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Luciano Pires -

Elaboro este texto no dia 9 de Julho de 2014, quarta feira das cinzas, tentando aplacar os sentimentos desta manhã de ressaca dos 7 x 1 que a Alemanha aplicou na Seleção Brasileira em eliminatória da Copa do Mundo. Não apenas pelo jogo, que é inexplicável, mas pelo momento que vivemos no país.

Escrevi muito tempo atrás e repito: a Copa no Brasil seria exatamente como o Carnaval na Marquês de Sapucaí, no dia do evento fazemos o maior espetáculo da terra, quebra um carro aqui, cai um destaque ali, mas no geral é maravilhoso. Dois dias depois as fantasias desmancham, as cores desbotam, os brilhos esmaecem, a cola solta, a tinta descasca, os ferros enferrujam e o que não é descartável fica empilhado num terreno baldio, deteriorando. E a turma vai pagando as contas até recomeçar tudo no ano que vem.

Antes da Copa vimos manifestações por todos os lados pregando o desastre, dizendo que tudo daria errado. Matérias pelos jornais estrangeiros dando conta dos perigos de vir ao Brasil, da prostituição, da miséria, da corrupção, dos desmandos. Por ver nas críticas, várias delas injustas, um fundo de verdade, senti vergonha.

Passada a Copa os estrangeiros retornam para suas casas deslumbrados com o Brasil, com a festa, com nossa simpatia, nosso sol, praias, educação e alegria. Os estádios ficaram lindos, os jogos foram emocionantes, com talento e drama na medida exata (até os 7 x 1, pelo menos). A Copa do Mundo no Brasil, assim como o desfile das escolas na Marquês de Sapucaí, foi um sucesso. E isso me enche de orgulho.

Mas quando penso na prioridade que demos à Copa enquanto problemas fundamentais continuam de lado, sinto vergonha.

E o espetáculo da torcida e dos jogadores no momento do hino? Como não se arrepiar, não se emocionar, não cantar junto? Me deu orgulho!

Mas acabou, hoje é quarta feira das cinzas do Massacre do Mineirão. Os 7 x1 foram o tapa que o mocinho dá na mocinha descontrolada para ela acordar para a realidade.

E agora? Não tem juiz pra botar a culpa. Não tem gramado pra botar a culpa. Não tem onde botar a culpa, a não ser em nós mesmos. É hora de retornar à realidade, aos problemas que todos conhecemos, e agora com os 7 x 1 nas costas. Que vergonha.

Mas o Massacre do Mineirão pode ser pedagógico: talvez – eu disse talvez – extrapole o futebol e contribua para acabar com a arrogância, o “jeitinho”, o “a gente se vira”, o “na hora dá certo”. Para mostrar que é impossível levar um sonho adiante sem gente capaz de colocar em prática um plano. Mostrar que o “mais ou menos” é pouco, que talento é fundamental, mas sem disciplina e aplicação fica dependendo da sorte. E que talvez Deus não seja só brasileiro.

– Mas gente, Copa do Mundo é só futebol, que é só um jogo!

Verdade. Mas a Copa do Mundo no Brasil foi também uma metáfora sobre orgulho e vergonha.

Lembro-me então que um leitor chamado Claudio, ao comentar um artigo em que eu falava do orgulho e da vergonha de ser brasileiro, soltou esta pérola: “… se tenho orgulho ou vergonha do meu país? Acho que tenho vergulho. Ou orgonha. Vale ter vergonha e orgulho ao mesmo tempo?”

Vergulho e orgonha… Taí. Tenho orgonha de ser brasileiro.

E se tivéssemos conquistado o hexa eu teria vergulho.

O que, no fim, dá na mesma.

Luciano Pires