Artigos Café Brasil
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Uma reunião para ser objeto de estudo em qualquer aula ...

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Transgredir é muito mais que pintar o rosto, urinar na ...

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Vem aí o Cafezinho
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Nasce nesta segunda, 4/9 o CAFEZINHO, podcast ...

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Educação adulta
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Preocupados demais com a educação de nossos filhos, ...

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590 – O que aprendi com o câncer
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589 – A cultura da reclamação
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Marcelo Ortega, palestrante na área de vendas, outro ...

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Alfredo Rocha, um dos pioneiros no segmento de ...

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Tolerância? Jura?
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Engraçada essa tal “tolerância” que pregam por aí, por dois simples motivos: 1) é de mão única e 2) pretende tolher até o pensamento do indivíduo. Exagero? Não mesmo. Antes que algum ...

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Ensaio sobre a amizade
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“A gente só conhece bem as coisas que cativou. Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm ...

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Um reino que sente orgulho de seus líderes
Luiz Alberto Machado
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Um reino que sente orgulho de seus líderes  Victoria e Abdul   Uma vez mais, num curto espaço de tempo, o cinema nos brinda com um filme baseado na história de uma destacada liderança britânica. ...

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O que aprendi com o câncer
Mauro Segura
Transformação
Esse é o texto mais importante que escrevi na vida. Na ponta da caneta havia um coração batendo forte. Todo o resto perto a importância perto do que vivemos ao longo desse ano.

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Cafezinho 27 – Planos ou esperanças
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Tem gente que, em vez de planos, só tem esperança.

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Cafezinho 26 – Brasil Futebol Clube
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Não dá para ganhar um jogo sem acreditar no time.

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O culto do sentimento destrói a capacidade de pensar e ...

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Cafezinho 24 – Não brinco mais
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Pensei em não assistir mais, até perceber que só quem ...

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Tudo É Possível

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Luciano Pires -

Recebi por e-mail o que seria a carta de despedida do jogador Zé Roberto, da seleção brasileira e do Santos, que decidiu voltar para a Alemanha. Leia uns trechos e reflita:

“Por muitos anos vivi com minha família na Alemanha e me identifiquei completamente com o país.. Minhas filhas mal falam português e são totalmente fluentes em alemão. Para voltar ao Brasil, isso pesou muito. Queria que elas se sentissem, como me sentia, brasileiro. Queria que conhecessem o meu país, que falassem a minha língua nativa, queria mostrar o lado bom do Brasil, um pouco diferente daquilo que volta e meia aparece nos noticiários da TV alemã.. A tentativa foi em vão. Todo o tempo em  que estivemos no Brasil, ainda que livres fisicamente, éramos reféns psicológicos. Assistir o noticiário televisivo alimentava ainda mais nossos medos. Por sorte, minhas filhas não entendem muito bem  o português. Se entendessem, descobririam um país em que o crime está por todos os lados: está nas escolas, está nas faculdades, está no Judiciário, está no Congresso e está até mesmo na família do presidente. Me ponho no lugar delas e penso como deve ter sido desagradável esta estadia no Brasil. O que pensavam quando dizia que era melhor não dizer às amigas que eram minhas filhas? Minhas filhas devem ter detestado o Brasil. Foi com muita alegria que receberam a notícia de que voltaríamos à Alemanha. Batalhei a vida inteira para sair da pobreza e ter sucesso profissional. Hoje, a felicidade de minha família tem como pré-requisito afastar-se do Brasil. Por isso que, ainda que com tristeza, faço o melhor para elas. Aos meus fãs, muito obrigado. Ao Brasil, boa sorte.”

Forte, né?
Zé Roberto descreve o lado negro do Brasil. O lado que não admite o sucesso. O lado da injustiça social, da impunidade, do deboche, da desonestidade,da corrupção, da violência, da desorganização.
Mas tem um detalhe. Essa carta é falsa.
Zé Roberto desmentiu oficialmente. Alguém escreveu, colocou seu nome e lançou na internet, como vem acontecendo com centenas de outros textos. E todo mundo caiu, afinal a situação era muito verossímil. Era possível.
E se amanhã aparecer uma notícia dizendo que passageiros enfurecidos esquartejaram o piloto do avião, é possível! E o que você acha de uma notícia dizendo que o Presidente da Câmara comprou um avião maior que o aerolula? É possível. E se aparecer no jornal que os traficantes do morro do Alemão, no Rio, estão usando tanques de guerra para combater a polícia, o que você achará? É possível. E se o ônibus com o time de vôlei dos Estados Unidos fosse seqüestrado pelo PCC durante o Pan? É possível. E se aquele avião da Gol foi derrubado porque dentro dele viajavam vários cientistas brasileiros que desenvolviam uma tecnologia que ameaçava interesses de grandes grupos estrangeiros? É possível. E se descobrirem que o dinheiro do Fome Zero foi desviado para as Farc, a organização terrorista da Colômbia? É possível. E se o Lula for sócio de FHC e tudo o que assistimos não passa de armação? É possível…
Pois é… O que é que esses absurdos têm a ver com a carta falsa do Zé Roberto? Simples: são absurdos possíveis.
E o mero fato de passar por nossas cabeças que um absurdo desses possa ser possível mostra a que ponto chegamos no Circo Brasil do novo milênio. Nenhum absurdo é tão absurdo que não possa ser possível.
A manipulação das informações é tanta que já não sabemos mais o que é verdade e o que é mentira. Nem mesmo em nossos valores ou convicções confiamos mais para definir o que é certo ou errado. E assim, atitudes absurdas que algum tempo atrás eram impossíveis – por imorais, não éticas, desumanas, burras ou preconceituosas -,  passam a ser, ao menos no imaginário das pessoas – possíveis.
Esse é o Brasil possível, onde tudo é possível.