Jáder Vieira Ribeiro
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Segunda, 20 Junho 2011 21:41
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Jáder Vieira Ribeiro criou um novo tópico "Opção Sexual" é mesmo questão de escolha? no fórum.Olá caro companheiro(a).
Para evitar pré-julgamentos, eu não sou homofóbico. Escrevo aqui apenas reflexões que tomaram minha mente após um longo papo com uma companheira de curso (homossexual) que me questionara sobre meus preconceitos e minhas atitudes caso um de meus filhos "escolhesse" ser também.
Minha dúvida é sobre o verbo empregado. Será ele utilizado corretamente? Alguém simplesmente escolhe um ser do mesmo sexo para manter relações sexuais?
Minha resposta, baseada nos meus (não profundos) conhecimentos sobre o organismo humano, é NÃO.
A medicina prova que somos um conglomerado de células que, para sobreviver, se organiza de maneira fantástica e complexa. Tão complexa que a dor de ouvido pode ser consequência de um problema no pé (metaforicamente falando). Doenças e mais doenças existem como consequência da própria falha genética. Outras são consequências de falhas genéticas mas que só aparecem quando estimuladas pelo meio.
Sejam por meio de hormônios, vitaminas etc, nosso corpo é levado a tomar decisões que raramente são "escolhidas" pelo indivíduo. A sede. Aquela "lombriga" que aparece quando sentimos aquele cheiro gostoso de comida. Os feromônios, que são os indicadores naturais de fertilidade. A preferência por aquele pedaço de carne bem (ou mal) passada. Aquelas pessoas que adoram coisas azedas e as que não suportam. Os que amam azeitonas e o que não podem nem sentir o cheiro.
Será isso "escolha" ou será que nosso corpo já vem geneticamente preparado para aceitar/refutar os impulsos do meio em que se encontra? Será um desvio hormonal?
Como disse um outro colega homossexual: "Ah cara, desde que me conheço por gente que me sinto atraído por homens."
Será que ele teve realmente a chance de escolher?
COM_KUNENA_READMORE8 meses atrás -
Jáder Vieira Ribeiro criou um novo tópico Nice Lobão e os 50% bobalhões no fórum.E cada vez mais o novo sistema de cotas está perto de deflagrar no país uma tsunami emburrecedora, incompetente e irresponsável com o nosso futuro.
Não foco aqui entrar nas linhas legais e constitucionais do assunto, mas sim no da ética.
Antes de tudo vou contar uma pequena biografia sobre minha pessoa. Sou branco, meus pais tem empregos relativamente bons para seus respectivos graus de instrução, me criaram, apostaram em minha educação e... pagaram um ano de cursinho (R$950,00 mensais por doze meses) até que adentrei um curso em uma universidade pública.
Assim por cima, sou "dazelite", aproveitador perpétuo dos excluídos socialmente, descendente de burguês e mereço dar minha vaga ao pobre preto condenado a morrer de fome.
O outro lado da moeda é que sou afro-descendente (minha tataravó era negona "Made In Angola"), meus avós paternos colhiam arroz com as mãos, meu outro avô era um mecânico bêbado com seis filhos pra criar e minha avó era enfermeira (e estudou até a quarta série).
Agora posso até competir com o pobre preto condenado a morrer de fome pela vaguinha.
Bom... na realidade eu sou um dos piores dos 40 alunos da minha turma. O ritmo é alucinante, é pesado e o mais importante: É POR MÉRITO.
Nenhum professor olha na minha cara para dar minha nota. Eu sou apenas um número para eles. Nenhum docente aqui passa e muito menos passará um cotista sem que o indivíduo esteja atingindo as metas de aprendizado. E isso, meus senadores, deputados e presidanta, vocês não poderão burlar por outros meios de outras cotas.
Se vossas excelências autorizarem essa invasão de "costistas", não solucionarão o problema estrutural brasileiro, apenas autorizarão SERES DESPREPARADOS para adentrar num mundo cujas capacidades não lhe serão suficientes.
Vejo isso já hoje em dia, onde os cursos com menor procura (e consequente menor nota de corte) já atendem aos requisitos das cotas. Entretanto possuem os maiores índices de desistência e reprovação.
