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Luciano Pires -

Li uma frase ótima de Albert Einstein: “A energia atômica mudou tudo, exceto nossa forma de pensar… a solução para esse problema está dentro do coração do homem. Se eu soubesse disso antes, teria me tornado relojoeiro.”

Refletindo sobre a frase me lembrei que nos anos 80 Michael Jackson liderou uma campanha memorável chamada “We Are The World”, para combater a fome na África. Quem não se lembra? A principal peça da campanha era a música homônima, gravada por dezenas de astros da música e registrada num vídeoclipe antológico.

O disco com a canção vendeu até hoje mais de 20 milhões de cópias e levantou cerca de 63 milhões de dólares em fundos. Foi uma ação muito bonita, comovente até, mostrando como os formadores de opinião podem – a um custo pessoal muito baixo – ajudar a mudar a realidade.

Comprei recentemente o DVD comemorativo dos 25 anos daquela gravação. Uma delícia. Nos extras, um documentário acompanha alguns artistas numa visita a um campo de refugiados na África, durante a entrega dos alimentos. O cenário é desolador, as imagens fortes e o alívio da chegada dos alimentos, emocionante. Foi quase uma mobilização de guerra.

Lá pelas tantas, desolado, o músico Harry Belafonte faz uma declaração impactante. Ele diz sentir-se impotente diante da certeza de que o dinheiro levantado jamais chegaria até os necessitados. Não havia caminhões, estradas, gente nem estrutura para distribuir as doações. Além disso, brigas políticas e bandidos desviavam o pouco que chegava. Para ele, todo o esforço tinha pouco ou nenhum resultado.

Os bem intencionados artistas não contavam com os problemas de logística. Para eles, o importante era levantar dinheiro e alimentos.  Também não contavam com a engenhosidade do homem para roubar, enganar, oprimir e mentir.

E os africanos continuam morrendo de fome.

Essa história levanta uma lebre interessante: o problema do mundo não é falta de alimentos. Nem falta de dinheiro. Nem é logístico. A recente tragédia do Haiti mostrou como podemos nos mobilizar para ajudar os necessitados em qualquer parte do planeta. No Haiti não faltam dinheiro, nem gente e nem alimentos. Nem mesmo estrutura. O problema é outro.

Como está implícito na frase de Albert Einstein, o gênio humano é fascinante. A tecnologia que ele cria é capaz de mobilizar o mundo, de curar doenças, de ampliar a produção de alimentos, de baratear a energia, de conectar as pessoas, de quebrar um átomo. Mas esse gênio não tem moral. Está a serviço da construção e da destruição, com a mesma facilidade.

Mas cabe aqui um pedido: por favor, resista à tentação de me escrever com aquela lengalenga anticapitalista, o discurso raso que coloca a culpa desse “monetarismo”, no “capital” e por tabela nos Estados Unidos, o grande monstro adorador de dinheiro e devorador de almas.

Se você ainda não percebeu, assim como o gênio capitalista, o carnavalesco e o futebolista, o gênio comunista, o socialista, o gramcista, o castrista e o petista também se entrega a quem pagar mais.

O gênio humano não tem ideologia. Entrega-se a quem pagar melhor.