Artigos Café Brasil
Síntese de indicadores sociais 2016 do IBGE
Síntese de indicadores sociais 2016 do IBGE
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - ...

Ver mais

Silvio Santos, Zé Celso e o Oficina
Silvio Santos, Zé Celso e o Oficina
Uma reunião para ser objeto de estudo em qualquer aula ...

Ver mais

#TransgressaoEhIsso
#TransgressaoEhIsso
Transgredir é muito mais que pintar o rosto, urinar na ...

Ver mais

Vem aí o Cafezinho
Vem aí o Cafezinho
Nasce nesta segunda, 4/9 o CAFEZINHO, podcast ...

Ver mais

609 – As leis
609 – As leis
No Fórum da Liberdade que aconteceu em abril de 2018 em ...

Ver mais

608 – As 12 Regras
608 – As 12 Regras
Jordan Peterson é psicólogo clínico, crítico cultural e ...

Ver mais

607 – Uma Guerreira
607 – Uma Guerreira
Este programa reproduz na íntegra o LíderCast 100, pois ...

Ver mais

606- Histeria Política
606- Histeria Política
O assassinato da vereadora Marielle Franco no Rio em ...

Ver mais

LíderCast 105 – Jeison Arenhardt
LíderCast 105 – Jeison Arenhardt
LíderCast 105 - Hoje conversamos com Jeison Arenhardt, ...

Ver mais

LíderCast 104 – Odayr Baptista
LíderCast 104 – Odayr Baptista
LíderCast 104 - Hoje conversamos com Odayr Baptista, ...

Ver mais

LíderCast 103 – Ivan Witt
LíderCast 103 – Ivan Witt
Hoje conversamos com Ivan Witt, um executivo brasileiro ...

Ver mais

LíderCast 102 – Paulo Cruz
LíderCast 102 – Paulo Cruz
Com Paulo Cruz, professor, pensador, voz dissonante da ...

Ver mais

Confraria Café Brasil
Confraria Café Brasil
A Confraria Café Brasil nasceu para conectar pessoas ...

Ver mais

Videocast Nakata T02 10
Videocast Nakata T02 10
Videocast Nakata Temporada 02 Episódio 10 - Hábitos ...

Ver mais

Videocast Nakata – T02 09
Videocast Nakata – T02 09
Videocast Nakata - Temporada 02 Episódio 09 Quando ...

Ver mais

Videocast Nakata T02 08
Videocast Nakata T02 08
Videocast Nakata Temporada 02 Episódio 08 Já falei ...

Ver mais

O Ibope e a caricatura do conservadorismo
Bruno Garschagen
Ciência Política
Essa pesquisa que mede o grau de conservadorismo da sociedade brasileira é das coisas mais estúpidas que o Ibope já fez.

Ver mais

A nova onda
Fernando Lopes
Iscas Politicrônicas
A vitrine acima é um quadro de uma animação de Mauricio Ricardo em https://www.youtube.com/watch?v=j7GJT3jALx4 A moda agora é “ter lado” sobre o vídeo de Gleisi Hoffman – que só é senadora ...

Ver mais

A Copa do Mundo Socioeconômica
Luiz Alberto Machado
Iscas Econômicas
A Copa do Mundo Socioeconômica[1] Considerações preliminares No próximo dia 14 de junho terá início a 21ª edição da Copa do Mundo da FIFA (Fedération Internationale de Football Association), um ...

Ver mais

As 50 empresas mais inovadoras do mundo
Mauro Segura
Transformação
Saiu a edição 2018 do estudo "As 50 empresas mais inovadoras do mundo" do BCG, que apresenta os principais movimentos que grandes organizações estão fazendo para inovar e impactar a sociedade.

Ver mais

Cafezinho 65 – A burrice
Cafezinho 65 – A burrice
Qualquer semelhança com gente que você conhece é pura ...

Ver mais

Cafezinho 64 – Outra piada
Cafezinho 64 – Outra piada
O caso do triplex no Guarujá começou em setembro de ...

Ver mais

Cafezinho 63 – Sai fora
Cafezinho 63 – Sai fora
As pessoas com as quais você anda, as fontes das quais ...

Ver mais

Cafezinho 62 – Dona Terezinha
Cafezinho 62 – Dona Terezinha
Aos domingos à tarde, a companhia da dona Terezinha de ...

Ver mais

Quando um não quer.

