Artigos Café Brasil
Silvio Santos, Zé Celso e o Oficina
Silvio Santos, Zé Celso e o Oficina
Uma reunião para ser objeto de estudo em qualquer aula ...

Ver mais

#TransgressaoEhIsso
#TransgressaoEhIsso
Transgredir é muito mais que pintar o rosto, urinar na ...

Ver mais

Vem aí o Cafezinho
Vem aí o Cafezinho
Nasce nesta segunda, 4/9 o CAFEZINHO, podcast ...

Ver mais

Educação adulta
Educação adulta
Preocupados demais com a educação de nossos filhos, ...

Ver mais

588 – Escola Sem Partido
588 – Escola Sem Partido
Poucos temas têm despertado tantas paixões como a ...

Ver mais

587 – Podres de Mimados
587 – Podres de Mimados
Você já reparou como estão mudando os padrões morais, ...

Ver mais

586 – LiderCast 7
586 – LiderCast 7
E o LíderCast vai para a sétima temporada! No programa ...

Ver mais

585 – Tolerância e relativismo
585 – Tolerância e relativismo
Quando aceitamos o relativismo, cada pessoa tem direito ...

Ver mais

LíderCast 087 – Ricardo Camps
LíderCast 087 – Ricardo Camps
Ricardo Camps, empreendedor e fundador do Tocalivros, ...

Ver mais

LíderCast 086 – Gustavo Succi
LíderCast 086 – Gustavo Succi
Gustavo Succi, é especialista em empreendedorismo na ...

Ver mais

LíderCast 085 William Polis
LíderCast 085 William Polis
William é um daqueles empreendedores que a gente gosta: ...

Ver mais

LíderCast 084 Rodrigo Azevedo
LíderCast 084 Rodrigo Azevedo
LiderCast 084 – Rodrigo Azevedo – Rodrigo Azevedo é ...

Ver mais

Confraria Café Brasil
Confraria Café Brasil
A Confraria Café Brasil nasceu para conectar pessoas ...

Ver mais

Videocast Nakata T02 10
Videocast Nakata T02 10
Videocast Nakata Temporada 02 Episódio 10 - Hábitos ...

Ver mais

Videocast Nakata – T02 09
Videocast Nakata – T02 09
Videocast Nakata - Temporada 02 Episódio 09 Quando ...

Ver mais

Videocast Nakata T02 08
Videocast Nakata T02 08
Videocast Nakata Temporada 02 Episódio 08 Já falei ...

Ver mais

O exercício da perda
Tom Coelho
Sete Vidas
“Enquanto o poço não seca, não sabemos dar valor à água.” (Thomas Fuller)   Um dia você depara com a logomarca da empresa em que trabalha estampada numa página de revista, numa folha de ...

Ver mais

A história secreta da criatividade
Luiz Alberto Machado
Iscas Econômicas
A história secreta da criatividade  Leitura com elevada agregação de conhecimento “Montar uma organização criativa é difícil, mas mantê-la criativa é muito mais. Por quê? Porque todo paradigma ...

Ver mais

Sobre uma incrível oportunidade que perdi na vida
Mauro Segura
Transformação
Nem sempre é fácil avaliarmos as oportunidades que a vida coloca diante de nós, principalmente quando somos muito jovens. Essa é uma história que nunca contei para ninguém, diz respeito a uma ...

Ver mais

Aplicando 5S na vida pessoal
Tom Coelho
Sete Vidas
“Com organização e tempo, acha-se o segredo de fazer tudo, e fazer bem-feito.” (Pitágoras)   Em Administração, utilizamos um expediente importado lá do Oriente, mais precisamente do Japão ...

Ver mais

Cafezinho 21 – Perguntas difíceis
Cafezinho 21 – Perguntas difíceis
Por isso meu conselho é: siga quem faz perguntas ...

Ver mais

Cafezinho 20 – A professora
Cafezinho 20 – A professora
imagine se milhares, milhões de brasileiros pensassem ...

Ver mais

Cafezinho 19 – Mia Couto
Cafezinho 19 – Mia Couto
Mia Couto fala de umas coisas que têm sido esquecidas: ...

Ver mais

Cafezinho 18 – Indicativa x Impositiva
Cafezinho 18 – Indicativa x Impositiva
Indicativa x impositiva. Uma palavrinha muda tudo...

Ver mais

Vergonha alheia

Vergonha alheia

Luciano Pires -

Sigo com interesse o programa The Voice Brasil na Rede Globo. Programas de calouros são criação do rádio, muito anteriores ao surgimento da televisão. Existe até uma história muito saborosa envolvendo Elza Soares e Ari Barroso em 1950. Elza, com 13 anos de idade e um filho doente que viria a morrer de fome, foi como caloura ao programa que Ari apresentava na Rádio Tupi. Elza, uma menina pobre, magrinha e mal vestida, ao entrar foi recebida com uma pergunta pelo apresentador:

– De que planeta você vem, minha filha?

– Do planeta fome.

O resto é história.

Qualquer brasileiro que ouviu rádio ou assistiu televisão nos últimos 80 anos sabe o que é um programa de calouros. A pessoa acha que tem algum talento e se apresenta para um grupo de “jurados” que premiará ou punirá a performance. Não sei como era antes, mas lembro de vários programas, especialmente do Chacrinha, um dos que mais abusava dos calouros, levando pessoas sem qualquer talento para serem ridicularizadas em público. Aquilo era divertido e no meio das baixarias sempre aparecia alguém que fazia o velho guerreiro perguntar:

– Vai para o trono ou não vai?

A alma daqueles programas era a vergonha alheia que sentíamos por gente que soltava a voz desafinada em público. E quanto mais feia, mal vestida e desengonçada a pessoa, mais sucesso fazia.

A vergonha alheia é causada pelos tais neurônios-espelho, que simulam em nosso cérebro as mesmas sensações de medo, prazer, alegria e vergonha que observamos em outras pessoas. E parece haver um prazer mórbido em ver alguém passar um constrangimento. Não é que gostemos de ver, é que a situação nos traz o prazer do alívio daquele “ainda bem que não foi comigo.”

Mas os marqueteiros da mídia há muito descobriram essa fascinação mórbida e tiram todo proveito para garantir audiência. Ou as vídeo-cassetadas do Faustão são o quê? O processo de seleção de programas como Ídolos? As bebedeiras e baixarias do Big Brother Brasil? Claro, a cada demonstração de constrangimento alheio a audiência sobe…

Muito bem. Mas o The Voice Brasil é diferente. O programa é focado no mérito e não tem um processo de seleção que mostra gente ruim. Os “calouros” são de altíssima qualidade, gente que canta excepcionalmente bem. O resultado é que não existe vergonha alheia, só admiração plena e a torcida pelos melhores entre os melhores. Raul Gil tem há anos algo parecido em seu programa, mas sem a plástica, sem a audiência, sem a produção e o enredo que a Globo apresenta.

Quando termino de assistir ao The Voice Brasil, fica a sensação boa de ter visto gente competente desempenhando seu melhor. Muito melhor que sentir vergonha alheia.

Não haverá uma lição aí?

Luciano Pires