Artigos Café Brasil
Educação adulta
Educação adulta
Preocupados demais com a educação de nossos filhos, ...

Ver mais

É tudo soda
É tudo soda
Isca intelectual de Luciano Pires lembrando que ...

Ver mais

A selhófrica da pleita
A selhófrica da pleita
Isca intelectual de Luciano Pires tratando do nonsense ...

Ver mais

Freestyle
Freestyle
Isca Intelectual de Luciano Pires dizendo que quando ...

Ver mais

Café Brasil Curto 11 – Os mais vivos
Café Brasil Curto 11 – Os mais vivos
Os vivos serão sempre, e cada vez mais, governados ...

Ver mais

570 – LíderCast 6
570 – LíderCast 6
Hoje apresentamos nosso elenco de convidados da ...

Ver mais

Café Brasil Curto 10 – Os porquês
Café Brasil Curto 10 – Os porquês
Nestes tempos de novilíngua, de “mentiras simbólicas” e ...

Ver mais

Café Brasil Curto 09 – Economia do Compartilhamento
Café Brasil Curto 09 – Economia do Compartilhamento
Na economia do compartilhamento, não vence quem tem a ...

Ver mais

LíderCast 073 Lucas Mendes
LíderCast 073 Lucas Mendes
LíderCast 073 Lucas Mendes está à frente da implantação ...

Ver mais

LíderCast 072 Oscar Maroni
LíderCast 072 Oscar Maroni
Oscar Maroni se identifica como “dono de uma empresa ...

Ver mais

LíderCast 071 Bene Barbosa
LíderCast 071 Bene Barbosa
LíderCast 071 Bene Barbosa é um dos mais ferrenhos ...

Ver mais

LíderCast 070 – Alexandre Barroso
LíderCast 070 – Alexandre Barroso
Hoje conversamos com Alexandre Barroso, num programa ...

Ver mais

Confraria Café Brasil
Confraria Café Brasil
A Confraria Café Brasil nasceu para conectar pessoas ...

Ver mais

Videocast Nakata T02 10
Videocast Nakata T02 10
Videocast Nakata Temporada 02 Episódio 10 - Hábitos ...

Ver mais

Videocast Nakata – T02 09
Videocast Nakata – T02 09
Videocast Nakata - Temporada 02 Episódio 09 Quando ...

Ver mais

Videocast Nakata T02 08
Videocast Nakata T02 08
Videocast Nakata Temporada 02 Episódio 08 Já falei ...

Ver mais

Nas redes sociais, você é o que publica
Mauro Segura
Transformação
A facilidade e a displicência com que publicamos algo numa rede social são incríveis. As vezes publicamos coisas que não entendemos bem e nem temos consciência do impacto que causamos.

Ver mais

Abaixo a polícia, viva o bandido!
Fernando Lopes
Iscas Politicrônicas
Não, pára. Tudo bem que nós, viventes dessa nau dos insensatos chamada Brasil, estamos com o couro grosso de tanta asneira, e achávamos que discursos de Dilma seriam o ápice da fronteira entre a ...

Ver mais

O Festival de Besteira que Assola a Esquerda Brasileira
Bruno Garschagen
Ciência Política
Diante da condenação por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, intelectuais, professores, artistas, estudantes e os demais suspeitos de sempre negam que Lula tenha cometido os crimes pelos ...

Ver mais

Lições de astronomia
Tom Coelho
Sete Vidas
“A hora mais escura da noite é justamente aquela que nos permite ver melhor as estrelas.” (Charles Beard)   Uma moto, dois jovens e um carro em alta velocidade. Um acidente. E Bruno, 19 ...

Ver mais

Os turistas

Os turistas

Luciano Pires -

Que sacanagem essas revistas e jornais estrangeiros que ficam falando mal do Brasil em período de Copa do Mundo. Isso me lembra um texto que publiquei em meu livro Nóis…Qui Invertemo As Coisa em 2009, quando foi lançado um filme chamado OS TURISTAS falando mal do Brasil. Leia:

“Pois o governo devia reagir, iniciando uma campanha mundial para valorizar a imagem do Brasil lá fora. Usando o cinema. Igual aos estadunidenses, que distribuem seus heróis pelo mundo desde que o cinema nasceu. Montaríamos um festival e convidaríamos os formadores de opinião para assistir aos melhores filmes brasileiros de todos os tempos.

