Artigos Café Brasil
Podpesquisa 2018
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Em sua quarta edição, a PodPesquisa 2018 recebeu mais ...

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Como decidi em quem votarei para Presidente
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Não sei se estou certo, não fui pela emoção, não estou ...

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O dia seguinte
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LíderCast 132 – Alessandro Loiola
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Médico, escritor, um intelectual inquieto, capaz de ...

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LíderCast 131 – Henrique Szklo e Lena Feil
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Henrique Szklo e Lena Feil – Henrique se apresenta como ...

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LíderCast 130 – Katia Carvalho
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046 – Para quem vai anular o voto
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Confraria Café Brasil
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Videocast Nakata T02 10
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Quem não é capaz de rir de si mesmo será sempre um intolerante em potencial
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Capitalismo Versus Esquerdismo*
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Uma das consequências involuntárias do capitalismo é que ele coloca diferentes culturas e sociedades em contato direto muito mais amplo umas com as outras. Liga as pessoas entre si muito mais ...

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A cavalgada de um cowboy
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Cowboy não havia dormido bem. Tinha feito corridas até às duas da manhã. O trabalho como moto-taxista costumava não render muito, mas em época de alta temporada a demanda era muito grande. ...

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O ENEM e a (anti-)educação
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É preciso lançar pontes.
Nos dois últimos fins-de-semana, milhões de candidatos ao ensino superior realizaram as provas do ENEM. O vestibular é o telos do ensino fundamental e médio no Brasil. As escolas privadas assumem ...

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Cafezinho 126 – Mais Médicos
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Cafezinho 125 – O chute
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Se o governador mentiu ou se enganou, peço desculpas ...

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Cafezinho 124 – À luz do sol
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É assim, com a luz do sol, que a gente faz a limpeza.

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Cafezinho 123 – A zona da indiferença
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Ter consciência sobre o que é certo e errado todo mundo ...

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O vício oculto

O vício oculto

Luciano Pires -

Existem certos vícios de linguagem curiosos que se tornam marcas registradas de algumas pessoas. Por exemplo, terminar as frases com “né?”. Ou começar com “não”. Ou então, como é meu caso, colocar “cara” no começo ou no meio ou no final das frases. Não sei isso é algum transtorno obsessivo, mas cheguei à conclusão de que existe também o que chamo de “vício oculto”. É um vício de linguagem que a pessoa não usa, mas que você sabe que está lá. Por exemplo, o “seu idiota” no final das frases ditas pelos políticos. Funciona assim:

– Eu não sabia de nada. Seu idiota.

É claro que o ex-presidente nunca disse em público o “seu idiota”. Mas pela expressão facial, o tom de voz… dá a impressão de que a expressão está lá.

– O mensalão não existe, aquilo era só caixa dois. Seu idiota.

É claro que Vossa Excelência não disse o “seu idiota”. Mas pela expressão, pelo tom de voz…

– Durante o caos aéreo, relaxa e goza. Seu idiota.

É claro que a ministra não disse o “seu idiota”. Mas…

No entanto, os indicativos visuais ou sonoros são apenas acessórios. O que realmente torna explícito o “seu idiota” oculto é teor ridículo das afirmações. São tão despropositadas, mentirosas e absurdas que quem as profere só pode achar que seu interlocutor é um idiota.

E por falar na ex-ministra, ela é a peça central da mais nova manifestação do vício oculto. Preterida na campanha à prefeitura de São Paulo e até mesmo humilhada publicamente por Lula, a senadora petista Marta Suplicy soltou os cachorros, negando-se veementemente a apoiar Fernando Haddad, o candidato imposto pelo ex-presidente no lugar dela. Marta ficou furiosa e demonstrou isso diversas vezes, com afirmações e atitudes. E então aconteceu. Algumas semanas após chutar o pau da barraca a senadora conversou com o ex-presidente Lula e mudou de ideia. Decidiu participar, gravou depoimento apoiando Fernando Haddad na TV e participou da campanha na rua com o petista. E poucos dias após a decisão da senadora de apoiar Haddad, a presidente Dilma trocou a Ministra Ana de Hollanda por Marta Suplicy no Ministério da Cultura. Perguntada sobre a “coindecência”, Marta declarou que:

– A indicação nada teve a ver com meu apoio ao Haddad. A Presidenta não faria isso. Seu idiota!

É claro que ela não disse o “seu idiota”, mas pelo tom da voz, o sorrisinho irônico, o olhar e o conteúdo..

Se você nunca reparou, comece já. Aproveite o horário eleitoral. Veja as expressões de camaradagem, o linguajar infantil, o tom de voz artificialmente amaciado, o sorriso exagerado e o olhar cheio de amor pra dar. E imagine que ao final de cada frase está o “seu idiota”.

Você vai aos poucos aprender a perceber o vício oculto e então, a partir da realidade dos atos e fatos, perceberá aquilo que não precisa ser dito.

Para eles, você não passa de um idiota.

Luciano Pires