Artigos Café Brasil
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Uma reunião para ser objeto de estudo em qualquer aula ...

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Transgredir é muito mais que pintar o rosto, urinar na ...

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Nasce nesta segunda, 4/9 o CAFEZINHO, podcast ...

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Preocupados demais com a educação de nossos filhos, ...

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591 – Alfabetização para a mídia
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Marcelo Ortega, palestrante na área de vendas, outro ...

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Alfredo Rocha, um dos pioneiros no segmento de ...

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Tolerância? Jura?
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Engraçada essa tal “tolerância” que pregam por aí, por dois simples motivos: 1) é de mão única e 2) pretende tolher até o pensamento do indivíduo. Exagero? Não mesmo. Antes que algum ...

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Ensaio sobre a amizade
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“A gente só conhece bem as coisas que cativou. Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm ...

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Um reino que sente orgulho de seus líderes
Luiz Alberto Machado
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Um reino que sente orgulho de seus líderes  Victoria e Abdul   Uma vez mais, num curto espaço de tempo, o cinema nos brinda com um filme baseado na história de uma destacada liderança britânica. ...

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O que aprendi com o câncer
Mauro Segura
Transformação
Esse é o texto mais importante que escrevi na vida. Na ponta da caneta havia um coração batendo forte. Todo o resto perto a importância perto do que vivemos ao longo desse ano.

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Cafezinho 27 – Planos ou esperanças
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Tem gente que, em vez de planos, só tem esperança.

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Cafezinho 26 – Brasil Futebol Clube
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Não dá para ganhar um jogo sem acreditar no time.

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Cafezinho 25 – Podres de mimados 2
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O culto do sentimento destrói a capacidade de pensar e ...

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Cafezinho 24 – Não brinco mais
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Pensei em não assistir mais, até perceber que só quem ...

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Sim Senhora

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Luciano Pires -

Cena um: fui palestrar no Congresso do Saber, organizado pelo Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino de São Paulo. Quando terminei a palestra, saí do auditório e tomei um susto. Os corredores do Centro de Convenções Imigrantes estavam tomados por milhares de educadores que entupiam os estandes em busca de livros, materiais de ensino e serviços. Era muita gente. E o que chamou a atenção: 95% eram mulheres…

Parece que os homens delegaram definitivamente para as mulheres a educação dos brasileiros. No entanto, dos 46 ministros da Educação que tivemos desde 1930, apenas um foi mulher: Esther de Figueiredo Ferraz.

Será que isso não explica algumas coisas?

Cena dois: fui palestrar para um dos grandes escritórios de advocacia de São Paulo. Quando as portas dos ônibus se abriram, começaram a descer mulheres. Mulheres, mulheres e mais mulheres, numa proporção de dez para cada homem. Perguntei para um diretor se havia alguma política privilegiando a contratação de mulheres e a resposta foi reveladora:

– Não. É que elas é que passam nos testes de seleção.

Cena três: ontem palestrei na Bahia para o Boticário, num evento dedicado às consultoras que trabalham nas lojas da rede. Eram 1300 mulheres na plateia, reagindo com energia às apresentações da nova linha de produtos, da nova campanha publicitária. Era contagiante ver aquele mundo de gente pegar fogo a cada provocação. Mas o que mais chamou a atenção: quando fui tratar com o pessoal “da ténica”, encontrei uns 30 ogros responsáveis por toda a estrutura técnica de imagem, som e luz, como em 99% dos eventos a que compareço. Mas no meio deles, dirigindo o evento… uma mulher. Seu braço direito, outra mulher. Duas mulheres comandando um exército de Orks.

Cena quatro: estive com a Chevrolet realizando dez eventos pelo Brasil. Todos eles a cargo da Regina, a produtora que cuidava de todos os detalhes, dava as ordens, tratava da logística, da recepção, dos brindes, dos equipamentos, da minha hospedagem. Nos bastidores, outra mulher, a Natália, cuidando de todos os detalhes. Impecáveis.

Cena cinco: Angela Merkel acaba de vencer as eleições legislativas na Alemanha, assumindo o terceiro mandato à frente da maior economia europeia, enquanto todos os chanceleres, primeiros ministros ou presidentes de outros países europeus que tentaram reeleição, fracassaram.

Cinco situações distintas em que as mulheres ocuparam os espaços, seja pela capacitação, pela opção ou pela reunião de atributos que as fizeram ideais para as posições que ocupam. Nas quatro ocasiões em que estive envolvido, tratei com homens apenas quando o assunto era estratégico, quando tudo estava pronto, quando era hora do palhaço entrar no picadeiro. Quem colocou o circo em pé foram elas, as mulheres. Sem ironia…

Que diferença dos tempos em que comecei minha vida profissional, no final dos anos setenta. As mulheres foram chegando devagarinho, mais sérias, mais compenetradas, mais dispostas a sacrifícios, mais detalhistas, mais comprometidas, mais duras nas negociações. O mundo mudou com elas e por causa delas, e tenho a convicção de que foi para melhor. Logo mais elas estarão ocupando o lugar dos homens também nas decisões estratégicas. E você estará dizendo: sim, senhora.

É por isso que ainda tenho esperança.

Mas por que será que elas continuam não dando passagem pra gente no trânsito?

Luciano Pires

PS: Não falei da Dilma, pois não a considero mulher. Ela é o Lula.