Artigos Café Brasil
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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - ...

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Uma reunião para ser objeto de estudo em qualquer aula ...

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Nasce nesta segunda, 4/9 o CAFEZINHO, podcast ...

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Abre-te Sésamo é a frase mágica do conto de Ali-Babá e ...

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No Fórum da Liberdade que aconteceu em abril de 2018 em ...

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Jordan Peterson é psicólogo clínico, crítico cultural e ...

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Este programa reproduz na íntegra o LíderCast 100, pois ...

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Com Paulo Cruz, professor, pensador, voz dissonante da ...

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Confraria Café Brasil
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O Ibope e a caricatura do conservadorismo
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Ciência Política
Essa pesquisa que mede o grau de conservadorismo da sociedade brasileira é das coisas mais estúpidas que o Ibope já fez.

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A nova onda
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A Copa do Mundo Socioeconômica
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As 50 empresas mais inovadoras do mundo
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Saiu a edição 2018 do estudo "As 50 empresas mais inovadoras do mundo" do BCG, que apresenta os principais movimentos que grandes organizações estão fazendo para inovar e impactar a sociedade.

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Cafezinho 65 – A burrice
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Qualquer semelhança com gente que você conhece é pura ...

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Cafezinho 64 – Outra piada
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Cafezinho 63 – Sai fora
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Cafezinho 62 – Dona Terezinha
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Aos domingos à tarde, a companhia da dona Terezinha de ...

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Pré conceitos

Pré conceitos

Luciano Pires -

De quando em quando lanço uma promoção no Facebook do Café Brasil (facebook.com/portalcafebrasil) oferecendo como brinde um livro que esteja em destaque. Dias atrás lançamos a promoção com o livro A QUEDA, escrito por Diogo Mainardi, ex-colunista de revista Veja. O livro é um relato da relação de um pai com seu filho que, em razão de um erro médico na maternidade, fica com paralisia cerebral. Diogo conta como esse evento influenciou sua vida, e o relato é emocionante, humano e profundamente sensível, revelando um lado do polêmico escritor que pouca gente conhece. O livro é uma aula de Literatura, de História, de Arquitetura, de Arte, de Música, de Sociologia e, principalmente, de amor incondicional de um pai por seu filho.

Imediatamente após a publicação da promoção começamos a receber comentários dizendo que o livro é um lixo, que é jogada de marketing, que o autor é um imbecil, que deixariam de acessar o nosso portal, pois estamos divulgando o Mainardi, etc. É claro que esses comentários vieram de quem não concorda com o posicionamento político/ideológico de Diogo Mainardi e – especialmente – com a forma incisiva com que ele se expressa. A esses críticos, não interessa o conteúdo do livro, o fato de ter sido escrito pelo Diogo Mainardi invalida a obra.

Dá para compreender essas reações, dada a virulência do escritor, que ou é amado ou odiado. Mas dá para justificar?

Sou absolutamente contra o posicionamento político de Chico Buarque de Hollanda e por isso não quero saber de “Bastidores” e “Com açúcar, com afeto”? O compositor Richard Wagner é constantemente ligado ao nazismo e por isso ignoro “Cavalgada das Valquírias”? Oliver Stone é o perfeito idiota norte americano e por isso jamais assistirei a “Platoon” ou “Nascido em 4 de Julho”? Sou contra o posicionamento ideológico de Mario Lago, portanto a partir de hoje não gosto mais de “Ai, que saudades da Amélia”?

O leitor Marco Túlio Camillo fez uma reflexão interessante a respeito: “Acho que falta Sun Tzu (conheça seu oponente melhor que ele mesmo) para a iniciação literária desse povo que criticou dessa forma.(…) A opinião é subjetiva e precisa ser consolidada. Se faltam peças para opinar, simplesmente não diga nada para não parecer idiota… É o que eu acho. Também não gosto do Mainardi, mas preciso (PRECISO) ler esse livro…”.

Duas coisas me ocorreram.

Primeiro a lembrança de Ezra Pound, que escreveu uma vez que: “Podeis reconhecer um mau crítico porque ele começa por falar do poeta e não do poema.”

Depois uma pergunta. Como é mesmo o nome daquela atitude que envolve o pré-julgamento negativo de uma pessoa?

Luciano Pires