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Interpretações do Brasil X – As escolhas públicas e as instituições como pano de fundo
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Interpretações do Brasil X As escolhas públicas e as instituições como pano de fundo “Bons jogos dependem mais de boas regras do que de bons jogadores.” James Buchanan  Considerações iniciais A ...

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A minha experiência no ano passado mostrou que a história de viver cada dia como se fosse o último é uma baboseira. Aprendi que eu não preciso ter planos mirabolantes para ter uma vida digna, ...

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A tragédia do edifício que pegou fogo e desabou no Largo do Paissandu, em São Paulo, desvendou mais um bem bolado golpe; e golpe, novamente, travestido de “movimento social”: A máfia das invasões ...

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Cafezinho 74 – O valor subjetivo
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Cafezinho 73 – Estupidez Coletiva
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Xerxesando

Xerxesando

Luciano Pires -

XERXESANDO

Estou relendo um livro precioso. Chama-se Ética & Negócios e foi escrito por Julio Lobos. É uma publicação independente, não está à venda em livrarias. Foi publicado em 2003 e nunca esteve tão atual. Julio trata de ética no ambiente empresarial, numa linguagem simples e objetiva. É uma delícia. Lá pelas tantas, encontro uma história saborosa. No ano 480 a.C., o rei persa Xerxes, após ser derrotado pelos gregos, foge em seu navio abarrotado de cortesãos, para a Turquia. No meio do caminho, com o navio açoitado por fortes ventos, o rei ouve o comandante alertar que o peso está excessivo e podem naufragar a qualquer momento. O comandante lança, então, um olhar significativo em direção à comitiva real. O rei entende o recado e faz um discurso:


– Homens da Pérsia, eis o momento de demonstrar o quanto amam o seu rei. Pois é de vocês, ao que tudo indica, que depende a sorte dele.


Um a um, os cortesãos atiram-se ao mar, aliviando o peso do navio, que chega com segurança ao destino. Em terra firme, o rei, satisfeito e já com a cara cheia de vinho, premia o comandante com uma coroa de ouro. Ele salvara a vida do rei! Em seguida Xerxes manda decapitar o comandante, por ter provocado a morte de muitos súditos.


Julio Lobos comenta a história: “Ao sugerir veladamente o sacrifício dos cortesãos, o comandante afasta-se do código ancestral dos humanos, que manda: ´não matarás´. Xerxes é conivente. Mas também é rei – precisa se conservar inocente. Após concordar com a imolação dos cortesãos, joga a culpa no comandante – ´Não falou claramente´; ´Fui usado´; ´Ignorava as conseqüências´… E assim premia-o primeiro por honrar o direito divino – proteger o rei, que é um deus -, e depois o pune por ter induzido a ele, Xerxes, um mero mortal, a desrespeitar o direito humano à vida. Finalmente, deita-se a desfrutar tranqüilamente o sono dos justos.” 


Xerxes, dois mil e quinhentos anos atrás…


Enquanto lia a história, um filme passava na minha cabeça. Nele, eu via personagens muito conhecidos, que freqüentam nossas televisões, jornais e revistas diariamente. Todos vestidos de Xerxes. E outros com a roupa do comandante… Quantas histórias semelhantes você consegue encontrar no nosso Brasil varonil de hoje, hein? Quantos Xerxes conseguiria apontar? E quantos comandantes? Estou me mordendo aqui para não começar a listar os nomes… Se o fizer, as patrulhas e os ideologicamente estressados dirão que sou preconceituoso, que sou de direita ou de esquerda, que sou da elite ou que sou comunista… Então deixo pra você fazê-lo, vamos lá. Releia a historinha e me aponte um Xerxes na política nacional. E outro no futebol. Mais um na justiça. E outro na segurança pública. Um na empresa onde você trabalha! Quem sabe você não é um Xerxes? Talvez não. Pra ser um Xerxes, tem de ter poder, coisa que nem todos têm.


Pois estou tentado a criar o verbo “xerxesar”.


Eu xerxeso, tu xerxesas, ele xerxesa.


Nós xerxesamos, vós xerxesais, eles xerxesam…


Eu xerxesei, tu xerxesaste, ele xerxesou.


Nós xerxesamos, vós xerxesastes, ele xerxesou. 


Que ótimo!



O xerxesador usa seu poder para jogar a responsabilidade nos ombros de um subalterno, que vai arcar com as conseqüências enquanto ele afirma: “eu não sabia de nada”…


Êpa!