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Maria do Céu

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Luciano Pires -

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Nasci no Rio e meu primeiro instrumento musical foi o piano aos 5 anos de idade. Aos 7 entrei para Iniciação Musical na Escola Nacional de Música. Até os 13 mantive os estudos regulares de repertório exclusivamente erudito. Nessa época minha família e eu morávamos numa casa no Jardim Botânico e tínhamos um cachorro que escapulia do quintal e da vigilância e vinha deitar do lado esquerdo do piano logo que ouvia o som do piano quando eu começava a estudar. Era a minha platéia.

Meu pai e alguns patrícios, que tocavam algum instrumento, se reuniam lá em casa e faziam um som da terra deles – Portugal – e eu tocava triângulo. Mas eu gostava mais quando ele, sozinho, dedilhava fados no violão ou na guitarra portuguesa e aquele som que tirava nos dedilhados me fazia sentir saudade de alguma coisa… e acho que foi isso que acabou me aproximando do violão. Experimentei alguns acordes que ele me ensinou, aproveitei que meu irmão já fazia aulas de violão e tinha um caderno com aqueles desenhozinhos das posições e fui achando os acordes para as músicas que eu gostava de cantar. E o piano ….bem, só fui voltar a tocar nas aulas de Teclado na Faculdade, quando já fazia o curso de Bacharelado em Violão. Isso depois de ter me formado em Psicologia na UFRJ em 1981 e descoberto que o meu negócio era Música mesmo.

Entrei para a Escola de Música Villa-Lobos para estudar Violão Clássico em 1982. Durante esse ano também tive aulas com Odair Assad que conheci em Volta Redonda quando o Duo Assad fez uma apresentação. Nessa época eu morava lá e passava os fins de semana no Rio. Tinha aula na EMVL na segunda-feira e na terça de manhã eu ía para Campo Grande (zona oeste do Rio) ter aula com Odair e de lá seguia para a rodoviária para pegar o ônibus para Volta Redonda. Fiz o vestibular e passei nas duas faculdades federais de Música – optei pela UNIRIO. Completei o Bacharelado em Violão na classe de Turíbio Santos em 1988.

A carreira profissional começou em 1984 com a Orquestra de Violões do Rio de Janeiro (inicialmente com os 26 alunos de Violão das duas faculdades e no final com 12, já formados). Em 1986 o Turíbio me chamou junto com mais 3 violonistas para, com ele, participar da abertura do FREE JAZZ FESTIVAL de São Paulo, no “Tributo a Villa-Lobos” e fizemos ainda mais algumas outras apresentações. Durante esse ano também fui estagiar no Museu Villa-Lobos trabalhando na catalogação das obras do compositor e, na Faculdade, um grupo de 8 alunas de vários instrumentos formamos um grupo para apresentar músicas de Chiquinha Gonzaga com nossos arranjos.

Em 1987 a violonista Raquel Ramalhete, que eu não conhecia, me telefonou propondo formarmos um grupo de Choro só de mulheres. Mas eu nunca tinha tocado Choro, a não ser algumas músicas do João Pernambuco e aquele evento da Chiquinha… foi o que eu disse a ela – mas ela insistiu dizendo que seria bom ter uma violonista solista e que lia cifras, não teria problema ….. Fazíamos arranjos juntas, éramos 5: Raquel, eu, Monique (cavaquinho), Flávia Brito (pandeiro) e Inês Coelho (flauta) e uma das músicas da Chiquinha Gonzaga acabou por se tornar o nome do grupo: Água do Vintém. A formação variou no cavaquinho e na flauta e durou até 1992. Íamos a Pilares tocar na casa do compositor Claudionor Cruz que escrevia os arranjos de suas músicas para nós e se apresentou com a gente na ABI.

Assim comecei a conhecer e tocar Choro.

Depois do Água do Vintém passei a selecionar Choros escritos para violão e em 1995 recebi do Airton Soares algumas partituras junto com algumas fitas k7 com gravações do compositor Francisco Soares de Souza, seu tio. Ele tomou a frente na divulgação da obra do F. Soares enviando esse material para os violonistas que davam concerto no Rio ou na cidade onde ele estivesse e também para universidades, centros culturais e bibliotecas.

Assim conheci o compositor que desde então venho apresentando no meu repertório.

Ele nasceu em 1907 em Quixadá e faleceu em 1986 em Fortaleza e desde então tem permanecido no esquecimento. Foi excelente violonista e divulgador do instrumento, fundou o Clube do Violão no Ceará, entre outras coisas.

Lancei o CD CHOROS DO CEARÁ em 2000, onde gravei 12 de suas composições com Rodrigo Sebastian (baixo elétrico) e Di Lutgardes (percusssão). Com esse trabalho fui selecionada para o Programa de Bolsa Virtuose e Bolsa do RIOARTE em 2002. Cataloguei e editei todas as partituras (são 47 para violão solo e 8 para piano e canto) e escrevi uma pequena biografia. Essa pesquisa foi realizada na UNIFOR com orientação do Prof. Dr. Carlos Velásquez Rueda.

Nessa época conheci D. Núbia Soares de Souza, a viúva de F. Soares (agora com 92 anos) e suas filhas e fizemos uma amizade tão grande que me considero parte da família.

Algumas faixas desse CD também foram incluídas na coletânea em MP3 do projeto RUMOS MUSICA do Instituto Cultural Itaú e no segundo CD da AV-Rio (Associação de Violão do Rio de Janeiro).

Atualmente estou lançando o CD CEARÁ DE CHORO E VALSA onde gravei 15 músicas selecionadas nessa pesquisa, com direção musical de Luiz Otávio Braga e arranjos dele, de Jayme Vignoli, Paulo Aragão, Josimar Carneiro e Nicanor Teixeira. Eles também participaram como instrumentistas junto com: André Acker (cavaquinho e produtor do CD), André Boxexa (bateria), Clarisse Magalhães (pandeiro), Fabiano Salek (percussão e bateria), Felipe Prazeres (violino), Giovana Melo (flauta), Lipe Portinho (baixo acústico), Marcelo Caldi (acordeón), Márcio Almeida (cavaquinho), Naomi Kumamoto (flauta), Rui Alvim (clarinete) e Thiago Trajano (guitarra). A idéia do Luiz Otávio foi relançar a maneira como Radamés Gnattali arranjava, escrevendo as partes de cada instrumento e incluindo instrumentos que não eram comuns nas formações de Choros.

Assim, com a contribuição de tanta gente boa, vamos abrindo espaço no cenário musical brasileiro para mais um grande violonista compositor que merece ser conhecido e admirado no nosso país.

http://www.mariadoceu.com/


Maria do Céu