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A chave de fenda
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Toninho Macedo era um daqueles músicos de fim de semana. Amava música e tocava seu cavaquinho “de brincadeira” (como ele dizia) aos sábados e domingos em uma banda de pagode ali do bairro onde ...

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Trivium: Capítulo 3 – Morfologia Sincategoremática (parte 6)
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A MORFOLOGIA SINCATEGOREMÁTICA se refere a PALAVRAS que só tem significado quando associadas a outras PALAVRAS.   Bom, se tais palavras se referente a outras palavras, então as funções delas ...

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Vilmoteca
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Ser músico e ter viajado por esse imenso Brasil são dádivas que agradeço todo dia ao Papai do Céu! Ter colecionado experiências e conhecido os mais variados tipos de malucos acabaram fazendo de ...

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Trivium: Capítulo 3 – Palavras Atributivas: verbos, advérbios e adjetivos (parte 5)
Alexandre Gomes
Continuando a tratar de VERBOS, irei expor agora sobre as classes de verbos:   TRANSITIVOS: aqueles que expressam uma ação que começa no sujeito (agente) e “vai até” (trans + ire) o objeto ...

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Cafezinho 229 – Manicômio Legal
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O manicômio legal no qual estamos presos.

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Cafezinho 228 – O medo permanente
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Cafezinho 227 – Paralisia por análise
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Cafezinho 226 – O MCSC
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Um movimento que independe de partidos, de políticos, ...

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Saúde implícita

Saúde implícita

Luciano Pires -

Já escrevi sobre o “problema” dos sistemas formais de informação como livros, sites, emails, CDs, que só transmitem o conhecimento explícito, nunca o implícito. É possível distribuir através de um sistema formal de informações tudo que conseguimos traduzir por meio de letras, fotos, desenhos e descrições. Mas para conhecer o implícito, aquilo que é impossível de se traduzir em palavras, símbolos ou imagens, você tem que colocar as mãos na massa, sentir o calor, ver, respirar o ar. Pois passei por uma experiência recente que demonstra como essa questão é importante.

No meio da loucura dos lulas, gilmares, ratinhos, ronaldinhos, deltas, tiriricas e outras, fui até Salvador fazer a palestra GENTE NUTRITIVA para o pessoal do Hospital Aliança. Como sempre, entrei em contato com antecedência para saber dos objetivos do evento e conhecer o cliente. E o fiz usando os tais sistemas formais: acessando materiais impressos e o site do hospital (http://www.hospitalalianca.com.br), onde obtive as informações explícitas.

Mas meu queixo caiu mesmo foi quando cheguei ao hospital e encontrei uma ilha de excelência que nasceu do sonho de um milionário, Paulo Sergio Tourinho, que nos anos 1990 decidiu deixar um legado para a Bahia. Ele construiu um hospital como imaginou que deveria ser um hospital: elegante, moderno, com luz natural, caloroso, repleto de obras de arte, todo com a cerâmica de Francisco Brennand, além de inovações impensáveis, como uma área de UTI que parece um resort na praia. A explicação implícita é: “Já existe sofrimento suficiente numa UTI para que ela não tenha cores, vibração, vida!”.

A ala infantil é de tirar o chapéu. Toda colorida, com animais de concreto espalhados pelo jardim, quartos coloridos e repletos de imagens de animais. Até mesmo a sinalização interna é feita com um tipo de letra “infantil”, tudo para que as crianças sintam-se num ambiente alegre, “pra cima”, o que ajuda enormemente na recuperação. Você pode ver algumas imagens aqui: http://www.portalcafebrasil.com.br/livre/brasilidade/hospital-alianca.

Não, eu não estava em São Paulo. Estava em Salvador, Bahia, vendo com meus olhos coisas que jamais aparecem na televisão e que me dão certeza que nós é que temos o poder de transformar este país numa potência. Foi o sonho de um milionário que criou tudo aquilo, e talvez existam outros milhares de milionários pelo Brasil que estão fazendo o mesmo em suas comunidades. O que Paulo Tourinho fez foi o explícito, aquilo que o dinheiro compra, mas é no implícito que está a diferença: dentro do hospital Aliança, fazendo a máquina funcionar com amor, carinho e entusiasmo, estão centenas de brasileiros de todas as classes sociais, como faxineiros, enfermeiras, médicos, administradores e seguranças, uma equipe motivada e alegre, discutindo sofisticados processos de qualidade para garantir excelência ao atendimento dos pacientes. Todos orgulhosos por fazer parte de uma ilha de excelência e de saber que estão elevando o padrão da saúde na comunidade onde atuam.

À turma do Hospital Aliança, meus parabéns. Que seu exemplo de iniciativa – independente do poder público – multiplique-se, chegando às classes mais necessitadas. Quem sabe acabamos com o pesadelo que é a Saúde no Brasil.

Ah, sim, o que você acaba de ler é só o explícito.

Luciano Pires