Iscas Intelectuais
Vem aí o Cafezinho
Vem aí o Cafezinho
Nasce nesta segunda, 4/9 o CAFEZINHO, podcast ...

Ver mais

Educação adulta
Educação adulta
Preocupados demais com a educação de nossos filhos, ...

Ver mais

É tudo soda
É tudo soda
Isca intelectual de Luciano Pires lembrando que ...

Ver mais

A selhófrica da pleita
A selhófrica da pleita
Isca intelectual de Luciano Pires tratando do nonsense ...

Ver mais

578 – O Círculo de ouro
578 – O Círculo de ouro
Você já parou para pensar que talvez ninguém faça ...

Ver mais

577 – Dois pra lá, dois pra cá
577 – Dois pra lá, dois pra cá
Existe uma divisão política, social e cultural no ...

Ver mais

576 – Gratitude
576 – Gratitude
Gratitude vem do inglês e francês e significa que ...

Ver mais

Café Brasil Curto 23 – Ideias românticas
Café Brasil Curto 23 – Ideias românticas
Quando a dureza dos números é insuficiente para dar um ...

Ver mais

LíderCast 081 Lucia Helena Galvão Maya
LíderCast 081 Lucia Helena Galvão Maya
LíderCast 081 – Lúcia Helena Galvão Maya é diretora da ...

Ver mais

LíderCast 080 Tito Gusmão
LíderCast 080 Tito Gusmão
LíderCast 080 – Tito Gusmão – Tito Gusmão é um jovem ...

Ver mais

LíderCast 079 Marcio Appel
LíderCast 079 Marcio Appel
LíderCast 079 –Marcio Appel executivo à frente da ...

Ver mais

LíderCast 078 Leo Lopes
LíderCast 078 Leo Lopes
LíderCast 078 – Leo Lopes – Leo Lopes é uma referência ...

Ver mais

Confraria Café Brasil
Confraria Café Brasil
A Confraria Café Brasil nasceu para conectar pessoas ...

Ver mais

Videocast Nakata T02 10
Videocast Nakata T02 10
Videocast Nakata Temporada 02 Episódio 10 - Hábitos ...

Ver mais

Videocast Nakata – T02 09
Videocast Nakata – T02 09
Videocast Nakata - Temporada 02 Episódio 09 Quando ...

Ver mais

Videocast Nakata T02 08
Videocast Nakata T02 08
Videocast Nakata Temporada 02 Episódio 08 Já falei ...

Ver mais

A hora e a vez da criatividade
Luiz Alberto Machado
Iscas Econômicas
A hora e a vez da criatividade  Por que não no Brasil? “Eu olho para as coisas como elas sempre foram e pergunto: Por quê? Eu olho para as coisas como elas poderão vir a ser e pergunto: Por que ...

Ver mais

Cala a boca, Magdo!
Fernando Lopes
Iscas Politicrônicas
Quem não se lembra do “Cala a boca, Magda”, repetido por Caco Antibes no Sai de Baixo? Magda, sua esposa, era de uma estupidez oceânica, e o bordão era gritado a cada asneira dita pela bela ...

Ver mais

Síndrome de Deus
Tom Coelho
Sete Vidas
“Existe uma força vital curativa com a qual o médico tem de contar. Afinal, não é o médico quem cura doenças: ele deve ser o seu intérprete.” (Hipócrates)   Dediquei-me nas últimas semanas ...

Ver mais

Tá tudo invertido
Luiz Alberto Machado
Iscas Econômicas
Tá tudo invertido Quem diria? “A nova ordem mundial não é explicada pelo declínio dos Estados Unidos da América, mas sim pela ascensão de todos os outros países”. Fareed Zakaria Desde 2009, ...

Ver mais

Cafezinho 5 – Pimenta Azteca
Cafezinho 5 – Pimenta Azteca
O nome disso é livre mercado, goste você de Pimenta ...

Ver mais

Cafezinho 4 – A intolerância
Cafezinho 4 – A intolerância
Uma organização conhecida por investir em cultura ...

Ver mais

Cafezinho 3 – A inércia
Cafezinho 3 – A inércia
Issac Newton escreveu que “um objeto que está em ...

Ver mais

Cafezinho 2 – O bobageiro
Cafezinho 2 – O bobageiro
Quando se trata de falar bobagem, pesquisas já ...

Ver mais

1956, 1968, 1989 e a insanidade de 2016

1956, 1968, 1989 e a insanidade de 2016

Fernando Lopes - Iscas Politicrônicas -

Invasões às escolas de ensino fundamental e médio se repetem pelo País, predominantemente no Paraná. Seus mentores alegam lutar contra a Proposta de Emenda Constitucional 241 (PEC do teto) e pela melhoria do ensino. Aham. Senta lá, Cláudia.

Chamam essa loucura de “Primavera Estudantil”, ou “Primavera do Paraná”. Embora não passem de invasões a prédios públicos, prejudicando milhares de alunos e suas famílias, os atos criminosos foram autodenominados dessa forma poética por seus líderes, numa comparação esdrúxula com fatos históricos – esses sim movimentos admiráveis, de coragem, de luta pela liberdade, contra a tirania comunista.

Winston Churchil, sempre profético, anunciou em 1945, ao fim da 2ª Guerra Mundial, que a União Soviética ( “um quebra-cabeças envolto num mistério dentro de um enigma”), não levaria seus exército de volta pra casa; permaneceria nos países “ocupados”, tornando-os satélites escravos. Acertou, como sempre. E acrescentou: “De Stettin, no Báltico, a Trieste, no Adriático, uma cortina de ferro desceu sobre o Continente”, criando uma das expressões mais populares do mundo para definir o totalitarismo soviético.

