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Luciano Pires -

O sujeito decidiu nadar e morreu afogado. No resort, bem no meio de uma grande convenção de vendas. Trabalho com eventos desde os anos setenta, na condição de organizador, patrocinador, palestrante ou simplesmente participante. Em mais de 30 anos, já vi estande derrubado pelo vento, bêbado fazendo escândalo, hotel com falta de luz, comida estragada, músico que não aparece, garçom mal educado, equipamento queimado no momento da palestra e o que mais você puder imaginar.

Mas a pior coisa que pode acontecer num evento é a morte de um convidado. Isso não tem conserto.

E naquele evento ao qual compareci como palestrante, o tal participante morreu afogado. A notícia caiu como uma bomba! O clima ficou péssimo, um silêncio pesado permaneceu no ar por horas, enquanto assistíamos aos procedimentos necessários para a retirada do cadáver.

Mais tarde, conversando com outros experientes organizadores de eventos, todos foram unânimes sobre a providência mais importante quando uma tragédia como essa acontece. Constatada a morte, livre-se do cadáver o mais rápido e discretamente possível.

Ninguém lida com a morte “naturalmente” embora ela seja – como o nascimento – a mais natural manifestação da vida. A presença do cadáver lembra a todos que a qualquer momento chega nossa hora, que somos quase nada.

Marketing nenhum é páreo para a morte.

Por isso o cadáver da convenção transforma-se num morto-vivo. E mata o evento.

Lembrei-me dessa história quando assisti aos vídeos do escândalo do mensalão de Brasília. Nenhuma novidade, não é? Mais uma vez bandido dedurando bandido, apenas para reforçar o que já sabemos: a lama invadiu todos os cômodos do condomínio Brasil. No circo onde mensaleiro dá lição de moral em mensaleiro, a função é para uma platéia de palhaços. Não existem anjos nessa história, só demônios. José Roberto Arruda era uma estrela do DEM, abatida no “timing” exat às vésperas da montagem da chapa oposicionista que concorrerá à presidência em 2010. Mesmo que prove inocência, Arruda está politicamente morto. É o cadáver na sala que, fosse o DEM profissional como os organizadores de eventos, teria sido retirado imediatamente do raio de visão das pessoas.

Mas não. O defunto continua vivo.

Arruda e seus mensaleiros dançam diante de nós como num videoclipe famoso, arrastando para o túmulo as esperanças da oposição.

Amadores!