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Vera Lucia

Vera Lucia

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    Sábado, 03 Março 2012 18:39
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  • Vera Lucia criou um novo tópico imprensa no fórum.
    A RESPONSABILIDADE SOCIAL DO JORNALISTA
    A função do jornalista está diretamente relacionada ao tipo de sociedade que queremos ter .
    Recentemente estava lendo um jornal de grande circulação em São Paulo e levei um susto ao me deparar com a utilização do termo mala como uma chatice para identificar alguém. Não mala, no termo exato da palavra, mas na conotação que ele assumiu quando quer se referir a um chato de galocha, o mesmo que dizer que o sujeito é chato com x de tão chato que ele é.
    Tive a nítida sensação de estar envelhecendo, uma vez que acredito na responsabilidade social do jornalista. Não acredito que jornal seja local para palavras desse tipo, para gírias ou palavras de baixo calão.
    Sou tão pré-histórica que acredito que o jornalista tenha uma função de transformação, e nesse momento de contribuir para o que mais a população necessita que é a educação. Já ouvi coleguinhas se perguntando, quando esse tema vem a tona, se jornalismo serve para educar ou informar?
    Tem gente que para responder essa questão relaciona notícias sobre concursos, vestibulares e pesquisas da área. Mas eu iria mais além, pensando de fato qual a função do jornalismo e do jornalista?
    A atuação da mídia pode ser um instrumento educativo para benefício da sociedade por meio das diversas abordagens elaboradas pelos jornalistas. Isso ocorre, principalmente, em matérias que utilizam do aprofundamento em vez da simples atitude de informar.
    Informar necessariamente tem que ter um papel transformador, de crescimento intelectual das populações das diversas comunidades, lembrando que a educação não é algo que está presente somente nas escolas. Se as matérias dessas editorias são boas, então também podemos aprender com elas.

    Na verdade, na prática percebemos que o papel educativo do jornalismo (ainda) não se realiza nem dentro nem fora das editorias dos principais jornais, por falta de preparo dos profissionais envolvidos.

    Contudo, em alguns veículos essa situação distorcida parece caminhar para uma mudança. Temos a conscientização de alguns profissionais sobre nossa responsabilidade no processo de informação e transformação do meio onde atuamos, na sociedade como um todo.
    Além de educar, a função do jornalismo é trazer à tona aquilo que norteia este mundo como função social. Se tal visão fosse estimulada com afinco pelas faculdades de jornalismo, mais profissionais bem preparados para discutir tais questões estariam no mercado, proporcionando uma melhor apuração.
    Na verdade, a função do jornalista está diretamente relacionada ao tipo de sociedade que queremos ter . Podemos escolher entre ser um instrumento de transformação e esclarecimento do satus quo ou um instrumento de reprodução do status quo. O jornalismo é função e o jornal uma ferramenta necessária para que essa função seja exercida, O interessante seria discutir a função do jornalismo como instrumento de inserção universal, munido de instantaneidade e atualidade.
    É imprescindível o papel do jornalista como protagonista, fiel aos fatos, consciente do seu poder, e munido de ética cidadã no uso de suas prerrogativas para informar, mas também é necessário um verdadeiro compromisso com a educação e melhoria da sociedade como um todo.
    Se ao jornalismo é avocado o título de quarto poder, deve este, portanto, usar essa força dentro de uma função social, partícipe do interesse público, e não mero perseguidor do interesse do público, balizado pelo ideal da coletividade, e não pelo anseio da massa. E para o exercício de suas funções, deve ser profundo conhecedor da realidade social onde está inserido e atuando.
    A função do jornalismo é ser ferramenta de transformação social, ciente dos interesses particulares e responsavelmente participante dos interesses da sociedade.
    E neste momento todos concluímos que não há nada mais importante para o jornalismo do que avocar para si como função social a contribuição para uma melhoria no processo educacional do País como um todo.
    COM_KUNENA_READMORE
    1 ano atrás
  • Vera Lucia criou um novo tópico Assessoria de imprensa ou do cliente? no fórum.
    Muito se tem falado nos últimos tempos sobre o crescimento de uma atividade empresarial denominada assessoria de imprensa. Fala-se muito sobre números, mercado, clientes, mas na prática, pouco se tem falado sobre profissionalização, senso de responsabilidade e ética.

    Didaticamente, se nos reportarmos à origem da expressão encontraremos o primeiro conflito de interesses. O termo usado é assessoria de imprensa. Semanticamente, devemos entender que a atividade teria como pressuposto básico um atendimento e uma assessoria ou facilidade para a imprensa, ou seja, para os jornalistas que estão do outro lado das redações, aqueles que editam e fazem acontecer as pautas e reportagens com os seus respectivos textos no dia-a-dia das redações, só que, na prática, o que mais os jornalistas tem visto é uma assessoria do cliente.

    É inegável que uma assessoria de imprensa bem feita, seja ligada ao governo, a iniciativa privada ou a um grupo de empresários em torno de uma entidade de classe pode gerar boas matérias para os profissionais da imprensa e, mais ainda, agregar informações de uma maneira sistematizada e organizada com vistas a facilitar um bom trabalho de apuração e cobertura por parte de jornais, revistas segmentadas ou não e até mesmo veículos televisivos ou radiofônicos.

