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Luciano Pires -


O VAMPIRO


 Lá estava eu, caminhando pela avenida Paulista em meio a três mil pessoas, num domingo friorento, na passeata do Dia pela Dignidade Nacional. Muita emoção, discursos inflamados e um clima de indignação genuína (opa!) no ar. Lá pelas tantas, o carro de som começa a tocar “Pra não dizer que não falei das flores”, de Geraldo Vandré. Os cinqüentões foram invadidos pelas lembranças de um tempo em que tinham mais cabelo e menos barriga e saiam às ruas combatendo a repressão. E então alguém começa a gritar:


– O povo. Unido. Jamais será vencido!


Como uma onda, o grito toma conta da multidão. E logo estamos todos, a plenos pulmões, enchendo a Avenida Paulista com o grito indignado:


– O POVO! UNIDO! JAMAIS SERÁ VENCIDO!


Foi emocionante. Não nego que meus olhos ficaram marejados e eu torci para estar participando do começo de um movimento capaz de provocar mudanças. Voltei para casa esperançoso, liguei a televisão e… Nada. Nadica. Néris de pitibiribas. Descobri que o evento do qual participei e que mobilizou milhares de pessoas em várias cidades do Brasil, simplesmente não aconteceu. Foi uma ilusão. A Fátima Bernardes não falou dele. Nem o Bonner. Nem o Bial… E se não deu na Globo, não aconteceu!


Mas pouco tempo depois, ouço outra vez o grito popular:


– O POVO! UNIDO! JAMAIS SERÁ VENCIDO!


Desta vez foi o MLST – Movimento pela Libertação dos Sem Terra, invadindo a Câmara em Brasília e proporcionando um deprimente espetáculo de manipulação popular, ódio e intolerância. Eram apenas 500 pessoas. Na verdade, 50 arruaceiros conduzindo uma manada que provavelmente não sabia o que estava fazendo. Os “inocentes úteis” dos anos sessenta e setenta revividos. E deu em todos os jornais. Em todas as rádios. Em todas as televisões…


Me senti um bocó de mola, ouvindo os invasores da Câmara gritando as mesmas palavras de ordem que eu gritei na Paulista. Eu, bobão, em meio a milhares de amadores, num evento que não aconteceu. Eles, profissionais, com apenas 500 pessoas, promovendo um evento que ocupa todos os espaços da mídia. Ambos tinham objetivos claros e organização. Mas um foi sucesso de mídia. E o outro, um fiasco.


Afinal, qual a diferença entre os “amadores” da Avenida Paulista e os profissionais do MLST? Pense um pouco…


Minha amiga, meu amigo, a diferença foi o… Sangue. Sangue.


A manifestação que seguiu as regras da civilidade, não chamou nenhuma atenção da mídia. A mídia não está interessada no conteúdo, mas na forma. A manifestação pacífica e ordeira foi invisível.


O outro evento, no entanto, selvagem, agressivo, quebrou as regras e a lei. Derramou sangue. E, do jeitinho que seus organizadores queriam, tornou-se visível e conquistou espaço nobre nas televisões, jornais e revistas.


Conclusão?


A mídia é um vampiro. Precisa de sangue. Ama o sangue. Vive de sangue.


A mídia, sem qualquer responsabilidade com a cidadania, não percebe que fechando os olhos aos movimentos legítimos e ordeiros para dar espaço apenas à anarquia, está passando uma mensagem perigosa:


– Quer ser ouvido? Traga-me sangue!


A mídia promove o sangue.


– Ah, mas sempre foi assim…


Sempre foi?


Então torça para que esse sangue nunca seja de alguém que você conhece.