Quando um não quer.

Luciano Pires -

Você já deve estar cansado de saber que a área de comentários das mídias sociais é o portal do inferno, não é? Xingamentos, bate-bocas, demonstrações de intolerância, uma vitrine para a ignorância, que levou Umberto Eco a dizer, em 2015:

“As mídias sociais deram o direito à fala a legiões de imbecis que, anteriormente, falavam só no bar, depois de uma taça de vinho, sem causar dano à coletividade. Diziam imediatamente a eles para calar a boca, enquanto agora eles têm o mesmo direito à fala que um ganhador do Prêmio Nobel”

Quando todos falam o que querem, o potencial para confrontos e conflitos é infinito. Eu tenho uma página com mais de 200 curtidores no Facebook, e ali publico uma coisa mortífera chamada… opinião. No começo eu chegava a responder a comentários, mas depois parei. Não dá, consome um tempo imenso que eu deveria dedicar àquilo que faço melhor: escrever e gravar podcasts e palestrar. Prefiro fazer as provocações e assistir aos debates.

Mas esta semana aconteceu algo didático.

Fiz uma postagem (https://www.facebook.com/luciano.pires/posts/792188160935394) reproduzindo um artigo que trata das mentiras que a imprensa fala sobre Donald Trump, dizendo:

– Vá vendo aí como fazem você de trouxa.

Uma leitora respondeu assim:

Katharina: E o que garante que tudo que você lê é verdade? O que te faz acreditar que você está imune?

O comentário  me pareceu uma clara provocação. Ela estava dizendo que eu “me acho”, que dei a entender que sou imune a ser enganado, embora eu não tenha dito nada disso. O “você é trouxa” é minha forma de provocar o leitor. Tem uma ferroada aí que dói, tira a pessoa da pasmaceira.

Uma coisa que me deixa particularmente irritado é quando as pessoas comentam dizendo “você disse isso”, ou “ você quis dizer aquilo”. Fico puto. A frase certa é “eu entendi que você disse isso”, ou “entendi que você quis dizer aquilo”. Notou a diferença? Você reconhece a possibilidade de ter entendido errado.

Minha primeira reação foi responder com uma típica patada facebooqueana tipo :

Onde foi que eu escrevi que sou imune? Você precisa aprender a interpretar textos.

Esse tipo de resposta eu sei que reação traria. Preferi deixar a questão descansar um pouco para responder de forma mais positiva. Voltei ao post umas duas ou três vezes, até responder assim:

Luciano: Nada. Eu sou só mais um trouxa, Katharina.

Respondi com uma dose de ironia, sem ataca-la, apenas me colocando na mesma posição dela e desarmando os espíritos. A resposta foi assim:

Katharina: É como me sinto. Em todos os aspectos.

Pronto. Não havia mais enfrentamento, apenas a manifestação de nossa vulnerabilidade. Dei o próximo passo, oferecendo alguma dica:

Luciano:  Katharina,  assista isto: https://www.youtube.com/watch?v=x-9EW-BKtBM&t=7s 002 – A teoria dos 4 Rês. 

Ela respondeu assim:

Katharina:  Vou assistir, sim. Obrigada pela atenção.

Passados alguns minutos, novo comentário após assistir o vídeo:

Katharina:  Filtrar as informações e olhar tudo com desconfiança. Tem que ser um exercício diário para evitar que aceitemos tudo como verdades absolutas. O problema é somos bombardeados por uma carga cavalar de informações provenientes de todos os veículos de comunicação, muitos dos quais são partidários defendendo seus interesses próprios. Muitas vezes, motivados por a nossa ideologia, selecionamos apenas as informações que coadunam com os nossos próprios interesses e descartamos aquelas que contradizem ou confrontam as nossas convicções. Nesse caso, nos tornamos vítimas em potenciais de informações distorcidas. Adorei o vídeo, muito obrigada pela atenção.

Pronto. O que tinha potencial para se transformar num confronto, acabou numa amável troca de comentários com um agradecimento sincero no final.

É assim que deveria ser nas mídias sociais, em vez de xingar ou enfrentar, cada um contribuindo para construir uma espiral de distribuição de conteúdo, de crescimento, movida pela gentileza.

Como faço isso? Ora, apenas sigo o que ouvi de meus pais durante minha infância:

– Quando um não quer, dois não brigam.

Que bobagem, não é?

É. Experimente.