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Sobre Relevância

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Luciano Pires -

Então vem o terremoto do Haiti e morre Zilda Arns. A mesma comunidade (jovem, muito jovem) do Twitter que havia passado dois dias discutindo a morte de Brittany Murphy, jovem e obscura atriz de séries e filmes B, ficou repleta de gente dizendo “Zilda quem?”. De onde concluí: a definição de “relevância” – numa sociedade em que Zilda Arns perde para Brittany Murphy Tom Jobim perde para o Latino Paulo Autran perde para Marcos Pasquim e Machado de Assis perde para Paulo Coelho – é relativa.

Re-le-vân-cia. O dicionário diz que “relevante” é “aquilo que é importante”. Mas nada é relevante por si só. As coisas tornam-se relevantes, quer ver?

Você certamente conhece aquele cerimonial da tripulação nos aviões antes da decolagem, explicando como usar o cinto de segurança e as máscaras de oxigênio, não é? Mas só quem viaja pouco de avião (e as crianças) presta atenção naquilo. Quem viaja muito já viu tantas vezes que nem repara mais. Para essas pessoas o cerimonial pré-decolagem não tem mais relevância.

Mas agora imagine que o piloto anuncie pelo sistema de som que as condições meteorológicas estão ruins, mas que ele vai “tentar decolar” mesmo assim… Você tem alguma dúvida de que todo mundo prestará atenção nas instruções da tripulação, mesmo que sejam as mesmas de sempre?

Um caixa de banco que atende bem, por exemplo, num contexto onde todos atendem direitinho, não é relevante. Isso é o que se espera dele, é previsível, embora seja artigo raro nesta sociedade do mau humor. Mas se todos os outros caixas atenderem mal, aquele que cumpre sua obrigação torna-se relevante.

Pois é… Quando o contexto muda, coisas com as quais ninguém se importava ganham relevância.

Mas o contexto apenas cria o ambiente. Quem dá relevância é você. Um saleiro pra mim é relevante na hora do almoço. Pra minha esposa não é. Colocar a camiseta do Timão pra assistir um jogo pela televisão é relevante para meu filho. Para mim, não é. Fazer chapinha antes de sair de casa é relevante para minha filha. Para minha sobrinha, não é.

Relevância depende, portanto, do contexto e dos valores e convicções que determinam nossas escolhas.

Portanto, escolher (conscientemente ou por ignorância) que a morte de Brittany Murphy é mais relevante que a de Zilda Arns não indica que você é uma pessoa boa ou ruim. Mas dá uma pista sobre suas prioridades e visão de mundo. Você é o resultado de suas escolhas, alguém disse um dia.

E se só o que é relevante impacta em nossas ações, então é necessário prestar muita atenção às coisas às quais escolhemos dar relevância.

Vou contar como eu faço. Ao longo do dia dou duas ou três paradinhas em meus afazeres para rever as coisas que considerei relevantes. Então reflito sobre o que ganhei ou perdi dedicando tempo e recursos a essas escolhas. E a partir das conclusões a que chego, priorizo minhas “relevâncias”.

Não sei se você faz o mesmo conscientemente. Esse tem sido um processo de aprendizado extremamente valioso para refinar minha capacidade de julgamento e tomada de decisão.

Aliás, mais que valioso. Relevante.