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Parece mentira: 303 quilômetros por hora! Na Rio-Santos! Essa é a marca do Recorde Brasileiro de Velocidade, batido em 1991. Naquele ano eu era o Gerente de Marketing da Albarus, que estava lançando os anéis de pistão Perfect Circle. Coube a mim coordenar a quebra do recorde como parte dos eventos para promover a marca. O piloto foi o Fabinho Sotto Mayor e as imagens daquele Opala Stock Car voando baixo sobre a Rio-Santos de 20 anos atrás são de arrepiar, especialmente quando o capô voa longe. Uma revista deu destaque para o feito com uma matéria cujo título foi “O menino maluquinho”.

Depois do evento mantive contato com o Fabinho até ele mudar-se de São Paulo. Nunca mais nos vimos. Esta semana, após participar de um programa de televisão, mudei a rota de retorno para casa, só para passar pela lanchonete Oregon, no bairro de Pinheiros, aqui em São Paulo. Ali, desde os anos 80, devoro o melhor cheese-egg-salada do mundo! Já era tarde da noite, fiz meu pedido e… quem entra pela porta, também sozinho, também desviando do caminho para comer um cheese-salada? O Fabinho! Foi um reencontro delicioso, relembramos daquelas loucuras de 1991 e assim que pude corri pro Youtube para rever o pequeno documentário que realizamos na época, e que você pode assistir aqui: http://bit.ly/ch1mHH

Rever aquelas imagens dá um frio no estômago. Como é que fizemos uma maluquice daquelas? Na ondulada pista de asfalto da Rio-Santos? Com condições mínimas de segurança, chances enormes de um acidente envolvendo o carro, o piloto e as centenas de pessoas que assistiam o evento? Olho aquilo e não consigo não exclamar:

– Como éramos malucos! Hoje eu não correria aquele risco!

Pois é. Em 1991 eu tinha 35 anos, era um garotão, cheio de energia, de invenções, de vontade de fazer acontecer. Metia os peitos mesmo, correndo riscos e quebrando paradigmas. E quando encontrava outro maluco como o Fabinho, dava naquilo…
Hoje tenho uma percepção diferente sobre até onde vale a pena chegar. A verdade é que amadureci e agora dou valor ao que 20 anos atrás passaria batido. Mas não acho que isso tenha me tornado um “cagão”. No entanto, para a garotada de 35 anos devo ser o tiozinho que empata as coisas, que não faz e que não deixa fazer, que acha defeito em tudo, que tem medo de correr riscos.
Hoje, tenho uma percepção diferente sobre até onde vale a pena chegar. Mas não acho que isso tenha me tornado um “cagão”. A verdade é que amadureci e agora dou valor ao que 20 anos atrás passaria batido. Mas para a garotada de 35 anos, devo ser o tiozinho que empata as coisas, que não faz e que não deixa fazer, que acha defeito em tudo, que tem medo de correr riscos.

Pois é. Essa é mais uma das maravilhas da vida: o amadurecimento nos protege. Evita que ultrapassemos nossos limites pois, como alguém disse uma vez, “depois dos cinqüenta, todo salto é mortal”.
Passei a lidar com medos que nunca tive e com a perspectiva de ficar paralisado por eles. Mas a maturidade fez com que eu percebesse que aquele frio na barriga, que paralisa muita gente, na verdade é um aviso.
Para alguns significa medo: Pare! Não se arrisque! Seja prudente!
Mas para outros significa estar muito perto de tentar algo que “não se faz”. Ir para onde não se vai. Sair fora da média.

Tai uma grande lição destas duas décadas, que acho que no fundo é o que acontece com os grandes pilotos como o Fabinho: aprendi a usar o medo a meu favor.

Por isso continuo um menino maluquinho.