Por isso quero gritar o mais alto possível: OS COTISTAS NÃO ESTARÃO PREPARADOS PARA LIDAR COM O SISTEMA DE MÉRITOCRACIA!!! HAVERÁ UMA AVALANCHE DE DESISTÊNCIAS!!!
Por enquanto é isso, pois agora vou-me para a aula, senão perco a matéria do dia.
Um grande abraço.
Jáder
COM_KUNENA_READMORE9 meses atrás -
Jáder Vieira Ribeiro criou um novo tópico O Reno pra mim! no fórum.Em uma sala com três engenheiros, dois estagiários de engenharia e uma secretária com décadas de carreira, chegou para trabalhar uma humilde moça. Suas palavras e expressões indicavam claramente uma formação deficiente, apesar de ter em seu currículo o ensino médio completo.
Foi contratada para cuidar das viagens, e coisas relacionadas a tal serviço, de todos os funcionários, incluindo presidente e diretores. Porém não cuida das internacionais por não saber falar inglês, entre outras coisas mais.
Espera-se de tal pessoa, no mínimo, uma boa comunicação (entenda-se domínio do português), além da informática. E aí chegamos ao título deste texto. “Reno” não é uma alusão ao grande rio europeu. É a marca do carro que quase foi enviado para o diretor comercial. Reno não-sei-das-quantas 2.0. Nem um possível acento circunflexo foi dado: Renô! Sim, isso mesmo. Ela quis escrever Renault.
Ou seja, nem às propagandas da Globo lhe serviram de algo. Nem pra ela e nem “pra mim”. Aliás, este último entre aspas está certo, mas de sua boca saíam “pra mim estar ligando, marcando, pagando etc.”.
Cansado de tanta santa ignorância, Batman, tentei ser o mais educado possível e fui falar-lhe, pelo menos, sobre os erros mais gritantes. Ainda salvei as "despezas" do Pejo, ou Pejô (Peugeot), 408 2.0 com ar condicionado e teto solar, de caírem no e-mail do diretor industrial.
Em pouco tempo de conversa percebi algo muito maior. Ela me despertou a noção de brasileiro esforçado, com capacidade de aprendizado, mas que não sabe correr atrás do certo e muito menos teve acesso a tal informação.
“Pra eu fazer”? Soa velho, antigo, não é estranho? Todo mundo que conheço fala “pra mim fazer”.
Peugeot? Renault? E pq (por que, porque, por quê ou porquê?) escreve assim? Nunca vi isso!
Ela acabou aceitando as dicas e inclusive pediu por mais correções.
Interesse tem, como muitos devem ter também. Mas para ajudar todas estas pessoas “a gente precisamos estar melhorando a educação deste país”.
COM_KUNENA_READMORE11 meses atrás -
Jáder Vieira Ribeiro criou um novo tópico Médico aos 21. no fórum.Um assunto que chamou minha atenção e ganhou algumas capas ao redor do mundo foi a formatura de um jovem de apenas vinte e um anos em um curso de medicina, nos EUA.
Para quem não viu: abcnews.go.com/blogs/headlines/2012/06/m...-life-doogie-howser/
Seria possível alguém em nosso país com tal feito? A universidade aceitaria uma pessoa com tal idade?
Isso demonstra como somos um país atrasado educacionalmente.
Não julgo aqui todas as teorias psico-educacionais elaboradas, mas que nosso sistema impede até a identificação de potenciais "gênios".
Nossa escola é padronizada por idade corporal, não mental. Isso por si só já contraria o princípio da formação individual intelectual. Se a pessoa tem capacidade e facilidade de aprendizado, infelizmente ela não é elevada ao máximo, sendo obrigada a acompanhar os demais companheiros de sala.
O MEC não parece ter competência para reformar nosso sistema de ensino arcaico, pouco experimental e pouco desafiador. Não para formar um batalhão de gênios mas para respeitar a individualidade intelectual de cada ser humano e potencializar habilidades que são necessárias para nossa sociedade.
É possível sim adiantar a vida escolar de uma pessoa sem comprometer sua infância e adolescência. É tudo uma questão de potencial e estrutura didática. O método Kumon seria uma boa ilustração do que poderia ser feito para o currículo brasileiro; um lugar com um currículo mínimo em cada área onde o aluno segue seu tempo de aprendizado e o professor não é obrigado a lecionar para uma classe e sim para uma turma de interessados, independente da idade.
