Artigos Café Brasil
Silvio Santos, Zé Celso e o Oficina
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Uma reunião para ser objeto de estudo em qualquer aula ...

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#TransgressaoEhIsso
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Transgredir é muito mais que pintar o rosto, urinar na ...

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Nasce nesta segunda, 4/9 o CAFEZINHO, podcast ...

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Educação adulta
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Preocupados demais com a educação de nossos filhos, ...

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Confraria Café Brasil
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Vale fazer um curso universitário se as profissões vão desaparecer?
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Transformação
Numa perspectiva de que tudo muda o tempo todo, será que vale a pena sentar num banco de universidade para se formar numa profissão que vai desaparecer ou se transformar nos próximos anos?

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Engraçada essa tal “tolerância” que pregam por aí, por dois simples motivos: 1) é de mão única e 2) pretende tolher até o pensamento do indivíduo. Exagero? Não mesmo. Antes que algum ...

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Ensaio sobre a amizade
Tom Coelho
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“A gente só conhece bem as coisas que cativou. Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm ...

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Um reino que sente orgulho de seus líderes
Luiz Alberto Machado
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Um reino que sente orgulho de seus líderes  Victoria e Abdul   Uma vez mais, num curto espaço de tempo, o cinema nos brinda com um filme baseado na história de uma destacada liderança britânica. ...

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Cafezinho 29 – O menos ruim
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Comece a reparar nos discursos que você faz e ouve ...

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Cafezinho 28 – No grito
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Não dá pra construir um país no grito.

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Cafezinho 27 – Planos ou esperanças
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Tem gente que, em vez de planos, só tem esperança.

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Cafezinho 26 – Brasil Futebol Clube
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Não dá para ganhar um jogo sem acreditar no time.

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Senhor Tempo

Senhor Tempo

Luciano Pires -

Durante uma de minhas palestras um grupo de jovens perguntou sobre fórmulas para construir uma carreira de sucesso. Eles viam em mim um executivo de uma multinacional, um sujeito que fala em público com facilidade, um escritor, um radialista enfim, e queriam descobrir o que fiz e como fiz para chegar até ali.
Cada um tem sua história de vida e já está mais do que provado que duas pessoas parecidas, por mais similares os ambientes onde cresceram e foram educadas, acabam encontrando diferentes caminhos na vida. Fórmulas não existem. Existem métodos, existem processos, existem dicas. Sabe aquelas coisinhas que a gente aprende quebrando a cara?
E uma das coisas que mais gosto de dizer – para decepção da garotada – é que um dos atributos mais importantes para explicar o sucesso que as pessoas obtêm em suas carreiras é muito comum e todo mundo tem em igual intensidade: o tempo.
Meus jovens interlocutores tinham mais vigor físico, mais velocidade, mais ânimo, mais beleza, mais capacidade de aprender do que eu. Mas eu tenho mais tempo de vida…
Aquele executivo que falava para eles é produto de meio século de experiências, de tentativas e erros. Está por aqui desde a metade dos anos cinqüenta. Planta desde os 16 anos de idade. E por isso colhe. Qualquer garotão de trinta anos pode ter mais cursos, mais empregos, mais namoradas, mais filhos, mais viagens do que eu. Mas nunca terá mais tempo de vida. E, acredite, isso faz diferença quando temos consciência de que a passagem do tempo é um processo de aprendizado, de “polimento”.
Quem tem essa consciência trata o tempo como aliado.
O tempo adiciona à razão uma carga de emoção que só conseguimos equilibrar quando chegamos à idade madura, lá pelos quarenta anos.
Num recente artigo da jornalista Maia Szalavitz na revista Psicology Today, encontrei uma informação curiosa, pois sempre achei que seria o contrário: pesquisas recentes demonstraram que quando um jovem é colocado diante de uma decisão que envolve determinados riscos, como usar drogas para ganhar massa muscular ou dirigir embriagado, usa certas regiões do córtex cerebral, responsáveis pela razão. E sua análise racional determina muitas vezes que os ganhos em estética corporal valem o risco das drogas. Ou que a diversão naquela festa vale o risco da direção insegura.
Já os adultos usam regiões do cérebro mais ligadas à emoção. Pesam os prós e os contras de forma racional e emocional e por mais que os ganhos sejam atraentes é a decisão emocional que diz: não!
Nós, adultos, baseados na emoção, consideramos sempre o pior cenário.
– Nossa, pai, como você é trágico!
– Mãe, você acha que eu sempre vou me estrepar!
Nossos filhos consideram sempre o melhor cenário. Tudo vai dar certo, tudo vai correr bem, tudo é tranqüilo. Eu sei. Fui um deles. Mas um dia o Senhor Tempo me transformou em pai…
Infelizmente (ou felizmente) não há como apressar o tempo. É impossível acelerar o amadurecimento do processo de tomada de decisão. São a prática e a repetição que aperfeiçoam nosso processo de julgamento emotivo.
Senhor Tempo. Democrático senhor tempo! Homens ou mulheres, pretos ou brancos, ricos ou pobres, todos têm a mesma quantidade. Não dá pra emprestar. Não dá pra comprar. Não dá pra alugar. Só dá pra viver. A diferença é o que cada um escolhe fazer com ele.
Terminei a palestra com uma frase de Charles Darwin que é mais um de meus motes de vida:
“O homem que tem coragem de desperdiçar uma hora de seu tempo não descobriu o valor da vida.”


Luciano Pires
WWW.lucianopires.com.br
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O podcast da semana tem como tema o tempo. Um texto de André Camargo discute como é difícil – se não impossível – definir aquilo que chamamos de “tempo”. Na trilha sonora, Caetano Veloso, Maria Bethania, Amelinha, Lobão, Grupo Rumo com Noel Rosa, Clara Sverner, Cauby Peixoto, Nara Leão e até o Túnel do Tempo. Valorize seu tempo, ouça o Café Brasil. WWW.lucianopires.com.br/cafebrasil/podcast .