    O fato é que o crescimento desse mercado não foi acompanhado por um paralelo crescimento da formação dos profissionais envolvidos na área, salvo raras e honrosas exceções. Então, o que se verifica hoje no mercado é uma necessidade cada vez maior por parte das empresas formatarem a sua imagem ou até mesmo apresentarem seus novos produtos, exportações, ampliação, investimentos, novos planos de qualidade através de um trabalho organizado de fazer chegar essas notícias às redações. De outro lado,verifica-se um número cada vez menor de profissionais que estejam consoantes com essa nova realidade jornalística do País.

    Os jornalistas da grande imprensa estão fartos de receberem telefonemas de estagiários ou recem-formados em horário de fechamento, ou ainda informações fragmentadas que pouco ou quase nada tem a ver com as suas editorias respectivas. Para um número pequeno de pautas recheadas com números, informações consistentes e dados interessantes, verifica-se um sem número de releases recheados de adjetivos e qualificações mais adequados a uma agência de propaganda do que a um trabalho sistemático de uma assessoria de imprensa. E, não raras vezes o mesmo texto que é enviado à revista Claudia, pode ser remetido ainda para a revista Minérios ou Brasil Mineral. Profissionais da área concluem que as mesmas pesquisas que apontam para o crescimento desse mercado indicam a necessidade de um aprofundamento maior dos profissionais envolvidos.
    Formação em jornalismo, cursos profissionalizantes, workshops, leitura, participação em feiras, congressos e, mais do que tudo, respeito aos jornalistas e às características específicas dos seus veículos de atuação são ingredientes indispensáveis para o bom desempenho da função.

    Da mesma forma que uma cirurgia não pode ser realizada por um historiador, assessoria de imprensa é tarefa do ofício de jornalismo. Os clientes estarão bem atendidos com o respeito que a sua assessoria de imprensa suscitar dentro dos jornalistas envolvidos nas redações. Respeito esse que só poderá ser obtido através de uma postura ética e responsável perante aos veículos onde for oportuno a publicação das notícias dos seus clientes. Uma assessoria de imprensa só pode ser considerada eficaz e gerando bons resultados se levar em conta a equação cliente x jornalista, sabendo se posicionar levando informações que possam atender à formação da imagem do seu cliente, mas, antes de tudo, possa ter pertinência e atender ao interesse das pautas dos jornalistas.

    Resolver essa questão requer prática, habilidade, conhecimento e, acima de tudo, inteligência. Com esses requisitos acreditamos que qualquer assessoria de imprensa possa equacionar a questão inicial desse artigo, ou seja, ser uma assessoria de imprensa e do cliente, fazendo que com os interesses de um possam ajudar a atender às necessidades do outro.

    *Vera Lucia Rodrigues é mestre em jornalismo pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade São Paulo e diretora da Vervi Assessoria e Comunicações
    COM_KUNENA_READMORE
    1 ano atrás
  • Vera Lucia criou um novo tópico Para que serve assessoria de imprensa? no fórum.
    Para que serve assessoria de imprensa? O que pode ser transformado em notícia?

    Como posso me beneficiar ou beneficiar a minha empresa com uma ação organizada junto aos formadores de opinião?

    Essas e outras questões semelhantes serão tratadas nesse espaço e quem quiser interagir, questionando ou debatendo temas semelhantes será muito bem vindo.

    Após 30 anos de exercício na área de assessoria de imprensa e 33 anos de exercício de jornalismo creio poder compartilhar informações a respeito dos temas, levantando questões inclusive que podem servir de reflexão não só sobre o exercício da profissão como o próprio desdobramento da atividade e o que ela tem a ver com o dia a dia das pessoas.

    Há 30 anos atrás quando iniciei as atividades nessa área, dividi o meu dia-a-dia de repórter no Estadão para fornecer informações para os jornalistas que na época não contavam com muitos trabalhos organizados nessa área. Ao contrário, salvo raras e honrosas exceções, o material que recebíamos nas redações era de péssima qualidade, sem nenhum compromisso com a área de atuação de quem o recebia e por isso, na ocasião, comecei uma coleção de releases imbecis, que de tão grande, tornou-se difícil de ser mantida.

    Por essa razão a Vervi (empresa que dirijo atualmente) foi criada. A empresa nasceu com a missão de facilitar o trabalho dos jornalistas, por meio do fornecimento de sugestões de pauta e de informações e também para auxiliar empresários e dirigentes de empresas a se tornarem fontes confiáveis de informação para a imprensa.Em pouco tempo a Vervi se fortaleceu e passou a ser conhecida no mercado como uma agencia de comunicação competente e respeitável no mercado, com grande expertise no mercado industrial.

    Hoje a realidade é muito diferente. Assistimos a uma verdadeira proliferação de assessorias de imprensa. Mas a Vervi continua ocupando lugar dentro do jornalismo brasileiro e é essa expertise que eu gostaria de disponibilizar a todos, respondendo dúvidas, analisando tendências e, principalmente, sempre falando da arte de transformar empresas em notícia.

    Apenas para informação, sou formada em jornalismo pela escola de Comunicação e Artes da Universidade São paulo e mestre em Comunicação Social, com ênfase em jornalismo também pela USP. Tenho dois livros publicados pela Germinal Editora: “Dependência ou Morte” – A questão da Independência na Imprensa Brasileira e “25 anos de Assessoria de Imprensa”.

    Minha idade não vou contar
    COM_KUNENA_READMORE
    1 ano atrás
  • Luciano Pires e {target} são amigos agora
    1 ano atrás

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