Gostaria de conversar mais sobre este tema com os possíveis interessados ne ideia.
Grande abraço,
Jáder
COM_KUNENA_READMORE11 meses atrás -
Jáder Vieira Ribeiro inseriu um comentário em AquabrasO interesse dessas construções eram políticos também. Só que a democracia atual precisa favorecer interesse de uma gama enorme de pessoas, enquanto no caso do Império Romano, o interesse era de um único indivíduo.1 ano atrás -
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Jáder Vieira Ribeiro criou um novo tópico UFC social no fórum.Em uma carona entre amigos conheci uma militante de um partido socialista. Em minha sede por conversa, logo lhe perguntei se ela achava viável travar a luta contra o sistema e a filiação ao partido político.
Durante a discussão percebi a diferença entre os tipos de "luta" atuais:
CONFRONTADORES DO SISTEMA: são pessoas que ainda batem de frente ao sistema capitalista. Mesmo não conseguindo fugir dele, estas pessoas ainda pregam a "resistência" e a reforma socialista.
DEFENSORES DOS OPRIMIDOS: estão sempre envolvidos em lutas sociais e acham que a mudança virá pela união e manifestação de marcha.
REMEDIADORES: são os que trabalham com caridade. Dão presentes no fim do ano, doam alimentos, roupas e etc. Não mudam as condições de vida, apenas diminuem "o sofrimento" dos mais carentes. Ao meu ver, são os piores. Não pensam que estão criando um "monstro" ao dar às pessoas coisas que ela deveriam ganhar com o trabalho.
Excluo aqui o trabalho feito às crianças pois elas merecem qualquer tentativa de bons exemplos.
TRANSFORMADORES SOCIAIS: são os que trabalham da forma mais eficaz para amenizar desigualdades, atuando direto nas fontes do problema, ou seja, no governo.
Assim como deve ser tratado todo e qualquer problema, ou seja, direto na raiz, tento aqui atrair a atenção das pessoas para que deixem de lado a parte "bonzinha" e vão logo para a parte "eficaz" do problema no Brasil. Enfrentem a burocracia necessária para botar pra fora os corruptos ou apoiem quem já está na luta.
Não tem tempo pra isso? Trabalha? Então que tal ter um plano de vida um pouco mais altruísta ao invés de planejar uma aposentadoria só de viagens e cruzeiros?
Morra feliz sabendo que ajudou a MUDAR a vida de alguém.
Eu nos meus apenas 22 anos já consegui incentivar um colega pobre a lutar por sua educação e ele me deu o abraço mais importante da minha vida até hoje: o de agradecimento por ter conseguido.
PS: não sou contra as doações mas contra quem SÓ faz isso e ainda acha que luta por um país melhor.
COM_KUNENA_READMORE1 ano atrás -
Jáder Vieira Ribeiro criou um novo tópico E as sacolinhas plásticas, hein? no fórum.Vou citar aqui o tema principal desse texto: a frase de Mohandas Karamchand Ghandi "Seja você a mudança que quer ver no mundo".
As pessoas, com todo este "redivu" nos supermercados, apontaram algumas questões interessantes. Uma é sobre a evolução da necessidade de mudar um hábito adquirido a não muito tempo. Outro é sobre o interesse financeiro nisso tudo.
Elas "vieram" para o Brasil há um tempo antes do meu. Mas se estabeleceu como uma lei de mercado. O estabelecimento que não tivesse sacolinha perderia clientes.
Elas aposentaram as sacolonas de feira das minhas avós. Feitas à mão, lindas e deixaram saudade.
Elas criaram um mundo poluído por sacolas. Se futilizaram. Começaram a ser abandonadas nas ruas. Carregam nosso lixo e ainda assim se dizem indispensáveis.
Eu, nascido em 1989, já me dei por gente no meio das sacolinhas e vivi o "boom" das mesmas. Pra tudo era uma sacolinha. De vários tamanhos, cores, cheiros e necessidades. Algumas lojas apostam até na personalizada. Não sei o que é o mundo sem elas, mas quando estou de mochila, não penso duas vezes; nego a bem maldita da coisa.
Mas pergunto: como nos dispúnhamos do lixo domiciliar antes delas?
