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Geração não é horóscopo. É contexto.

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Que Baratinho!

Que Baratinho!

Luciano Pires -


QUE BARATINHO!



Cai o avião da Gol e descobrimos que nossa estrutura de controle do tráfego aéreo é inadequada, ultrapassada e que não é digna de confiança. A explicação? Cortaram os investimentos necessários para a modernização do setor.
Janeiro chega, e com ele as chuvas, as enchentes e as imagens de casas inundadas, gente desabrigada e autoridades atarantadas. Todo ano é a mesma coisa. A explicação? Cortaram os investimentos necessários.
O trânsito na cidade de São Paulo está caótico. Mais caótico. Horas e horas perdidas em locomoção transformam a nossa vida num inferno. A explicação? Não fizeram os investimentos necessários no Rodoanel.
As estradas brasileiras estão um horror. Buraco dentro de buraco e a operação tapa buraco é um buraco. Explicação: não fizeram os investimentos…
E a cratera do Metrô? Especula-se que, por redução de custos, alguns materiais ou procedimentos aproximaram-se perigosamente do limite de segurança. E também já disseram que não havia fiscalização do governo, pois isso implicaria em aumento nos custos da obra. Deu no que deu.
Um amigo tem uma consultoria e participou de uma concorrência numa grande multinacional. Ganhou mas não levou. O pessoal de compras da multinacional, ao contrário dos engenheiros, optou por um dos concorrentes. Mais baratinho.
Uma amiga é a coordenadora de eventos de uma multinacional. No último evento quase enlouqueceu. Não contrataram seus fornecedores de confiança. O departamento de compras da multinacional escolheu outros, mais baratinhos. Resultado: as recepcionistas eram fracas e a distribuição de materiais foi uma confusão. E minha amiga ainda teve de pegar vassoura e rodo para limpar os banheiros, pois a empresa de limpeza contratada – bem baratinha – fez serviço de porco…
Em todos esses casos posso até ver um executivo, todo orgulhoso, mostrando na reunião de resultados, as planilhas com as economias decorrentes da redução nos gastos com produtos e serviços, da troca de fornecedores e assim vai. Tudo pela redução de custos. A planilha é linda, toda azul. Mas só contabiliza o que dá para contar: os números. Na tabela não aparece nenhuma conseqüência do enxugamento de custos e de investimentos, a não ser o volume da redução. Passageiros largados no aeroporto, mais de 100 mortos no acidente, horas perdidas no trânsito, gente soterrada, treinamentos mal-executados, péssima qualidade de produtos e de atendimento, clientes insatisfeitos ou em risco, nada disso aparece na planilha. Só aparece a redução de custos.
As conseqüências infelizmente escapam à capacidade de entendimento dos executivos e empresários à frente dessas decisões. Vejam o caso da TAM, que era um paradigma de eficiência, crescimento e qualidade. De uma hora para outra se transformou no modelo do atraso, da desorganização e da falta de comunicação com os clientes. Que planilha terá mostrado esse risco naquela reunião de resultados em que foram aprovadas as reduções de custos? Nenhuma. E, se bobear, o cara que aprovou as reduções nem está mais no cargo para ser responsabilizado. Foi promovido por bons serviços prestados. Ou contratado por outra empresa para implantar seu modelo de “êxito” administrativo. E quem paga o pato é o atendente no balcão de embarque, o motorista do caminhão, o peão da obra ou o subalterno que obedecia ordens.
É impossível reduzir custos e investimentos indefinidamente sem pagar um preço. A questão é que esse “pagar” implica em conseqüências às quais as cabecinhas não dão importância… Se bobear, nem entendem. Quanto vale uma vida? Para as cabecinhas, vale a indenização à vítima. E uma reputação? Para as cabecinhas, nada. Não dá para contabilizar… É necessário cortar custos? Claro que sim. Você já deve ter ouvido que custo é como unha: se deixar, não pára de crescer. Tem que cortar sempre. Mas quando cortamos custos a qualquer custo, sem inteligência para distinguir entre a gordura e os músculos necessários para garantir o futuro, cavamos a nossa cova.
Tomara que o enterro seja baratinho.