienses, entediados, lutavam pela liberdade de se drogar, roubar, destruir, vandalizar e vagabundear. Em 1989, finalmente, veio a mãe de todas as Primaveras (na verdade, no outono). Os alemães orientais, fartos da ditadura comunista, literalmente derrubaram o trágico Muro de Berlim que circundava Berlim Ocidental e dividia um país todo. Era o símbolo maior do imperialismo soviético. Sua derrubada é considerada um marco da democracia mundial, o maior símbolo da liberdade da História, apesar de Lula ter lamentado o fato https://jornalivre.com/2016/10/17/lula-lamentou-a-queda-do-muro-de-berlim-a-embaixador-venezuelano/ , bem como o fizeram lulistas de 50 tons de vermelho: http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/aos-80-anos-um-intelectual-de-esquerda-lamenta-o-fato-de-o-brasil-nao-ser-uma-ditadura-ou-uma-coluna-de-jornal-uma-entrevista-e-a-democracia/

Sofridos – mas corajosos – povos, incluindo romenos, poloneses, os ex-iugoslavos e tantos outros, deram ao mundo uma lição de tenacidade até a sonhada liberdade vinda com a implosão da podre URSS. Contando, claro, com uma poderosa ajuda de Ronald Reagan e do Papa João Paulo II – não por acaso, polonês.

Mas nada disso adianta, quando a mente está obnubilada pelo vermelhismo demente. Isso não é assunto para Marx ou Lênin, é coisa de Freud mesmo. É inacreditável que essa espécie de MST escolar insista em pautas que morreram junto com o malfadado muro; mas apesar de todos os fatos, de toda a História, de tudo o que se sabe sobre a desgraça do comunismo, instituições como a UNE e a UBES, tentáculos obedientes do PC do B, ainda conseguem seduzir jovens com essa patacoada inacreditável.

Escolas com 2, 3 mil alunos matriculados foram invadidas (e não “ocupadas”, como eufemisticamente, ao estilo Antonio Gramsci, matraqueiam) por 20 ou 30 desordeiros, a maioria maiores em idade que nada tem de estudantes. Emblematicamente, a “assembleia nacional” que decidiu pela continuidade das criminosas invasões foi dirigida e votada por meros 600 agitadores. Inacreditável.

E ousam chamar isso de primavera. Não é e nunca será. Os europeus do leste ensinaram o que é a liberdade versus totalitarismo, o que é a luta contra a opressão, pela democracia que floresce ao sol. Esses garotos, pura massa de manobra, impedem que milhares de alunos frequentem suas escolas. Tratam o público como privado (só deles), e ainda alegam fazer isso pelo “povo”. Poloneses gargalhariam diante de tanta bobagem bolorenta.

Em suma: Os invasores de escolas públicas passaram anos ignorando o desastre lulista, e até o desmonte do Fies. De repente resolveram “defender” os frascos e comprimidos, impedindo que crianças frequentem as aulas, impedindo o Enade, prejudicando um número gigantesco de populares humildes numa ação evidentemente política orquestrada pelo P C do B e os de sempre. Até a CUT está nas escolas! Drogas, vandalismo, depredação, invasão e o assassinato de um jovem de 16 anos por outro de 17 são detalhezinhos, xapralá. Comportam-se como os mesmos soviéticos que as primaveras defenestraram. Querem “defender” as pessoas de problemas que eles mesmos criaram? Querem decidir o que é bom para os outros? Quem lhes deu procuração para isso? Quem os nomeou professores de Deus?

Pobres garotos iludidos. Aqui já fizemos nossa Primavera, e não faz tempo não; só falta prender mais alguns membros do Politburo moreno e da Stasi brazuca. Procurem outros bobos para fazer parte dessa seita ideológica. Aliás, vão estudar, que é o que vocês deviam estar fazendo e deixando os outros fazerem. Envelheçam, como pedia Nélson Rodrigues. E não imitem Lula, não se orgulhem da própria ignorância.

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