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Vaga-Lumes

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Luciano Pires -


VAGA-LUMES



Recebi muitas respostas ao texto que escrevi quando completei meus quarenta e nove anos este ano. Uma delas fez com que eu visualizasse a cena. Quem escreveu foi Ledy Buttendorf: “Você não é diferente da gente. Já completei cinqüenta e posso adiantar que não dói. Sou avó e a Júlia é uma graça. Sexta-feira, 9,30h da manhã ela chegou ao meu escritório de advogada, dia lindo, sol iluminando tudo, não deu outra: fomos pra praia brincar, pulamos amarelinha riscada com graveto na areia dura, fizemos castelo, corremos, rimos e molhamos o pé na água fria. O trabalho teve que esperar pra hoje, mas ganhei o dia. Essa é a diferença: aos cinqüenta a gente é capaz de fazer escolhas especiais…”.


Pouco tempo antes, eu tinha recebido uma outra reflexão de um amigo, que escreveu assim: “Ontem ouvi uma expressão curiosa em um programa esportivo citando que o apelido de um determinado jogador é vaga-lume, pois às vezes brilha e em outras ocasiões fica apagado.
Realmente, as exigências do meio que nos cerca são grandes e, na maior parte do tempo, temos que brilhar. Acho que o importante não é ter um brilho forte por pouco tempo, mas sim fornecer luminosidade, ainda que mais branda, porém duradoura. São pequenas realizações que não se apagam e ficam na lembrança. Cito um exemplo: semana passada tinha umas 4 horas disponíveis no sábado e resolvi compartilhar com pessoas. Assim sendo, de improviso, convidei minha filha maior e de contra peso o pequeno Mateus, filho de nossa empregada, para pescar na represa.   Comprei caniços, linha, anzóis e iscas e fomos lá pra beira do lago onde ficamos conversando  por pelo menos duas horas e não pegamos nada de peixe apesar das inúmeras tentativas. Na volta parei em uma lanchonete como fazia nos velhos tempos e fomos felizes para casa. De repente vejo o valor daquele evento tanto para um bom papo com minha filha quanto à alegria do Mateus de sair um pouco da rotina e pescar pela primeira vez. O que mais marcou aquele frio dia foi o brilho de alegria nos olhos de meus dois valiosos companheiros. Provavelmente era o reflexo das poucas horas de vaga-lume que representei para eles. Preciso praticar mais vezes”.
 


A Ledy e meu amigo fizeram papel de vaga-lumes. Aquele garoto certamente levará pela vida toda a lembrança de sua primeira pescaria. E a neta da Ledy jamais se esquecerá dos castelos feitos na areia.


Quanto vale isso?


Pois pensei em escrever este artigo como um singelo presente de Natal. Mas depois concluí que um presente melhor seria lançar uma questão…


Tá sentado? Tá sentada?


Então tó:



– Você tem sido o vaga-lume de alguém? 


Boas Festas.