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Martinha

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Luciano Pires -

Destacou-se na Jovem Guarda participando de programas musicais e de entrevistas nas mais importantes emissoras de televisão.

Seu grande sucesso foi Eu daria a minha vida, gravada em 1968, depois também gravada por Roberto Carlos, exemplo seguido por outros cantores.

Ao longo de sua carreira, iniciada em 1966 e feita no Brasil e no exterior, gravou 23 LP, que somaram três milhões de cópias vendidas. Alcançou grande êxito na América Latina com canções como “Hoy daria yo la vida”, “Llueve” e “Aquí”.

Ganhou todos os prêmios possíveis no país, e muitos outros no exterior. Como compositora, conseguiu grande êxito, tanto com cantores da Jovem Guarda como com os sertanejos.

Filha única, desde pequena cantarolava músicas que compunha. Aprendeu a tocar piano aos cinco anos de idade. Era filha de Dª Ruth, a famosa Candinha, que assinava a coluna “Mexericos da Candinha”, na fase áurea da Revista do Rádio, editada pelo jornalista Anselmo Domingos desde 1948 até o final da década de 1960.

Iniciou a carreira em 1966, participando do movimento da Jovem Guarda, sendo anunciada carinhosamente por Roberto Carlos, nas apresentações do programa, como “Queijinho de Minas”.

Seu primeiro sucesso foi a composição, de sua própria autoria, “Eu te amo mesmo assim”, gravada no mesmo ano, num compacto simples, que trazia, ainda, a música “Quem disse adeus agora fui eu”.

Em 1967 teve a composição “Só sonho quando penso que você sente o que eu sinto”, gravada por Erasmo Carlos na RGE. No mesmo ano, lançou seu segundo compacto com as músicas “Barra limpa” e “Não brinque assim”, pela Rozenblit. Em 1968, obteve seu maior sucesso com a canção “Eu daria a minha vida”, de sua autoria, gravada por ela, inicialmente, e, depois, por outros artistas. Teve também composições gravadas por Roberto Carlos.

Como cantora conheceu grande êxito com a interpretação de “Última canção”, de Roberto Carlos. Com o declínio da Jovem Guarda, assim como Roberto Carlos, passou a utilizar em seu repertório músicas românticas.

Ao longo da década de 1970 participou de festivais internacionais em vários países da América Latina. Dessa nova fase de sua carreira destacam-se as canções “Vai ser assim”, de sua autoria e lançada em 1970, e “Pouco a pouco”, em parceria com César Augusto, sucesso de 1983.

Em 1985 teve a composição “Vem provar de mim”, em parceria com Cesar Augusto, gravada por Chitãozinho e Xororó. No ano seguinte, a mesma dupla gravou “Queixas”, outra de suas parcerias com César Augusto.

Como compositora teve músicas gravadas por intérpretes como Angela Maria, Moacyr Franco, Wanderley Cardoso, Perla, Leno, Paulo Sérgio e Ronnie Von. Ao longo da década de 1990, passou a compor para duplas sertanejas como Leandro e Leonardo e Chitãozinho e Xororó. Em 1992, Chitãozinho e Xororó gravaram “Nossa história”. No início dos anos 2000, passou a viver numa granja, na região da grande São Paulo, tendo dois filhos já maiores de idade.

Em 2005, participou de diversos eventos e shows comemorativos dos 40 anos da Jovem Guarda, o projeto “Festa de arromba- 40 anos da Jovem Guarda”, apresentado durante todo o mês de agosto, noTeatro II do CCBB (Centro Cultural do Banco do Brasil), no Rio de Janeiro, passando também por Brasília e São Paulo, no qual fez dupla com Wanderley Cardoso, em temporada de 3 dias, alternada com outros expoentes da Jovem Guarda, que também se apresentaram em duplas, como Jerry Adriani e Waldirene, Golden Boys e Vanusa, Wanderléa e Erasmo Carlos. Com agenda lotada, a cantora participou de gravações, shows e programas comemorativos por todo o Brasil.

Em 2010, apresentou-se ao lado de Roberto Carlos no show do cantor “Emoções Sertanejas”, projeto que será convertido em DVD, cantando a música Alô, de autoria dele. O espetáculo foi exibido como Especial da TV Globo.

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