Artigos Café Brasil
1964 – O Brasil entre armas e livros
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Um documentário para ser visto como outro ângulo pelo ...

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Os Podcasts Café Brasil Musicais
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Música é uma de nossas grandes paixões, por isso de ...

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#DicaNetFlix Trotsky
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É uma série de terror. Tem assassinos em série, ...

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Visualizando as estruturas do discurso do Portal Café Brasil
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Se você se aproximar do Café Brasil, prepare-se para ...

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661 – A teoria do valor subjetivo
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O mercado é o resultado da interação entre milhões de ...

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660 – Na esquina da sua casa
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Não espere que o Estado se preocupe com o indivíduo. O ...

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659 – Empreendedorismo no Palco
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Muitos anos atrás, acho que uns 20, fui convidado para ...

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658 – Chá com a gente
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Este programa reproduz a edição especial do Podcast Chá ...

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LíderCast 149 – Ronaldo Tenório
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Empreendedor, que vem lá do nordeste para mudar a vida ...

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LíderCast 148 – Bruno Busquet
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CEO da Tupiniq,In Inside Out Agency e president do ...

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Músico, um guitarrista e baixista excepcional cuja ...

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LíderCast 146 – Cândido Pessoa
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Um intelectual, professor no Paradigma centro de ...

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Cafezinho Live – Como será o Brasil com Bolsonaro
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Um bate papo entre Adalberto Piotto, Carlos Nepomuceno ...

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046 – Para quem vai anular o voto
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Fiz um vídeo desenhando claramente o que acontece com ...

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Confraria Café Brasil
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A Confraria Café Brasil nasceu para conectar pessoas ...

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Videocast Nakata T02 10
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Videocast Nakata Temporada 02 Episódio 10 - Hábitos ...

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CAPITULO 2 – AS DEZ CATEGORIAS DO SER (parte 6)
Alexandre Gomes
Eu tenho que ser sincero com você guria (ou velhinho…) esta parte do segundo capítulo será bem chata, pois iremos tratar de algo realmente formal e de certa forma, burocrático: as Dez ...

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Que falta faz Roberto Campos!
Luiz Alberto Machado
Iscas Econômicas
Que falta faz Roberto Campos!  Homenagem em três livros “O bem que o Estado pode fazer é limitado; o mal, infinito. O que ele nos pode dar é sempre menos do que nos pode tirar.” Roberto Campos ...

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O copo, a água e o STF
Carlos Nepomuceno
RESUMO DA LIVE: LIVE COMPLETA: https://web.facebook.com/carlos.nepomuceno/videos/10157256876268631 RESUMO DAS LIVES ANTERIORES: https://www.youtube.com/playlist?list=PL7XjPl0uOsj8TxfUISqzcl4YrxYBC0vOw

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O Rock, Bruce Springsteen e uma lição sobre liderança!
Jeison Arenhart De Bastiani
Outro dia assisti boquiaberto algo que não sei muito bem como descrever, mas posso afirmar que foi incrível e vou contar para você como um músico (que confesso não acompanhar muito) me deu uma ...

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Cafezinho 169 – O silêncio das pedras
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Há silêncios e silêncios. Há o silêncio das pedras. Há ...

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Cafezinho 168 – O que nos define
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O que nos define são os adversários que vencemos.

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Cafezinho 167 – Monstros da negatividade
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“O otimista é o pessimista bem informado”, lembra ...

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Cafezinho 166 – O nobre
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Este Brasil de 2019 é muito diferente daquele de 2015.

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O vício oculto

O vício oculto

Luciano Pires -

Existem certos vícios de linguagem curiosos que se tornam marcas registradas de algumas pessoas. Por exemplo, terminar as frases com “né?”. Ou começar com “não”. Ou então, como é meu caso, colocar “cara” no começo ou no meio ou no final das frases. Não sei isso é algum transtorno obsessivo, mas cheguei à conclusão de que existe também o que chamo de “vício oculto”. É um vício de linguagem que a pessoa não usa, mas que você sabe que está lá. Por exemplo, o “seu idiota” no final das frases ditas pelos políticos. Funciona assim:

– Eu não sabia de nada. Seu idiota.

É claro que o ex-presidente nunca disse em público o “seu idiota”. Mas pela expressão facial, o tom de voz… dá a impressão de que a expressão está lá.

– O mensalão não existe, aquilo era só caixa dois. Seu idiota.

É claro que Vossa Excelência não disse o “seu idiota”. Mas pela expressão, pelo tom de voz…

– Durante o caos aéreo, relaxa e goza. Seu idiota.

É claro que a ministra não disse o “seu idiota”. Mas…

No entanto, os indicativos visuais ou sonoros são apenas acessórios. O que realmente torna explícito o “seu idiota” oculto é teor ridículo das afirmações. São tão despropositadas, mentirosas e absurdas que quem as profere só pode achar que seu interlocutor é um idiota.

E por falar na ex-ministra, ela é a peça central da mais nova manifestação do vício oculto. Preterida na campanha à prefeitura de São Paulo e até mesmo humilhada publicamente por Lula, a senadora petista Marta Suplicy soltou os cachorros, negando-se veementemente a apoiar Fernando Haddad, o candidato imposto pelo ex-presidente no lugar dela. Marta ficou furiosa e demonstrou isso diversas vezes, com afirmações e atitudes. E então aconteceu. Algumas semanas após chutar o pau da barraca a senadora conversou com o ex-presidente Lula e mudou de ideia. Decidiu participar, gravou depoimento apoiando Fernando Haddad na TV e participou da campanha na rua com o petista. E poucos dias após a decisão da senadora de apoiar Haddad, a presidente Dilma trocou a Ministra Ana de Hollanda por Marta Suplicy no Ministério da Cultura. Perguntada sobre a “coindecência”, Marta declarou que:

– A indicação nada teve a ver com meu apoio ao Haddad. A Presidenta não faria isso. Seu idiota!

É claro que ela não disse o “seu idiota”, mas pelo tom da voz, o sorrisinho irônico, o olhar e o conteúdo..

Se você nunca reparou, comece já. Aproveite o horário eleitoral. Veja as expressões de camaradagem, o linguajar infantil, o tom de voz artificialmente amaciado, o sorriso exagerado e o olhar cheio de amor pra dar. E imagine que ao final de cada frase está o “seu idiota”.

Você vai aos poucos aprender a perceber o vício oculto e então, a partir da realidade dos atos e fatos, perceberá aquilo que não precisa ser dito.

Para eles, você não passa de um idiota.

Luciano Pires