Um desses Países foi a Hungria. Em 1956, fartos da invasão soviética e do regime escravista imposto, estudantes da capital, Budapest, iniciaram um levante tentando afrouxar a coleira comunista. No início, houve alguns pequenos avanços, e foi proposta a retirada das tropas invasoras. Porém, Moscou mudou de ideia rapidinho e enviou um enorme exército para esmagar a revolta pacífica. Os húngaros resistiram, mas depois de 3 mil mortos e 200 mil refugiados, a “primavera” se mostrou efêmera – mas nunca esquecida, pela coragem e determinação dos revoltosos. Hoje é comemorada como data cívica de uma nação livre desde a implosão da URSS e o fim do comunismo. Foi a gloriosa Primavera de Budapest.

Na Tchecoslováquia ocorreu basicamente o mesmo, em 1968. O ato de libertação passou para a História como a Primavera de Praga; estudantes, intelectuais, jornalistas e cidadãos comuns se uniram para reduzir o poder soviético em sua terra. Queriam liberdade de imprensa e de expressão. Como em Budapest, a alegria durou pouco – até a chegada das tropas blindadas soviéticas. Depois da matança de sempre, Moscou se satisfez, garroteando ainda mais o sofrido povo tcheco, que só vislumbrou a liberdade com o fim da tirania internacional soviética. Enquanto isso, os filhinhos de papai parisienses, entediados, lutavam pela liberdade de se drogar, roubar, destruir, vandalizar e vagabundear. Em 1989, finalmente, veio a mãe de todas as Primaveras (na verdade, no outono). Os alemães orientais, fartos da ditadura comunista, literalmente derrubaram o trágico Muro de Berlim que circundava Berlim Ocidental e dividia um país todo. Era o símbolo maior do imperialismo soviético. Sua derrubada é considerada um marco da democracia mundial, o maior símbolo da liberdade da História, apesar de Lula ter lamentado o fato https://jornalivre.com/2016/10/17/lula-lamentou-a-queda-do-muro-de-berlim-a-embaixador-venezuelano/ , bem como o fizeram lulistas de 50 tons de vermelho: http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/aos-80-anos-um-intelectual-de-esquerda-lamenta-o-fato-de-o-brasil-nao-ser-uma-ditadura-ou-uma-coluna-de-jornal-uma-entrevista-e-a-democracia/

Sofridos – mas corajosos – povos, incluindo romenos, poloneses, os ex-iugoslavos e tantos outros, deram ao mundo uma lição de tenacidade até a sonhada liberdade vinda com a implosão da podre URSS. Contando, claro, com uma poderosa ajuda de Ronald Reagan e do Papa João Paulo II – não por acaso, polonês.

Mas nada disso adianta, quando a mente está obnubilada pelo vermelhismo demente. Isso não é assunto para Marx ou Lênin, é coisa de Freud mesmo. É inacreditável que essa espécie de MST escolar insista em pautas que morreram junto com o malfadado muro; mas apesar de todos os fatos, de toda a História, de tudo o que se sabe sobre a desgraça do comunismo, instituições como a UNE e a UBES, tentáculos obedientes do PC do B, ainda conseguem seduzir jovens com essa patacoada inacreditável.

Escolas com 2, 3 mil alunos matriculados foram invadidas (e não “ocupadas”, como eufemisticamente, ao estilo Antonio Gramsci, matraqueiam) por 20 ou 30 desordeiros, a maioria maiores em idade que nada tem de estudantes. Emblematicamente, a “assembleia nacional” que decidiu pela continuidade das criminosas invasões foi dirigida e votada por meros 600 agitadores. Inacreditável.

E ousam chamar isso de primavera. Não é e nunca será. Os europeus do leste ensinaram o que é a liberdade versus totalitarismo, o que é a luta contra a opressão, pela democracia que floresce ao sol. Esses garotos, pura massa de manobra, impedem que milhares de alunos frequentem suas escolas. Tratam o público como privado (só deles), e ainda alegam fazer isso pelo “povo”. Poloneses gargalhariam diante de tanta bobagem bolorenta.

Em suma: Os invasores de escolas públicas passaram anos ignorando o desastre lulista, e até o desmonte do Fies. De repente resolveram “defender” os frascos e comprimidos, impedindo que crianças frequentem as aulas, impedindo o Enade, prejudicando um número gigantesco de populares humildes numa ação evidentemente política orquestrada pelo P C do B e os de sempre. Até a CUT está nas escolas! Drogas, vandalismo, depredação, invasão e o assassinato de um jovem de 16 anos por outro de 17 são detalhezinhos, xapralá. Comportam-se como os mesmos soviéticos que as primaveras defenestraram. Querem “defender” as pessoas de problemas que eles mesmos criaram? Querem decidir o que é bom para os outros? Quem lhes deu procuração para isso? Quem os nomeou professores de Deus?

Pobres garotos iludidos. Aqui já fizemos nossa Primavera, e não faz tempo não; só falta prender mais alguns membros do Politburo moreno e da Stasi brazuca. Procurem outros bobos para fazer parte dessa seita ideológica. Aliás, vão estudar, que é o que vocês deviam estar fazendo e deixando os outros fazerem. Envelheçam, como pedia Nélson Rodrigues. E não imitem Lula, não se orgulhem da própria ignorância.

Ver Todos os artigos de Fernando Lopes