Começa com uma obra-prima de 1950, “O Cangaceiro”, de Lima Barreto. Em preto-e-branco, mostrando pela primeira vez ao mundo uma imagem do Brasil que ninguém conhecia: o Nordeste dos cangaceiros, da seca, da miséria e da violência. Em seguida “O Pagador de Promessas”, de 1962, de Anselmo Duarte e Dias Gomes, emocionante. O Brasil do Nordeste da miséria, do fanatismo religioso e da violência. Depois Glauber Rocha, nos anos 1960. “Terra Em Transe”. “Deus e o Diabo na Terra do Sol”. “O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro”. Com ângulos inovadores e narrativa diferente, o Nordeste, a miséria e a violência dos cangaceiros. E tem também “Macunaíma”, de Joaquim Pedro de Andrade, de 1969. Que loucura! A miséria e o esculacho brasileiros.

Depois daríamos um salto no tempo, pois nenhuma pornochanchada seria digna de exibição lá fora. Faria mal à nossa imagem.

Vamos de Hector Babenco em 1977, com “Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia”. A história de um bandido que termina seus dias assassinado na prisão. Depois, também de Hector Babenco, em 1981, “Pixote”. Uma obra-prima, mostrando as crianças com a vida comprometida pela violência e pelo tráfico. E que tal “Pra Frente Brasil”, de Roberto Farias, de 1983? Os anos da ditadura, da repressão, da tortura e do medo? Ah, tem também “Central do Brasil”, de Walter Salles, de 1998. Que filme lindo. A solidão e a tristeza dos miseráveis com todas as suas cores, numa atuação maravilhosa de Fernanda Montenegro que quase ganha o Oscar de melhor atriz! E então, “Orfeu”, de Cacá Diegues, 1999. A imagem de abertura é linda: o Rio de Janeiro visto do alto, com a estátua do Cristo Redentor em primeiro plano. A imagem sai do Cristo e cai direto dentro de uma favela, no meio de um tiroteio. No clímax da sequência, uma bala perdida mata a mãe diante da filha pequena.

Ah… não poderia faltar… “Cidade de Deus”, de 2002. Fernando Meirelles levando o Brasil à corrida do Oscar! Obra maravilhosa, com atuações marcantes e um roteiro delicioso. O tráfico de drogas e a violência tomando conta de uma grande favela. Dez! Em seguida, de 2003, “Carandiru”, de Hector Babenco. A sequência do massacre dos 111 detentos é de tirar o fôlego!

E não podem faltar nossos indicados para concorrer pelo Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, não é?

– 2005: “Olga”, de Jayme Monjardim, contando a emocionante história de uma idealista que foi presa, torturada, separada da filha e enviada pelo governo brasileiro para morrer num campo de concentração nazista.

– 2007: “Cinema, Aspirinas e Urubus”, de Marcelo Gomes. A sinopse do filme começa assim: “Uma paisagem seca, árida., estéril. Uma pequena vila no sertão nordestino do Brasil. Urubus voam acima”… Sentiu o clima?

– 2008: “O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias”, de Cao Hamburguer. Um filme excepcional, passado em 1970, quando um menino na transição da infância para a adolescência é separado dos pais, que saem em “férias” forçadas para escapar da repressão militar.

Enquanto escrevo estas linhas, a expectativa é que o impactante “Tropa de Elite” siga uma carreira premiada no exterior. Mostrando uma imagem do Brasil que ninguém conhece, blablablá…

E deixei para o final um sucesso estrondoso: “Os Dois Filhos de Francisco”, de 2005, dirigido por Breno Silveira. Um filme delicioso, que conta a história de pobreza e sofrimento de uma família do interior do Brasil. Quando os meninos atingem o sucesso como dupla sertaneja e vão ficar ricos, o filme acaba…

Que tal? Com esse festival, teríamos um panorama do Brasil, pela visão de brasileiros, em meio século de produção cinematográfica, com obras-primas que pertencem à história do cinema mundial.

E aqueles gringos ignorantes teriam uma imagem real do Brasil. E não produziriam mais besteiras como esse filme “Turistas”, que faz muito mal para a imagem do Brasil lá fora.

Luciano Pires