Artigos Café Brasil
Educação adulta
Educação adulta
Preocupados demais com a educação de nossos filhos, ...

Ver mais

É tudo soda
É tudo soda
Isca intelectual de Luciano Pires lembrando que ...

Ver mais

A selhófrica da pleita
A selhófrica da pleita
Isca intelectual de Luciano Pires tratando do nonsense ...

Ver mais

Freestyle
Freestyle
Isca Intelectual de Luciano Pires dizendo que quando ...

Ver mais

571 – Fala sério
571 – Fala sério
Podcast Café brasil 571 - Fala Sério - Todo povo tem o ...

Ver mais

Café Brasil Curto 12 – Viver do passado
Café Brasil Curto 12 – Viver do passado
Que triste sina. Em vez de aprender com o passado, ...

Ver mais

Café Brasil Curto 11 – Os mais vivos
Café Brasil Curto 11 – Os mais vivos
Os vivos serão sempre, e cada vez mais, governados ...

Ver mais

570 – LíderCast 6
570 – LíderCast 6
Hoje apresentamos nosso elenco de convidados da ...

Ver mais

LíderCast 073 Lucas Mendes
LíderCast 073 Lucas Mendes
LíderCast 073 Lucas Mendes está à frente da implantação ...

Ver mais

LíderCast 072 Oscar Maroni
LíderCast 072 Oscar Maroni
Oscar Maroni se identifica como “dono de uma empresa ...

Ver mais

LíderCast 071 Bene Barbosa
LíderCast 071 Bene Barbosa
LíderCast 071 Bene Barbosa é um dos mais ferrenhos ...

Ver mais

LíderCast 070 – Alexandre Barroso
LíderCast 070 – Alexandre Barroso
Hoje conversamos com Alexandre Barroso, num programa ...

Ver mais

Confraria Café Brasil
Confraria Café Brasil
A Confraria Café Brasil nasceu para conectar pessoas ...

Ver mais

Videocast Nakata T02 10
Videocast Nakata T02 10
Videocast Nakata Temporada 02 Episódio 10 - Hábitos ...

Ver mais

Videocast Nakata – T02 09
Videocast Nakata – T02 09
Videocast Nakata - Temporada 02 Episódio 09 Quando ...

Ver mais

Videocast Nakata T02 08
Videocast Nakata T02 08
Videocast Nakata Temporada 02 Episódio 08 Já falei ...

Ver mais

A Era da Integração
Tom Coelho
Sete Vidas
“Eu sou eu mais as minhas circunstâncias.” (José Ortega y Gasset)   Um dia você apanha um velho álbum de fotografias e começa a revisitar seu passado. Entre as imagens registradas nas fotos ...

Ver mais

Nas redes sociais, você é o que publica
Mauro Segura
Transformação
A facilidade e a displicência com que publicamos algo numa rede social são incríveis. As vezes publicamos coisas que não entendemos bem e nem temos consciência do impacto que causamos.

Ver mais

Abaixo a polícia, viva o bandido!
Fernando Lopes
Iscas Politicrônicas
Não, pára. Tudo bem que nós, viventes dessa nau dos insensatos chamada Brasil, estamos com o couro grosso de tanta asneira, e achávamos que discursos de Dilma seriam o ápice da fronteira entre a ...

Ver mais

O Festival de Besteira que Assola a Esquerda Brasileira
Bruno Garschagen
Ciência Política
Diante da condenação por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, intelectuais, professores, artistas, estudantes e os demais suspeitos de sempre negam que Lula tenha cometido os crimes pelos ...

Ver mais

Sobre posse e acesso

Sobre posse e acesso

Luciano Pires -

Lancei um sistema de assinaturas para o Podcast Café Brasil, um modelo no qual o interessado paga mensalmente dez reais e baixa os mesmos quatro programas semanais que sempre recebeu gratuitamente.

– Luciano, a pessoa paga para receber o que pode ter de graça? Tá ficando louco?

Bem, a proposta é a seguinte: aquilo que você acha que agrega valor em sua vida merece ser remunerado. Se você obtém conteúdo, aprende, cresce, se diverte com os artigos daquele blog, os vídeos daquele youtuber, os posts daquele crítico ou os áudios daquele podcaster, por que não remunerar o trabalho dele/dela?

Como era de se esperar, a discussão foi grande, mas três meses depois de lançar a assinatura, temos hoje 400 pagantes que fazem parte da Confraria Café Brasil e que recebem, mensalmente, além dos 4 programas, alguns presentinhos: uma versão especial do programa, e-books, ingressos para eventos, arquivos exclusivos e mais coisinhas que vêm por aí. Uma forma de agregar ainda mais valor à assinatura.

Os comentários que esses pagantes fazem são fascinantes. Praticamente todos falam da gratidão pelos benefícios que o Podcast traz, da satisfação de contribuir, de se sentir parte de um processo e que eu nem deveria me preocupar em enviar presentinhos extras.

E eu acho o máximo. Aliás, faço o mesmo com meia dúzia de outros produtores de conteúdo com os quais colaboro religiosamente.

No meio da discussão, recebi um comentário do ouvinte Milton Braga:

– O problema dos podcasters é que seu produto não vem numa caixinha, nem é colocado numa vitrine de shopping. Se fosse, acredito que as pessoas estariam pegando empréstimo para comprá-lo. Não sabem elas que seu “produto” é muito mais importante e vai durar muito mais que uma bolsa de marca famosa que hoje a atriz da novela das 8 usa.

Pois é… O Milton fala de percepção de valor, de um tema que me fascina, a transição do nosso atual modelo de “posse” para “acesso”. Não discuto na hora de pagar dez reais numa lata de cerveja quente na balada, quinze reais para estacionar o carro, dez reais para o flanelinha, trezentos reais numa bermuda, dois mil reais num aparelho celular, mas não aceito pagar para ler um artigo, para ouvir um programa. Só dou valor àquilo que posso pegar, ver, guardar no armário. Só valorizo a posse.

O sujeito paga 50 reais por um DVD que ficará parado num canto, empoeirando, mas resiste pagar menos de 20 reais pela assinatura mensal da Netflix, que não ocupa espaço e lhe permite assistir filmes infinitamente… A caixinha de plástico, a embalagem, o CD em mãos, a sensação de que ele é só seu, essa é a percepção de posse que está mudando, especialmente em razão da tecnologia, e que alterará completamente nossos hábitos de consumo.

Passa a valer não a posse, mas o usufruto dos benefícios que o produto traz. Não quero ser dono da caixinha ou do disco de plástico, que gasta recursos e energia para ser produzido, ocupa espaço, gera embalagem que tenho que jogar fora… Quero é o prazer de assistir ao filme quando e onde quiser, apenas apertando um botão. Não preciso do filme, preciso do acesso a ele. Não preciso do automóvel, preciso ser levado de um lugar para outro.

É essa percepção da posse, que é milenar, que começa a mudar, e juntamente com ela, nossos hábitos de consumo. Aplicativos como o Netflix, serviços como o Uber  e assinaturas como as que eu propus para o Podcast estão quebrando resistências, mudando culturas e criando uma nova espécie de consumidores.

Os que aprenderam a valorizar o acesso, não a posse.