Alguém que lembra, por favor nos ensine! Alguém que lembra, por favor recupere essa sabedoria perdida por anos de ditadura plástica, comercial e consumista!
Eu quero ser a mudança que desejo para meu mundo, mas mudar sem saber pra onde, é difícil!
Pessoas tão perdidas quanto eu acusam o governo de dar uma cartada a favor dos comerciantes mas não olham pra si mesmos e questionam por mudanças. As pessoas estão viciadas em sacolas. Precisam de uma luz interior para dar este pequeno passo rumo a uma sociedade um pouco mais limpa.
Um abraço de um homem desesperado!
COM_KUNENA_READMORE1 ano atrás -
Jáder Vieira Ribeiro criou um novo tópico Os livros "sagrados" e a confiança nos homens. no fórum.Somos avançados? Nossa espécie merece se autointitular "sapiens sapiens"?
Pois bem. Apesar de toda essa evolução tecnológica alcançada por muitos, a evolução espiritual parece que caminha a passos bem pequenos, já que uma coisa que o ser humano não abre mão é a frase "respeite minha religião".Não falo aqui do espírito no sentido dos seguidores do Allan, mas das convicções religiosas em geral.
Você crê em alguém que chegar falando sobre uma religião X no meio da rua enquanto você está apressado para o Happy Hour ou algo assim? Você se abre com os TJ´s (Testemunhas de Jeová) nas manhãs de sábado ou domingo quando o que você mais quer é continuar dormindo ou começar bem o seu dia?
Então porque crê num livro escrito (sejá a Torá, o Corão, a Bíblia e demais perdidos aí no mundo) que deve ter sido modificado por incontáveis pessoas que você não conhece, em épocas muito diferentes da sua, com interesses sórdidos ou até ultrapassados?
Uma das respostas mais simples é a que nos apegamos pois precisamos "do sagrado" em nossa vidas. Precisamos cultuar algo. Outra é a "busca pela explicação da "verdade".
Qualquer que seja a crença, você já se perguntou se isso ainda e bom pra você ou a tradição familiar é tão importante que acaba por impedir que quebre os laços criados?
Felizmente questionei e vi que a Bíblia (no meu caso) era cheia de contradições e não me satisfazia como pessoa. Isso é um bom sinal. Meus problemas espirituais já são mais complexos que os dos meus antepassados. Não se contentam com palavras bonitas, rebuscadas e de origem desconhecida.
Ainda assim me julgo muito humano, ético e quero o bem das pessoas ao meu redor. Não é isso a essência da maioria das religiões? Posso comer presunto, não preciso usar vestes tradicionais, fazer jejum, usar meu sábado ou domingo sem dedica-lo a algo que desconheço.
Para finalizar, digo: "Se você não confia nas pessoas desconhecidas ao teu redor, então desconfie das obras de desconhecidos também."
COM_KUNENA_READMORE1 ano atrás -
Jáder Vieira Ribeiro criou um novo tópico As estrelas da noite. no fórum.Uma bela noite, em devaneios existenciais, retomei um dos meus "aprendizados" da escola: as estrelas e a poluição.
Minha única certeza é que cursava entre 3a e 7a série do ensino fundamental.
"Aprendi" que a poluição nas cidades atrapalhava a visão das estrelas, então esse era o motivo de eu não poder apreciá-las assim como os antepassados o fizeram.
Maaaas, cientificamente isso é um absurdo tal qual 1+1=3.
Onde já se viu (ou não viu) uma camada de poeira tão imensa a ponto de impedir a passagem de luz?
Ninguém questionou a retração da pupila causada pelas luzes urbanas?
Quero mostrar aqui a incapacidade dos meus "educadores" em realmente PENSAR sobre aquilo que me era passado. Sobre o que eles reproduziam por simples interesse financeiro, enganando meus pais, que pagavam por uma "educação de qualidade".
Em outra ocasião eu, aos 13 anos, questionei à professora sobre uma fórmula matemática de diagonais de polígonos. Sua resposta foi algo do tipo: "Não sei, mas é assim."
Incrivelmente eu descobri sozinho (e por simples observação do fenômeno). Me achei um gênio. Mas hoje vejo que a professora era apenas uma "reprodutora". Um disco ou CD que repete tudo do mesmo jeito para não colocar em risco sua sobrevivência, seu ganha-pão.
