Artigos Café Brasil
Democracia, Tolerância e Censura
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O que distingue uma democracia de uma ditadura é a ...

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O dia seguinte
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Com o aumento considerável do mercado de palestrantes ...

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Fact Check? Procure o viés.
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Investigar o que é verdade e o que é mentira - com base ...

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O impacto das mídias sociais nas eleições
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Baixe a pesquisa da IdeiaBigdata que mostra o impacto ...

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631 – O valor de seu voto – Revisitado
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Mais discussão de ano de eleição: afinal o que é o ...

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630 – Outra Guerreira – Simone Mozilli
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Este é outro Café Brasil que reproduz na íntegra um ...

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629 – Gramsci e os Cadernos do Cárcere
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Essa aparente doideira que aí está não é doideira. É ...

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628 – O olhar de pânico
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LíderCast 125 – João Amoêdo
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Decidimos antecipar o LíderCast com o João Amoêdo ...

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LíderCast 124 – Sidnei Alcântara Oliveira
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Segunda participação no LíderCast, com uma história que ...

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LíderCast 123 – Augusto Pinto
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Empreendedor com uma história sensacional de quem ...

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LíderCast 122 – Simone Mozzilli
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Uma empreendedora da área de comunicação, que descobre ...

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046 – Para quem vai anular o voto
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Fiz um vídeo desenhando claramente o que acontece com ...

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Confraria Café Brasil
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Videocast Nakata T02 10
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Júlio de Mesquita Filho e a contrarrevolução cultural
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Origens do Brasil
A ideia de concentração hegemônica não é exclusividade de Gramsci, outros autores de diferentes espectros ideológicos propuseram caminhos parecidos. Júlio de Mesquita Filho é um deles É preciso ...

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Imagine uma facada diferente
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Imagine Fernando Haddad sendo vítima de uma tentativa de assassinato. Por um ex-militante do DEM ou do PSL, no mesmo dia em que Bolsonaro quase morreu pelas mãos de um ex-PSOL. Primeiramente, os ...

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Uma discussão sobre inteligência artificial na educação
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Transformação
Uma discussão sobre os benefícios que as novas tecnologias podem trazer para a educação brasileira. Mas será que estamos preparados para isso?

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A burocracia e a Ignorância Artificial
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O Estado brasileiro, desde 1500, tem se esmerado em atravancar qualquer mecanismo da administração pública com um emaranhado de processos burocráticos de alta complexidade, difícil interpretação ...

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Cafezinho 107 – O voto proporcional
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Cafezinho 106 – Sobre fake news
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Cafezinho 104 – A greta
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Dois meio Brasis jamais somarão um Brasil inteiro.

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Revisitando a república da meia boca

Revisitando a república da meia boca

Luciano Pires -

Em 2006 escrevi um artigo que agora revisei para que você, em meio ao nevoeiro, reflita sobre o que mudou:

Em 1956, ano em que nasci, o Brasil vivia um momento ímpar. Tínhamos na presidência da república Juscelino Kubitscheck, que prometia fazer em cinco anos o que qualquer outro faria em cinquenta. O Brasil era o país do futuro, todos os sonhos eram possíveis. O mundo aplaudia a Bossa Nova no Carnegie Hall enquanto Brasília era inaugurada. Éramos campeões mundiais de futebol e de basquete. A tenista Maria Esther Bueno vencia em Wimbledon. Eder Jofre consagrava-se campeão mundial de boxe. E uma porção de gente fazia acontecer, transformando sonhos impossíveis na Embraer, na Embrapa, na Petrobrás e em tantas empresas de sucesso. Era fascinante ver a coragem, o senso de oportunidade, a visão dos empreendedores brasileiros. Mas tem algo que me incomoda. Cadê aqueles malucos visionários?

Em 1956, enquanto fabricávamos nossos primeiros automóveis no Brasil, os chineses andavam de carro de boi. Os indianos, de elefante. Os coreanos a pé, em estradas destruídas pela guerra. Esses países eram conhecidos pela miséria industrial, política e econômica, gigantescos fracassos, que se apagavam diante da exuberância de um Brasil emergente. Qualquer um apostaria em nós!

Pois agora os chineses trazem fábricas de automóveis para o Brasil e começa a importação de carros indianos. Da Coréia, então, nem se fala! Importamos tecnologia de quem andava de carro de boi quando já fabricávamos automóveis, levamos meio século para inverter as apostas. A conclusão é que os loucos chineses, indianos e coreanos são mais viáveis que os nossos. A expectativa deles é conquistar o mundo, como queriam os brasileiros de cinquenta anos atrás e que hoje parece que se contentam em ter um dinheirinho pra comprar um carrinho, de preferência chinês, que é baratinho. É a expectativa de quem vive na média, acostumado com o que é meio-bom, meio-suficiente, meio-competente, meio-confortável, meio-saudável. A expectativa de quem é meia-boca. De quem não percebe que meio-bom é meio-ruim, meio-honesto é meio-desonesto, meio-competente é meio-incompetente. Com que metade você fica?

E assim, na república da meia-boca, os aeroportos continuam uma zona; um bicheiro faz estrago na política; as chuvas inundam as cidades; as estradas são um buraco só; os juros continuam os mais altos do mundo; a educação é uma piada; as obras da copa já estão estimadas em três vezes mais que o orçamento original. E indignados fazemos uma cara de espanto, esbugalhamos os olhos e exclamamos diante da televisão:

– Que absurdo!

E então, certos de que fizemos “o que dava”, voltamos à nossa vidinha das expectativas médias, resignados como bovinos.

Quer saber? Pare de se contentar com o meio, queira o Brasil inteiro.

Mas é bom andar logo. Os chineses também querem.

Luciano Pires