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Jacques Romain Georges Brel (Schaerbeek, 8 de Abril de 1929 – Bobigny, 9 de Outubro de 1978) foi um autor de canções, compositor e cantor belga francófono.

Esteve ainda ligado ao cinema de língua francesa. Tornou-se internacionalmente conhecido pela música Ne me quitte pas, intepretada e composta por ele.

Jacques Brel nasceu em 8 de Abril de 1929 no n.º 138 da avenue du Diamant em Schaerbeek, comuna de Bruxelas (Bélgica), de pai flamengo mas francófono e de mãe de sangue francês e italiano.

Ainda que em casa se falasse o francês, os Brel eram de ascendência flamenga, com uma parte da família originária de Zandvoorde, perto de Ieper. O pai de Brel era sócio de uma cartonaria e este estaria supostamente destinado a trabalhar na empresa da família.

A seguir à escola primária, onde entrou em 1935, frequentou o Colégio Saint-Louis, a partir de 1941. Aluno pouco brilhante, é neste colégio que Brel começa a mostrar interesse pelas artes: em 1944, aos 15 anos, colabora na criação do grupo de teatro, actua em várias peças, escreve três pequenas histórias e interpreta ao piano alguns improvisos para poemas que ele próprio escreveu.

Em 1946 adere a uma organização de solidariedade católica, a Franche Cordée, de ajuda aos doentes, pobres, órfãos e velhos. É aqui, e não no seu ambiente familiar ou escolar, que se inicia a sua formação cultural.

Entre as atividades desta organização contava-se a realização de recitais onde Brel se iniciou nas apresentações públicas, acompanhando-se a si próprio à violão. É aqui que conhece Thérèse Michielsen (“Miche”) com quem se vem a casar em 1950.

No início dos anos 50, não se entusiasmando pelo trabalho na fábrica de cartão do pai (dizia-se “encartonado” neste trabalho), continua a escrever canções, que vai mostrando aos amigos e cantando pelos bares de Bruxelas sempre que se proporciona.

A pequena mas sólida fama na sua terra natal proporciona-lhe a gravação em 1953, do primeiro single, um 78 rpm, contendo as canções “Il y a” e “La foire”.

Persistente na sua ideia de fazer carreira com as suas canções, Brel deixa o emprego, a família, a sociedade burguesa de Bruxelas (que ele viria a retratar em “Les Bourgeois”) e vai tentar a sorte na capital francesa, onde consegue ao fim de algum tempo ser ouvido pelo descobridor de talentos Jacques Canetti.

Apresneta-se no célebre cabaré parisiense Les Trois Baudets, do próprio Canneti, onde pouco tempo antes havia actuado em grande estilo Georges Brassens. Em 1959 é vedete no Bobino em Paris e canta em Bruxelas no “L’Ancienne Belgique” com Charles Aznavour.

O ritmo de espectáculos anuais continua intenso, chegando a ultrapassar 365 num único ano.

Em 1966 anuncia que irá deixar de atuar em público como cantor. Seguem-se vários espectáculos de despedida principalmente em Paris (Olympia) e em Bruxelas (Palais des Beaux-Arts).

Apesar da insistência dos seus amigos, Brel não muda de ideias e, em 16 de Maio de 1967 dá-se a sua última atuação ao vivo em Roubaix.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Jacques_Brel

http://va.mu/Tcdg – biografia

http://www.lastfm.com.br/music/Jacques+Brel

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