Vendo isso percebo o quanto somos "pocotós". Muitos encaram a vida como sobrevivência a todo custo, não importando o que se passa no âmbito intelectual. Não culpo minha professora por não saber a resposta, mas por não se "arriscar" em questionar. Ter uma resposta pronta, sem PENSAR.
Eu sei que divulgar isso no Café Brasil em nada vai mudar, mas vejo uma oportunidade de treinar meu discurso-pensamento enquanto não entro em uma sala de aula.
Muito obrigado.
COM_KUNENA_READMORE1 ano atrás -
Jáder Vieira Ribeiro inseriu um comentário em A mão peludaApesar de todo o bafafá em torno desta decisão, infelizmente vejo todo esse joguinho como uma fachada. Uma fachada do controle que já existe nos meios de comunicação. Muitas das emissoras por aí não se dão ao trabalho de investigar e até chegam a não mostrar (entenda encobrir) muitas falcatruas, "crises" e outras coisas mais que nós, brasileiros bem longe de Brasília, deveríamos saber. Esta tentativa só seria a gota d'água para nos privar de vez da "liberdade" que nos é concedida. PS: SE algumas dessas mídias noticiarem algo sobre isso, aposto que ainda se vangloriarão de ter defendido a mesma liberdade que elas nos tiram com acordos que fogem à nossa alçada.1 ano atrás -
Jáder Vieira Ribeiro inseriu um comentário em Sem desculpasPoxa, Luciano, tive um problema igualzinho e, acredite, eu mal trabalhava. Eu era de uma empresa júnior (onde os alunos trabalham voluntariamente e autogerem a mesma) e em um dos projetos, gerentes da gigante do petróleo brasileira tiveram dificuldade de cumprir um contrato. E o pior de tudo, vieram chorando para não pagar uma multa de míseros R$800,00 por uma falha por eles causada. Descobri então que não importa a empresa, a maioria tem dificuldade em honrar a palavra ou o contrato assinado. Tem dificuldades de cumprir regras e prazos.1 ano atrás -
Jáder Vieira Ribeiro criou um novo tópico O que o ladrão quer. no fórum.Apesar da "ocupação" da Rocinha ser um assunto de páginas policias, abordo aqui uma reflexão surgida ao ver as imagens da casa humilde dos chefes do tráfico. O que o ladrão quer?
Mesmo com todo o estilo de vida diferente da grande parcela da população; do contato muito mais próximo com a morte, corrupção, drogas e até a própria "política" da favela, quem observou atentamente os detalhes viu alguém que prezava por um lar bem cuidado, com luxos, tecnologia e requinte.
Um aquário de porte considerável demonstra uma pessoa que pensa em cuidar de algo "insignificante" por simples prazer. A piscina era de se esperar de alguém que tem espaço e dinheiro. Mas aí vem a reflexão. O traficante só quer um lugar pra chamar de lar.
Ele também não gosta de lugares mal cuidados e, na primeira oportunidade, se livrou de um trauma de infância, a carência de tudo.
O quarto do filho do traficante Peixe é digno de um bebê paparicado e muito querido pelos pais. Não me impressiona que uma pessoa nascida no meio de tanta violência e pobreza queira ver sua prole em melhores condições.
Então fica fácil observar que, não importa a origem, o que as pessoas querem é dignidade. O que muda na vida de cada um são os meios buscados para alcançá-la.
Ele, o ladrão, traficante ou qualquer outro que busca o bem material, por incrível que pareça, é vítima de um Estado que não lhe deu condição de escolha sobre qual caminho seguir e nem deu suporte para correr atrás de seu sonho. Muitas vezes ele mal teve oportunidade de sonhar.
Sugiro aos leitores que, ao lidar com o assunto "criminalidade", pensem que somos vítimas e causadores do fenômeno.
Não estou generalizando, pois sabemos que existem pessoas que escolhem este mesmo caminho dado seu rápido retorno de investimento, mas estou defendendo que devemos enxergar neles pessoas como outras quaisquer.
Um grande abraço.
P.S.: para quem não viu: noticias.r7.com/rio-de-janeiro/fotos/roc...111113-15.html#fotos
COM_KUNENA_READMORE2 anos atrás -